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Fatos que você precisa saber antes de ser autônomo.

Fatos que você precisa saber antes de ser autônomo.

Fatos que você precisa saber antes de ser autônomo.

O trabalho por conta própria no Brasil é uma realidade cada vez mais atual. Em agosto de 2019, o número de trabalhadores por conta própria chegou a 24 milhões, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – um recorde para uma seqüência histórica iniciada em 2012.

Porém, engana-se quem pensa que este é um mercado saturado. São tantas as transformações que antes de se tornar autônomo é preciso estar atento às características desse modelo de trabalho para tomar a decisão certa.

O que é trabalho freelancer?

Não há definição específica de trabalho autônomo na legislação trabalhista. Mas de acordo com a Lei Federal 8.212/91 (Lei Previdenciária), trabalhador autônomo é:

Que preste serviços de natureza urbana ou rural pontualmente a uma ou mais empresas sem vínculo laboral;

As pessoas singulares que, por conta própria, exerçam uma atividade económica de natureza urbana, com ou sem fins lucrativos.

Significa isto que o trabalho por conta própria é, como o próprio nome indica, o trabalho prestado sem vínculo laboral, por conta própria e em que o trabalhador assume todos os riscos do serviço prestado.

Quais são as formas de trabalho autônomo?

Um autônomo pode ser:

Prestador de serviços de profissão não regulamentada: como vendedor, cozinheiro, diarista, prestador de serviços gerais, cabeleireiro;

Prestador de serviço de profissão regulamentada não estável: popularmente conhecido como profissional liberal, como advogado, médico, engenheiro, psicólogo, nutricionista.

Quais são as características de um autônomo?

Justamente por ser autônomo, a principal característica desse profissional é não ter vínculo empregatício com nenhuma empresa. Isto significa que pode prestar serviços a empresas, mas não pode celebrar um contrato de trabalho a termo certo.

Além disso, aqueles que trabalham por conta própria são livres para aceitar trabalhos e projetos como bem entenderem. Ele ou ela também é quem organiza seu próprio tempo e horários.

Outra peculiaridade do trabalho autônomo é que o profissional é totalmente responsável pelo serviço. Por exemplo, se algo der errado, a pessoa responderá pelo erro na Justiça.

Profissional autônomo, liberal, MEI… Qual a diferença?

É comum confundir profissional autônomo com liberal e MEI, mas é importante entender que cada um tem suas especificidades.

Freelance

Como dito acima, uma pessoa autônoma é uma pessoa que:

Não possui vínculo empregatício;

Pode ser pessoa física ou jurídica;

Pode prestar serviços a pessoas físicas ou jurídicas;

Responsabilidade legal pela própria obra;

Você não necessariamente tem formação técnica específica;

Você tem que pagar certos impostos.

profissional liberal

Um profissional liberal é basicamente aquele que:

Possui formação técnica específica (curso técnico ou superior) regulamentada e controlada por órgão de classe como OAB, CREA e CRM – responsáveis ​​por definir procedimentos técnicos e éticos para cada categoria;

está registrado no conselho profissional competente da categoria;

Contribui para a união de categorias.

Os profissionais liberais são livres para exercer a profissão com ou sem vínculo empregatício, independentemente de constituir ou não empresa. Portanto, um profissional liberal pode ser autônomo, mas autônomo não é necessariamente liberal.

Além disso, um liberal também pode ser responsabilizado judicialmente por erros e falhas cometidos no exercício de sua profissão.

Saiba quem pode ser um Profissional Liberal aqui

Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI, ou Microempreendedor Individual, é um modelo de negócio criado para facilitar a formalização do trabalhador autônomo. Com ele, é possível ter um CNPJ e emitir notas fiscais com mais facilidade.

Além disso, o pagamento de impostos é simplificado. Mensalmente, o MEI deve pagar uma fatura de R$ 51,95 a R$ 57,95 – dependendo da atividade exercida – que inclui oito tributos: INSS, ICMS, IPI, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS.

Para ser um MEI você deve:

Faturamento não superior a R$ 81.000,00 por ano;

não ser sócio, administrador ou proprietário de outro negócio;

Não ter mais de 1 funcionário contratado;

Exercer uma das mais de 400 atividades econômicas permitidas pelo MEI (veja a lista completa).

Quais são os benefícios do freelancer? E os contras?

Antes de decidir trabalhar por conta própria, é importante entender as vantagens e desvantagens desse modelo de trabalho.

Vantagens

Talvez a principal vantagem do trabalho autônomo seja a liberdade de escolher a direção e as regras de trabalho: horário, horário, local, projetos… A pessoa é responsável por tudo.

Se esta autonomia for bem gerida, pode traduzir-se numa maior flexibilidade no equilíbrio entre vida pessoal e profissional – ou seja, mais tempo para hobbies, família e amigos, séries, filmes, exercício…

Desvantagens

Se, por um lado, o trabalho autónomo significa mais liberdade, também significa mais responsabilidade.

Dependendo de como as coisas vão, isso pode acabar sendo uma desvantagem. Afinal, ninguém vai te dizer o que fazer, quando e como fazer. É preciso disciplina para manter tudo em ordem.

Outro problema é a falta de estabilidade. Quem já trabalhou com carteira assinada sabe como é bom ter a certeza do seu salário todo mês.

Os autônomos, por outro lado, precisam lidar com a incerteza – tanto em relação à demanda, quando não se sabe exatamente quando os serviços começarão, quanto à sazonalidade, pois há períodos mais movimentados e mais tranquilos.

Outra questão importante é não ter os benefícios do trabalho CLT, como décimo terceiro salário, FGTS, horas extras, folga remunerada, vale-refeição e plano de saúde.

O trabalhador autônomo que deseja ter alguns benefícios, como pensão e licença-maternidade, deve contribuir ele mesmo com o INSS. Nesse caso, o valor a ser pago é reduzido: 11% do salário mínimo.

Qual a realidade do trabalho autônomo no Brasil?

Se, um dia, o trabalho por conta própria foi predominado por trabalhadores com poucos anos de estudo, hoje eles são minoria.

Um levantamento feito em 2019 para o jornal Folha de S.Paulo pelo economista Sergio Firpo e pelo pesquisador Alysson Portella, do Insper, mostrou que, em 2012, os trabalhadores com ensino fundamental completo ou incompleto representavam 64,1% dos autônomos.

Nestes sete anos, a fatia de profissionais autônomos com ensino superior praticamente dobrou: saltou de 9,6% em 2012 para 17,7% em 2019.

Ainda, o número de trabalhadores por conta própria com ensino médio também cresceu, passando de 26,3% para 35,6%.

Juntos, os brasileiros com nível médio ou superior completo representam mais de 5 em cada 10 autônomos.

Por que isso aconteceu?

Segundo especialistas, essa mudança pode ser explicada por três fatores principais:

O chamado empreendedorismo por necessidade: sem emprego formal – em outubro de 2019 existiam 12,5 milhões de desempregados no país –, as pessoas decidem trabalhar por conta própria para ter uma renda;

O processo de pejotização: quando profissionais são contratados fixos por uma empresa como pessoa jurídica, diminuindo a carga trabalhista;

A tendência entre os jovens de querer empreender: em 2018, 18 a 24 anos era a faixa etária com a maior porcentagem de proprietários de empreendimentos em estágio inicial (21,2%), segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor.

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