{"id":1473,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/leia-antes-de-discutir-nestas-eleicoes\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"leia-antes-de-discutir-nestas-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/leia-antes-de-discutir-nestas-eleicoes\/","title":{"rendered":"leia antes de discutir nestas elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Ciro Gomes devia ter lido este livro antes de <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/eleicoes\/2022\/05\/20\/ciro-gomes-gregorio-duvivier-live-debate.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">debater com Greg\u00f3rio Duvivier<\/a>: &#8220;O Di\u00e1logo Poss\u00edvel: Para uma Reconstru\u00e7\u00e3o do Debate P\u00fablico Brasileiro&#8221; (Todavia, 2022), <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2022\/05\/brasil-precisa-de-ideias-de-direita-e-esquerda-escreve-francisco-bosco.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nova obra de Francisco Bosco<\/a>.<\/p>\n<p>Dev\u00edamos estabelecer como crit\u00e9rio para quem quer se meter a opinar sobre o pr\u00f3ximo War eleitoral: &#8220;entrada proibida para quem n\u00e3o tiver lido o livro do Bosco&#8221;.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, onde est\u00e3o os debates de verdade, tipo J\u00e2nio Quadros contra Fernando Henrique, Fernando Collor de Mello contra Lula, em tempo real, com &#8220;sujeira para todo lado&#8221;?<\/p>\n<p>A nova pol\u00edtica est\u00e1 cheia de mach\u00f5es que adoram armas, falam sozinhos aos gritos, pregam para multid\u00f5es de crentes, mas se pelam de medo da palavra ao vivo e em cores, de qualquer bancada de cr\u00edticos informados ou simplesmente das perguntas do povo.<\/p>\n<p><span><span>O novo livro de Bosco \u00e9 um esfor\u00e7o de reinterpretar<\/span><\/span> o Brasil depois de 2013 e que serve tamb\u00e9m de excelente guia introdut\u00f3rio \u00e0 teoria social cr\u00edtica.<\/p>\n<p>O livro tenta corrigir a dram\u00e1tica lacuna na circula\u00e7\u00e3o tanto de textos introdut\u00f3rios \u00e0 reflex\u00e3o pol\u00edtica, quanto de retratos elementares de hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>Escrito com uma fluidez impressionante apesar da mobiliza\u00e7\u00e3o gal\u00e1tica de conceitos e autores, o texto situa-se na encruzilhada do debate acad\u00eamico especializado e a forma\u00e7\u00e3o de ideias b\u00e1sicas para os incautos no tema.<\/p>\n<p>Meus filhos estudaram numa dessas escolas &#8220;de ponta&#8221; e nenhum deles sequer chegou a ter uma vis\u00e3o m\u00ednima dos anos 1960 e da ditadura militar. Nesta mat\u00e9ria, teve que ser homeschooling mesmo.<\/p>\n<p>Depois disso s\u00f3 piorou.<\/p>\n<p>O tema \u00e9 pol\u00eamico? As pessoas j\u00e1 tiram da pauta ou do curr\u00edculo, como se n\u00e3o fosse poss\u00edvel conviver com o m\u00ednimo de conflito de interpreta\u00e7\u00f5es, leituras ou vers\u00f5es concorrentes.<\/p>\n<p>Criou-se assim a mentalidade de que, em tudo no qual h\u00e1 diverg\u00eancia, um dos lados est\u00e1 mentindo ou \u00e9 mal-intencionado.<\/p>\n<p>Esta car\u00eancia ostensiva de doxa, consenso ou fixa\u00e7\u00e3o de vers\u00f5es &#8220;hegem\u00f4nicas&#8221;, contra a qual \u00e9 poss\u00edvel se insurgir, desde que se admita sua plausibilidade, habilitou a terra-de-ningu\u00e9m despovoada de argumentos e repleta de convic\u00e7\u00f5es que hoje nos d\u00e1 a imagem dominante do debate p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 um dos efeitos pervasivos do autoritarismo cognitivo, onde \u00e9 preciso saber tudo e onde resta calar a boca do outro at\u00e9 a sua inexist\u00eancia total.<\/p>\n<p>O desafio de Bosco \u00e9 contornar esse estado de coisas dando cr\u00e9dito e examinando com justeza e equidade todas as posi\u00e7\u00f5es do que restou do tabuleiro brasileiro de debates.<\/p>\n<p>O livro enfrenta duas grandes quest\u00f5es essenciais para entender a brasilidade, tanto do ponto de vista da sua arqueologia quanto do seu progn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Qualquer um que queira entender como chegamos at\u00e9 aqui, com nosso d\u00e9ficit cr\u00f4nico de democracia, nossa progress\u00e3o inaceit\u00e1vel da desigualdade social e o car\u00e1ter segregativo de nossa cultura, encontra resposta de por que afinal nunca conseguimos erigir uma direita respons\u00e1vel, de linhagem liberal, ainda que conservadora.<\/p>\n<p>Assim, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio entender como seria poss\u00edvel extrair da nossa mistura h\u00edbrida de tradi\u00e7\u00f5es e discursos uma polariza\u00e7\u00e3o produtiva ou alternante onde o sentido de unidade n\u00e3o fosse apenas um fantasma de na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira quest\u00e3o refere-se \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de suspeita generalizada com tudo o que aparente a forma p\u00fablica de institui\u00e7\u00f5es. Historicamente, isso est\u00e1 mais ligado \u00e0 pol\u00edcia, aos sistemas pol\u00edticos e burocr\u00e1ticos, mas que conseguiu ser drenada e invertida, pelo discurso neoconservador, para a arte, a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o, as universidades.<\/p>\n<p>O caso mais dram\u00e1tico \u00e9 o do ex\u00e9rcito, que em vez de refletir a disciplina da ordem e do interesse p\u00fablico, tamb\u00e9m se deixa arrastar, de tempos em tempos, para o mesmo erro secular, desde o golpe que nos instituiu a rep\u00fablica, pelo namoro com o poder direto.<\/p>\n<p>Quanto ao segundo t\u00f3pico, a resposta n\u00e3o demora e surpreende: a partir de algum ponto, durante os anos 1990, cujo marco concreto \u00e9 o rap dos Racionais MC&#8217;s, perdeu-se o sentido e a fun\u00e7\u00e3o da cultura popular, tal qual a conhec\u00edamos ao longo do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p>Mas a novidade do livro de Bosco \u00e9 poder pensar estes dois processos depois do pior, ou seja, depois que estas duas interpreta\u00e7\u00f5es, adquiriram for\u00e7a de lei e foram postas \u00e0 prova da realidade.<\/p>\n<p>Ou seja, uma coisa s\u00e3o as impreca\u00e7\u00f5es de que o individualismo liberal, com sua clara separa\u00e7\u00e3o entre p\u00fablico e privado, parece sempre atrasado ou corrompido quando pisa em <em>terra brasilis<\/em>; outra coisa \u00e9 experimentar viver sem institui\u00e7\u00f5es e deixar que o pensamento de massa organize o espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 clamar pela democracia racial, pelo para\u00edso dos vira-latas e das misturas redentoras; outra coisa \u00e9 experimentar na carne o discurso da segrega\u00e7\u00e3o racial, sexual e de classe, organizar-se em mil\u00edcias e chacinas autorizadas por for\u00e7a de lei.<\/p>\n<p>O que o livro assume de sa\u00edda, e de forma l\u00facida e clara, \u00e9 que as cr\u00edticas hist\u00f3ricas usadas irrestritamente para que as coisas continuem como est\u00e3o, at\u00e9 mesmo elas envelheceram com os tempos sombrios de ultimamente.<\/p>\n<p>Como envelheceu, sem saber, ou seja, da pior forma, a pr\u00f3pria ideia de centro. Sim, o centr\u00e3o, descendente dos antigos PMDBs, PFLs e renomeados simpaticamente como &#8220;os donos do gozo&#8221;, de repente foram percebidos como o que realmente eram: a direita predat\u00f3ria dos donos do poder.<\/p>\n<p>Por outro lado, a antiga esquerda, feita de resist\u00eancia e ilus\u00e3o, tornou-se apenas e t\u00e3o s\u00f3 um cap\u00edtulo do comunismo ocidental.<\/p>\n<p>Mesmo assim, somos levados pela m\u00e3o para revisitar o que era mesmo o liberalismo de <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/biografias\/john-locke.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Locke<\/a> a <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/biografias\/john-stuart-mill.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Stuart Mill<\/a>, em seus compromissos contingentes com a teoria cultural de Burke a Scruton, passando por Isaiah Berlin.<\/p>\n<p>Do outro lado, n\u00e3o seremos poupados, finalmente, das origens da tradi\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/biografias\/karl-marx.jhtm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marx<\/a>, de <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/jean-jacques-rousseau-2-o-homem-e-bom-por-natureza.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rousseau<\/a> a <a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/sociologia\/cultura-politica---abordagem-marxista-gramsci-valorizou-a-esfera-cultural.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gramsci<\/a> e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2020\/09\/quem-e-losurdo-o-teorico-marxista-que-refez-a-cabeca-de-caetano.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Domenico Losurdo<\/a>.<\/p>\n<p>Sim, o Brasil precisava de um novo mapa ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o vai dar certo se comprarmos tal cr\u00edtica pronta, dos autores americanos que inspiram o mal chamado pensamento identit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Neutraliza-se assim tanto a fun\u00e7\u00e3o mediadora (no mau sentido) do outro inclu\u00eddo e a a\u00e7\u00e3o mediadora (no bom sentido) do terceiro inclusivo. Foi assim que a tens\u00e3o hist\u00f3rica entre liberalismo e democracia tornou-se por aqui uma nova recusa de ambas as teses, sem nenhuma s\u00edntese.<\/p>\n<p>Tendo em vista a conflu\u00eancia gen\u00e9rica das teses de Bosco com meu pr\u00f3prio entendimento \u2014muito mais prec\u00e1rio e desinformado <strong>[<\/strong><strong>1]<\/strong>\u2014 da mat\u00e9ria, e a concord\u00e2ncia de que \u00e9 preciso reinaugurar o di\u00e1logo cr\u00edtico e recuperar o estatuto transformativo da palavra, gostaria de colocar duas quest\u00f5es ao livro.<\/p>\n<p>A primeira diz respeito ao \u00fanico ponto no qual o olavismo teria raz\u00e3o, ou seja, o intelectual coletivo de esquerda \u00e9 hegem\u00f4nico no debate p\u00fablico e nas universidades brasileiras.<\/p>\n<p>Duas pondera\u00e7\u00f5es aqui.<\/p>\n<p>Primeiro, se consideramos como intelectuais os egressos dos cursos como Ci\u00eancias Sociais, Filosofia, Letras ou Hist\u00f3ria a asser\u00e7\u00e3o \u00e9 correta.<\/p>\n<p>Mas porque n\u00e3o olhar para este fen\u00f4meno brasileiro que \u00e9 a prolifera\u00e7\u00f5es e os egressos de cursos de Direito? Vale lembrar que foi a partir deles que se formou o segundo modelo mais antigo de intelectual no Brasil, ou seja, os bachar\u00e9is formados para ocupar quadros de Estado (depois dos jesu\u00edtas formados para implantar um sistema de educa\u00e7\u00e3o e religi\u00e3o no pa\u00eds).<\/p>\n<p>Talvez aqui o problema seja a degrada\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ideia de intelectual, comprimido entre a odiosa elite inconsequente e o professor tecnocrata, em luta permanente por mais verbas de pesquisa.<\/p>\n<p>O mito da preval\u00eancia de intelectuais de esquerda \u00e9 mais ou menos como o mito dos pol\u00edticos que n\u00e3o s\u00e3o mais pol\u00edticos, porque se transformam em administradores ou gestores p\u00fablicos. Ou seja, continuam no mesmo ramo sem vestir o nome que mal ou bem lhes cabe. Permitem-se assim continuar a odiar as elites como se n\u00e3o fossem parte dela.<\/p>\n<p>Se acrescentarmos a esta lista jornalistas, publicit\u00e1rios e psic\u00f3logos, ser\u00e1 mesmo que a esquerda ainda \u00e9 hegem\u00f4nica?<\/p>\n<p>Quando olhamos para o retrato dos \u00faltimos 20 anos vemos que a maior parte dos brasileiros se formaram em universidades particulares, dependentes do Fies e do Prouni, sem qualquer vigil\u00e2ncia regulat\u00f3ria, sem nenhuma piedade dos doutores demitidos em massa, com a redu\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de curr\u00edculos, gerenciamento neoliberal com cr\u00edtica zero, sem falar na generaliza\u00e7\u00e3o nociva do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 mesmo que ainda podemos confirmar nossa paisagem intelectual universit\u00e1ria realmente \u00e0 esquerda?<\/p>\n<p>A segunda inquieta\u00e7\u00e3o, em tudo ben\u00e9fica, que o texto levanta, diz respeito \u00e0 maneira como a retomada do di\u00e1logo pode acontecer.<\/p>\n<p>At\u00e9 onde pude perceber a retomada da estrutura dialogal, exclu\u00eddo qualquer flerte com a terceira via, precisa reinventar tanto nossa comunidade imaginada de destino quanto a linha de base de nossas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ela deve basear-se na dial\u00e9tica entre a fun\u00e7\u00e3o positiva do universal, representado pelo Estado, interesse p\u00fablico e coisa republicana de um lado e o peso negativo dos novos particulares, da pol\u00edtica identit\u00e1ria de esquerda e das comunidades digitais do outro.<\/p>\n<p>Palavra e di\u00e1logo, pelo menos em psican\u00e1lise, querem dizer conflito, antagonismo, tens\u00e3o e trabalho continuado para bem dizer e suportar o mal-entendido.<\/p>\n<p>Entendo, como Bosco que a retomada do di\u00e1logo n\u00e3o \u00e9 o retorno da moralidade leniente, da can\u00e7\u00e3o do abra\u00e7o de comunh\u00e3o e entendimento.<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que entre o di\u00e1logo poss\u00edvel e o di\u00e1logo contingente certo \u00e9 que chegou a hora de reconstruir o debate p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1]<\/strong> Dunker, C.I.L. (2021) <em>Lacan e a Democracia: cl\u00ednica e cr\u00edtica em tempos sombrios<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/blog-do-dunker\/2022\/06\/03\/dialogo-possivel-debate-publico-brasileiro-eleicoes-politica-brasil.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ciro Gomes devia ter lido este livro antes de debater com Greg\u00f3rio Duvivier: &#8220;O Di\u00e1logo Poss\u00edvel: Para uma Reconstru\u00e7\u00e3o do Debate P\u00fablico Brasileiro&#8221; (Todavia, 2022), nova obra de Francisco Bosco. 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