{"id":2040,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/trabalhe-com-ti-mesmo-sem-dominar-a-tecnologia\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"trabalhe-com-ti-mesmo-sem-dominar-a-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/trabalhe-com-ti-mesmo-sem-dominar-a-tecnologia\/","title":{"rendered":"Trabalhe com TI mesmo sem dominar a tecnologia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Com a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias aos diversos tipos de empresas e organiza\u00e7\u00f5es, o nosso modo de viver, trabalhar, aprender e se relacionar tem se transformado profundamente. Ainda assim, para que toda a potencialidade das solu\u00e7\u00f5es digitais possa ser plenamente utilizada, um componente permanece sendo estrat\u00e9gico, fundamental e escasso: as pessoas.<\/p>\n<p>Profissionais digitais, como engenheiros de softwares, programadores e designers, s\u00e3o os grandes respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das diversas solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que existem hoje e, principalmente, as que devem surgir no futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>E nessa dimens\u00e3o, o mundo enfrenta um grande desafio: n\u00e3o h\u00e1 profissionais em n\u00famero suficiente e com a forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>No Brasil, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais grave: segundo <a href=\"http:\/\/profissionaisdigitais.brazillab.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa<\/a> realizada pelo <a href=\"http:\/\/brazillab.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BrazilLAB<\/a> e pela <a href=\"http:\/\/brava.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Brava<\/a>, em parceria com o Center for Public Impact (CPI), caso nenhuma medida seja tomada, o d\u00e9ficit de profissionais digitais deve continuar crescendo a uma taxa de 24 mil pessoas ao ano e pode atingir o alarmante n\u00famero de mais de 300 mil pessoas at\u00e9 o ano de 2024.<\/p>\n<p>Diante deste cen\u00e1rio, muitas iniciativas surgiram nos \u00faltimos anos para garantir a forma\u00e7\u00e3o de profissionais em quantidade e qualidade necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Conhecidas como bootcamps ou edtechs, elas prometem formar programadores em meses e at\u00e9 mesmo semanas, aplicando conceitos inovadores para o ensino, tais como self-paced, peer-to-peer e project based learning.<\/p>\n<p>Os termos convergem para um s\u00f3 caminho: formar pessoas que saibam trabalhar de maneira colaborativa, com base em problemas reais e que, diante das diversas transforma\u00e7\u00f5es que o setor deve enfrentar, possam sempre se atualizar e serem especialistas em aprender.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0s iniciativas de forma\u00e7\u00e3o, o setor de tecnologia tem tamb\u00e9m se reinventado.<\/p>\n<h2>Low-code: toda empresa j\u00e1 \u00e9 de tecnologia<\/h2>\n<p>Com o objetivo de trazer mais fluidez, autonomia e rapidez, surgem as chamadas ferramentas low-code e no-code. Com elas, qualquer organiza\u00e7\u00e3o pode desenvolver solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, mesmo que seus colaboradores n\u00e3o sejam experts em R, Java ou Python.<\/p>\n<p>As tecnologias low-code e no-code t\u00eam como base uma importante premissa: com a transforma\u00e7\u00e3o digital, n\u00e3o existem mais empresas de tecnologia. Todas as empresas s\u00e3o tecnol\u00f3gicas e, em alguma medida, se utilizam de solu\u00e7\u00f5es digitais para ofertar seus bens e\/ou servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Sendo assim, a produ\u00e7\u00e3o de tecnologias tamb\u00e9m precisa ser acess\u00edvel e simples, inclusive para os que n\u00e3o s\u00e3o especialistas em programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas plataformas foram criadas com o objetivo de maximizar o poder dos times de TI, diminuindo ou at\u00e9 eliminando a quantidade de c\u00f3digo necess\u00e1rio para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com elas, as equipes podem ter uma maior produtividade, assim como profissionais com conhecimentos b\u00e1sicos em desenvolvimento, que n\u00e3o dominam todas as tecnologias necess\u00e1rias para constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es, mas que conhecem o neg\u00f3cio, podem agregar valor.<\/p>\n<p>O chamado low-code nomeia as plataformas de &#8220;pouco c\u00f3digo&#8221;. Esta foi a primeira modalidade a ganhar espa\u00e7o, trazendo os componentes prontos para o profissional utiliz\u00e1-los em sua aplica\u00e7\u00e3o, permitindo tamb\u00e9m a customiza\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de novos elementos.<\/p>\n<p>Com ele \u00e9 poss\u00edvel, por exemplo, criar aplicativos, automatizar processos, disponibilizar relat\u00f3rios e dashboards em tempo real, tudo isso sem que haja a necessidade de um conhecimento mais aprofundado em linguagens de programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>No-code: para o micro e pequeno empreendedor<\/h2>\n<p>J\u00e1 o no-code se difundiu posteriormente e possibilitou a redu\u00e7\u00e3o completa da programa\u00e7\u00e3o, ou seja, o profissional n\u00e3o precisa se preocupar em ter experi\u00eancia e conhecimento pr\u00e9vio no desenvolvimento de c\u00f3digos. A cria\u00e7\u00e3o de softwares acontece por meio de uma interface com modelos que re\u00fanem v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O no-code \u00e9 destinado, principalmente, aos micro e pequenos empreendedores, que possuem uma baixa demanda em TI .<\/p>\n<p>No mercado j\u00e1 existem diversas plataformas, amplamente difundidas em seus nichos, que fazem parte dessa modalidade de pouco c\u00f3digo.<\/p>\n<p>De acordo com estudo da <a href=\"http:\/\/www2.deloitte.com\/us\/en\/pages\/operations\/solutions\/low-code-and-no-code-development-platforms.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deloitte<\/a>, s\u00f3 o processo de constru\u00e7\u00e3o de c\u00f3digos com o low-code pode ser de 50% a 90% mais r\u00e1pido do que uma abordagem tradicional, isso porque os softwares possuem comandos que criam linhas automaticamente, facilitando o desenvolvimento de aplicativos por quem n\u00e3o sabe a linguagem da programa\u00e7\u00e3o, beneficiando tamb\u00e9m quem domina essa tecnologia, j\u00e1 que libera tempo destes profissionais para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es mais complexas e disruptivas.<\/p>\n<p>O low e no-code consolidaram o conceito de citizen developer no mundo da tecnologia. O termo representa pessoas que n\u00e3o possuem forma\u00e7\u00e3o de tecnologia, mas que s\u00e3o capazes de criar solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para o pr\u00f3prio trabalho.<\/p>\n<p>Com treinamento e conhecimento b\u00e1sicos, esses usu\u00e1rios podem desenvolver ferramentas com pouca ou nenhuma programa\u00e7\u00e3o com um ambiente pr\u00f3prio para esse fim.<\/p>\n<p>E o cen\u00e1rio para esse mercado \u00e9 muito positivo.<\/p>\n<p>Segundo an\u00e1lise da consultoria <a href=\"http:\/\/www.outsystems.com\/p\/modern-development-low-code\/?utm_source=google&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=Aquisition_G_LATAM_Search&amp;utm_term=gartner%20magic%20quadrant%20low%20code&amp;utm_content=Try-For-Free&amp;gclid=Cj0KCQjwhqaVBhCxARIsAHK1tiMVAj-JsvrMzzPT_pO_MFRhJpH9JBVR0EgwJXvhG5DjGlbMk524KrIaArxOEALw_wcB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gartner<\/a>, at\u00e9 2024, mais de 65% dos softwares e aplicativos ser\u00e3o desenvolvidos em low-code, com expans\u00e3o m\u00e9dia de 40% ao ano.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, o mercado movimentou mundialmente cerca de US$ 13,8 bilh\u00f5es (R$ 72,67 bilh\u00f5es) em 2021, um crescimento de 22,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2020, quando foi alcan\u00e7ada a cifra de US$ 11,2 bilh\u00f5es (R$ 58,98 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Tanto o low-code quanto o no-code possuem um desafio em comum: popularizar a cultura do pouco, ou nenhum c\u00f3digo, no mercado brasileiro.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso entender, de fato, o potencial dessas tecnologias e adot\u00e1-las considerando o contexto nacional.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho d\u00favidas de que os profissionais digitais ainda seguem sendo primordiais para a transforma\u00e7\u00e3o digital. No entanto, as ferramentas low-code e no-code podem ser aliadas fundamentais para a democratiza\u00e7\u00e3o da tecnologia.<\/p>\n<p>Com elas, as organiza\u00e7\u00f5es, mesmo pequenas e com poucos recursos, podem se inserir no universo de possibilidades trazidos pela transforma\u00e7\u00e3o digital. E os profissionais das mais diferentes \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o ganham um suporte para melhorar seu trabalho e ter mais agilidade na resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/leticia-piccolotto\/2022\/06\/26\/como-o-low-code-pode-ser-uma-alternativa-para-o-apagao-de-talentos-tech.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias aos diversos tipos de empresas e organiza\u00e7\u00f5es, o nosso modo de viver, trabalhar, aprender e se relacionar tem se transformado profundamente. Ainda assim, para que toda a potencialidade das solu\u00e7\u00f5es digitais possa ser plenamente utilizada, um componente permanece sendo estrat\u00e9gico, fundamental e escasso: as pessoas. 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