{"id":2854,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/a-mulher-da-casa-abandonada-e-as-redes-sociais\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"a-mulher-da-casa-abandonada-e-as-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/a-mulher-da-casa-abandonada-e-as-redes-sociais\/","title":{"rendered":"A Mulher da Casa Abandonada e as redes sociais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Basta uma <a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/search?q=mulher%20da%20casa%20abandonada&amp;t=1658954067819\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">r\u00e1pida pesquisa<\/a> nas redes para entender o tamanho da confus\u00e3o gerada pela <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/podcasts\/2022\/07\/podcast-a-mulher-da-casa-abandonada-lidera-rankings-e-acumula-milhoes-de-downloads.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">repercuss\u00e3o<\/a> do podcast &#8220;A Mulher da Casa Abandonada&#8221;, criado e narrado por Chico Felitti e produzido pela Folha.<\/p>\n<p>&#8220;Trago atualiza\u00e7\u00f5es fresqu\u00edssimas sobre a mulher da casa abandonada!&#8221; Arrasto para cima. &#8220;Meu drone registrou imagens exclusivas do local!&#8221; Arrasto para cima. &#8220;Trabalho muito perto ent\u00e3o fui l\u00e1 xeretarrr!&#8221; Arrasto para cima. &#8220;A mulher da casa abandonada pediu pizza!&#8221; Esses s\u00e3o alguns dos t\u00edtulos dos primeiros \u2014de centenas\u2014 de v\u00eddeos que v\u00e3o surgindo nas redes.<\/p>\n<p>Como chegamos nesse verdadeiro surto de aten\u00e7\u00e3o? Uma das formas de explicar o fen\u00f4meno pode ser o espelhamento, volunt\u00e1rio ou involunt\u00e1rio, entre o podcast e algumas das caracter\u00edsticas mais marcantes e complicadas das <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/\">redes sociais<\/a>.<\/p>\n<h2>Economia da aten\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Saber prender o leitor, o ouvinte ou o telespectador \u00e9 uma arte e n\u00e3o existe nada de errado nisso.<\/p>\n<p>As <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/ \">redes sociais<\/a>, por sua vez, passaram a explorar uma s\u00e9rie de ferramentas para fisgar o usu\u00e1rio, fazendo com que ele passasse mais tempo online ou quisesse voltar com mais frequ\u00eancia. Pode incluir aqui a barra de rolagem infinita (sempre com novas atualiza\u00e7\u00f5es) e os avisos coloridos de notifica\u00e7\u00f5es, por exemplo.<\/p>\n<p>Isso se chama &#8220;economia da aten\u00e7\u00e3o&#8221;. No caso do podcast, a estrat\u00e9gia para prender o ouvinte parece bem planejada. A personagem do t\u00edtulo aparece na descri\u00e7\u00e3o como sendo &#8220;uma figura misteriosa&#8221; que mora na tal casa abandonada. Desperta curiosidade.<\/p>\n<p>No \u00faltimo epis\u00f3dio, que trata exclusivamente de uma entrevista, o narrador alerta que o ritmo seria diferente, j\u00e1 que at\u00e9 ali o programa havia sido &#8220;um podcast narrativo, com cenas e com a\u00e7\u00e3o&#8221;. E completa: &#8220;o que voc\u00ea vai ouvir agora \u00e9 s\u00f3 uma conversa.&#8221;<\/p>\n<p>Acontece que as cenas de a\u00e7\u00e3o dizem respeito \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica sobre um tema para l\u00e1 de complexo.<\/p>\n<p>Muita gente embarcou em uma trama de mist\u00e9rio e, quando a aten\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava fisgada, se deparou com a descri\u00e7\u00e3o em detalhes de um crime que mexe com racismo, viol\u00eancia, privil\u00e9gios e tantas outras quest\u00f5es que s\u00e3o um prato cheio para gatilhos de toda esp\u00e9cie.<\/p>\n<h2>Alerta de gatilho<\/h2>\n<p>O podcast, no final das contas, investiga a vida de Margarida Bonetti, uma brasileira que foi acusada de submeter uma empregada dom\u00e9stica negra a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2022\/07\/denuncias-de-trabalho-escravo-domestico-duplicam-apos-lancamento-de-a-mulher-da-casa-abandonada.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o<\/a> por quase 20 anos nos EUA. Segundo investiga\u00e7\u00e3o do FBI, Margarida agredia a empregada, que trabalhou em sua casa sem receber sal\u00e1rio entre 1979 e 1998.<\/p>\n<p>Ren\u00ea Bonetti, que era casado com Margarida, foi condenado e cumpriu pena nos EUA. Ela veio para o Brasil, em meio \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es, passando ent\u00e3o a morar na casa dita abandonada. Acabou nunca sendo julgada.<\/p>\n<p>Nas redes, n\u00e3o faltam coment\u00e1rios sobre a forma pela qual o tema foi apresentado e como ele impactou o p\u00fablico.<\/p>\n<p>O programa dedica um epis\u00f3dio para mostrar como o caso de Margarida n\u00e3o \u00e9 isolado e que situa\u00e7\u00f5es de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o resistem nos grandes centros urbanos, disfar\u00e7ados de servi\u00e7os dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>O alerta \u00e9 mais do que necess\u00e1rio, incluindo ainda instru\u00e7\u00f5es sobre como denunciar.<\/p>\n<p>Em um Brasil tristemente desigual e cruel, a submiss\u00e3o de vidas negras a tal regime \u00e9 uma desgra\u00e7a. E por isso mesmo muitos usu\u00e1rios passaram a questionar se o podcast n\u00e3o deveria ter sido mais transparente sobre a hist\u00f3ria que iria contar.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de uma &#8220;figura misteriosa&#8221;, mas de um caso de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, com epis\u00f3dios de viol\u00eancia e de maus-tratos.<\/p>\n<p>E aqui mais uma caracter\u00edstica desses nossos tempos em que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 mediada por <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/ \">redes sociais<\/a> se imp\u00f5e: quanto mais dif\u00edcil o tema, maior a chance de que ele suscite quest\u00f5es diferentes (e sens\u00edveis) em diversos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Por melhores que fossem as inten\u00e7\u00f5es do jornalista ao entrevistar a agressora, at\u00e9 para seguir a regra de se ouvir o outro lado, o simples fato de dar voz \u00e0 personagem pode soar como um privil\u00e9gio, cuja crueldade \u00e9 acrescida pelo fato de que o crime se encontra prescrito.<\/p>\n<h2>Exposed para todos os lados<\/h2>\n<p>Revirar o passado alheio e trazer \u00e0 luz fatos e informa\u00e7\u00f5es sobre uma pessoa \u00e9 uma pr\u00e1tica que nunca sai de moda nas redes.<\/p>\n<p>Nesse ponto, o podcast se conecta com a cultura do exposed, revelando n\u00e3o apenas a identidade da mulher da casa abandonada, mas tamb\u00e9m os elementos que levaram \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e processo judicial nos EUA.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou para surgir questionamentos sobre um chamado direito ao esquecimento, mirando especificamente a figura de Margarida Bonetti. Haveria algum interesse p\u00fablico em se revirar essa hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>Vale lembrar dois pontos.<\/p>\n<p>Primeiro que n\u00e3o existe consenso, no meio jur\u00eddico, sobre o que seria o chamado direito ao esquecimento.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Supremo Tribunal Federal decidiu recentemente que a figura n\u00e3o seria compat\u00edvel, a princ\u00edpio, com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Essa foi a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2021\/02\/stf-forma-maioria-para-declarar-que-nao-existe-direito-ao-esquecimento-no-brasil.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">decis\u00e3o do caso A\u00edda Curi<\/a>, no qual familiares de uma jovem assassinada nos anos 50 buscavam ser indenizados pela TV Globo ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o de um epis\u00f3dio sobre o crime no programa &#8220;Linha Direta&#8221;.<\/p>\n<p>Em seguida, chama aten\u00e7\u00e3o que a discuss\u00e3o sobre direito ao esquecimento tenha por foco a figura de Margarida quando, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do podcast, com dois cliques nas redes se descobre o nome da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Mais uma ponte entre o podcast e a din\u00e2mica das redes.<\/p>\n<p>Ainda que o jornalista n\u00e3o tenha revelado o nome da v\u00edtima, como o caso teve repercuss\u00e3o midi\u00e1tica quando do julgamento de Ren\u00ea Bonetti, a sua identidade est\u00e1 exposta em mat\u00e9rias da \u00e9poca. O seu nome foi inclusive grafitado nos muros da casa.<\/p>\n<h2>Publicidade inapropriada?<\/h2>\n<p>As <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/ \">redes sociais<\/a> vivem buscando formas de integrar as inser\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias em suas plataformas de maneira mais org\u00e2nica, buscando relacion\u00e1-las com os conte\u00fados publicados e evitando que elas prejudiquem a experi\u00eancia do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>No podcast &#8220;A Mulher da Casa Abandonada&#8221; existe apenas um anunciante: o <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/filmes\/\">filme<\/a> &#8220;O Telefone Preto&#8221;, da Universal. Esta \u00e9 a sinopse do filme: &#8220;Finney, um garoto de 13 anos, \u00e9 sequestrado por um assassino e levado para um por\u00e3o \u00e0 prova de som. Ap\u00f3s encontrar um telefone antigo, ele consegue escutar as vozes das v\u00edtimas anteriores do criminoso.&#8221;<\/p>\n<p>Dif\u00edcil imaginar que ningu\u00e9m questionou se essa seria mesmo a melhor publicidade para se inserir em um podcast que aborda os maus-tratos sofridos por uma mulher vivendo por vinte anos em um por\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas redes sociais, caso uma publicidade pare\u00e7a estar fora do tom geralmente \u00e9 facultado ao usu\u00e1rio ocult\u00e1-la. A din\u00e2mica da publicidade nos podcasts \u00e9 um pouco diferente. Em certos casos os produtores abrem espa\u00e7o para a inser\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria sem saber exatamente qual propaganda ser\u00e1 veiculada, podendo apenas selecionar categorias gerais.<\/p>\n<p>Isso pode gerar muita confus\u00e3o, como no epis\u00f3dio em que os ouvintes do podcast &#8220;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2021\/09\/medo-e-delirio-em-brasilia-tenta-explicar-insanidades-do-governo.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Medo e Del\u00edrio em Bras\u00edlia<\/a>&#8220;, que critica o governo federal, tiveram que escutar propaganda do pr\u00f3prio governo enaltecendo suas realiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica a publicidade do filme &#8220;O Telefone Preto&#8221; \u00e9 est\u00e1tica, j\u00e1 que ela aparece em todos os epis\u00f3dios do podcast. Por um lado fica o registro sobre o quanto essa propaganda foi de fato apropriada; por outro fica a d\u00favida sobre o quanto a viraliza\u00e7\u00e3o do podcast n\u00e3o pode ter rendido algum efeito na bilheteria do filme.<\/p>\n<h2>Uma grande teoria da conspira\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A culpa \u00e9 toda do FBI, que em conluio com uma m\u00e1fia de advogados, conseguiu usar o caso para fazer o Congresso dos EUA aprovar uma lei que impede a extradi\u00e7\u00e3o de pessoas que foram submetidas a trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o enquanto correm as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o dada por Margarida na entrevista que fecha o podcast. Enquanto defesa, esse argumento mais se parece com uma grande teoria da conspira\u00e7\u00e3o, daquelas que volta e meia se encontra disseminada nas redes sociais.<\/p>\n<p>Fala-se muito sobre como o uso das redes sociais deveria vir acompanhado do respectivo letramento digital, para que as pessoas possam compreender o que chega \u00e0s mesmas pelas redes e como elas se comunicam atrav\u00e9s desses meios.<\/p>\n<p>A dificuldade em se perceber as diferen\u00e7as entre realidade e fic\u00e7\u00e3o por parte de Margarida ficam ainda mais claras quando ela envereda por uma fala sobre como os filmes de a\u00e7\u00e3o, que passam na TV Globo, revelariam as maquina\u00e7\u00f5es do FBI.<\/p>\n<p>A entrevistada, quando confrontada com o fato de que suas explica\u00e7\u00f5es n\u00e3o batem com as conclus\u00f5es da investiga\u00e7\u00e3o do FBI e o julgamento pela Justi\u00e7a norte-americana, argumenta: &#8220;o FBI n\u00e3o \u00e9 um pessoal maravilhoso, super-honesto. N\u00e3o \u00e9! Se voc\u00ea t\u00e1 na Globo, se voc\u00ea assiste \u00e0s coisas de FBI e de filme de a\u00e7\u00e3o, voc\u00ea sabe que o que eu estou falando \u00e9 a mais pura verdade porque os filmes s\u00e3o muitas das vezes a representa\u00e7\u00e3o da realidade.&#8221;<\/p>\n<h2>Fora das redes<\/h2>\n<p>Por fim, um \u00faltimo elemento liga a din\u00e2mica das redes sociais ao podcast &#8220;A Mulher da Casa Abandonada&#8221;: o que acontece nas redes nem sempre fica nas redes.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 casa de Margarida Bonetti n\u00e3o deixa mentir. Ainda mais depois da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2022\/07\/policia-realiza-operacao-dentro-de-imovel-retratado-no-podcast-a-mulher-da-casa-abandonada.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">incurs\u00e3o<\/a> da pol\u00edcia no local para investigar suposto abandono de incapaz e para resgatar os animais de estima\u00e7\u00e3o, acompanhados da ONG da apresentadora Luisa Mell.<\/p>\n<p>No dia em que foi ao ar a entrevista de Margarida, um grupo de pessoas foi para a frente da casa gritar palavras de ordem e fazer lives. A Folha passou a inserir nos epis\u00f3dios um aviso de que &#8220;condena qualquer tipo de agress\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o contras as pessoas retratadas no podcast&#8221;.<\/p>\n<p>O podcast e as redes sociais parecem ter sido feitos um para o outro. Economia da aten\u00e7\u00e3o, gatilho, exposed, publicidade, teoria da conspira\u00e7\u00e3o e efeito fora das redes s\u00e3o apenas alguns dos pontos de contato.<\/p>\n<p>Agora que o circo est\u00e1 armado, resta esperar que um \u00faltimo efeito das redes sociais tamb\u00e9m se manifeste com rela\u00e7\u00e3o ao podcast: a r\u00e1pida sucess\u00e3o de tend\u00eancias.<\/p>\n<p>Se hoje o tema \u00e9 onipresente na internet, e desperta um importante debate, amanh\u00e3 ele dar\u00e1 lugar \u00e0 qualquer nova controv\u00e9rsia polarizante. Um dia A Mulher da Casa Abandonada voltar\u00e1 a ser A Casa da Mulher Abandonada.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/carlos-affonso-de-souza\/2022\/07\/31\/a-mulher-da-casa-abandonada-redes-sociais-gatilho-atencao-margarida-bonetti.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basta uma r\u00e1pida pesquisa nas redes para entender o tamanho da confus\u00e3o gerada pela repercuss\u00e3o do podcast &#8220;A Mulher da Casa Abandonada&#8221;, criado e narrado por Chico Felitti e produzido pela Folha. &#8220;Trago atualiza\u00e7\u00f5es fresqu\u00edssimas sobre a mulher da casa abandonada!&#8221; Arrasto para cima. &#8220;Meu drone registrou imagens exclusivas do local!&#8221; Arrasto para cima. &#8220;Trabalho&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2855,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4652,645,1464,19,307],"class_list":["post-2854","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-abandonada","tag-casa","tag-mulher","tag-redes","tag-sociais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2854\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}