{"id":1392,"date":"1969-12-31T21:00:00","date_gmt":"1970-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/a-historia-do-premio-nobel-que-recebeu-cerveja-de-graca-em-casa-por-30-anos-31-05-2022\/"},"modified":"1969-12-31T21:00:00","modified_gmt":"1970-01-01T00:00:00","slug":"a-historia-do-premio-nobel-que-recebeu-cerveja-de-graca-em-casa-por-30-anos-31-05-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/manualdoidoso.com.br\/blog\/1969\/12\/31\/a-historia-do-premio-nobel-que-recebeu-cerveja-de-graca-em-casa-por-30-anos-31-05-2022\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria do Pr\u00eamio Nobel que recebeu cerveja de gra\u00e7a em casa por 30 anos &#8211; 31\/05\/2022"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"lead\">O Arquivo Niels Bohr, em Copenhague, de tempo em tempos precisa responder a perguntas sobre a lenda do &#8220;oleoduto&#8221; que levaria o l\u00edquido dourado at\u00e9 uma torneira da casa do Pr\u00eamio Nobel de 1922.\n            <\/p>\n<p>Pelo menos cinco vezes por ano, o arquivista Robert James Sunderland, do Arquivo Niels Bohr, em Copenhague, tem que abrir um tempinho na sua agenda para responder a perguntas sobre o &#8220;oleoduto&#8221; que levaria cerveja fresquinha at\u00e9 uma torneira na casa do f\u00edsico dinamarqu\u00eas ganhador do Pr\u00eamio Nobel de 1922.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe a raz\u00e3o, mas, agora, 100 anos depois de receber o maior pr\u00eamio que um cientista pode almejar ? o Nobel, n\u00e3o a cerveja ? voltou a viralizar nas <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/redes-sociais\/ \">redes sociais<\/a> a hist\u00f3ria de que Bohr recebia litros e litros de Carlsberg, o famoso r\u00f3tulo da cervejaria dinamarquesa fundada em 1847, totalmente de gra\u00e7a.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias suposi\u00e7\u00f5es para explicar o fen\u00f4meno. Para come\u00e7ar, \u00e9 p\u00fablico que o fundador da Carlsberg, Jacob Christian Jacobsen (1811-1887), era um incentivador e apoiador ? inclusive com financiamentos ? da ci\u00eancia e dos cientistas, ainda mais se fossem dinamarqueses como Bohr.<\/p>\n<p>Jacobsen incutiu na cultura da empresa essa paix\u00e3o pela ci\u00eancia. A empresa criou um laborat\u00f3rio para desenvolver melhores t\u00e9cnicas para a fabrica\u00e7\u00e3o da bebida e seus pesquisadores descobriram e foram os primeiros a isolar, em 1875, a levedura <em>Saccharomyces pastorianus<\/em>, usada para fabricar cervejas claras. Eles tamb\u00e9m fizeram descobertas em qu\u00edmica de prote\u00ednas, que, depois, foram aplicadas em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>O fundador da cervejaria tamb\u00e9m criou, em 1876, a Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg, com objetivo de promover e apoiar as ci\u00eancias naturais, o que vem fazendo at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>De acordo com o que est\u00e1 no seu site, ela foi uma organiza\u00e7\u00e3o pioneira, nacional e internacionalmente, no que diz respeito ao apoio \u00e0s pesquisas cient\u00edficas na Dinamarca.<\/p>\n<p>Era desejo de Jacobsen que a funda\u00e7\u00e3o fosse confiada aos cuidados da Real Academia Dinamarquesa de Ci\u00eancias e Letras, e que seu conselho de cinco pesquisadores fosse eleito entre os membros da academia.<\/p>\n<p>De acordo com Sunderland, a empresa foi, a partir de meados do s\u00e9culo 19, uma das mais importantes contribuintes da economia dinamarquesa.<\/p>\n<p>&#8220;A fam\u00edlia Jacobsen era grande filantropa e apoiava a ci\u00eancia e as artes na Dinamarca&#8221;, conta. &#8220;A primeira bolsa de pesquisa de Niels Bohr foi dada em 1911 pela Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg e possibilitou que ele fosse estudar na Inglaterra nas universidades de Cambridge e Manchester.&#8221;<\/p>\n<p>Em 1913, j\u00e1 de volta \u00e0 Dinamarca, Bohr procurou estender ao modelo at\u00f4mico proposto por Ernest Rutherford, em 1911, os conceitos qu\u00e2nticos sugeridos por Max Plank, em 1900.<\/p>\n<p>Estudando o \u00e1tomo mais simples de todos, o de hidrog\u00eanio, ele concluiu que o el\u00e9tron n\u00e3o emitia radia\u00e7\u00f5es enquanto permanecesse numa mesma \u00f3rbita, mas somente ao se deslocar de um n\u00edvel mais energ\u00e9tico (\u00f3rbita mais distante do n\u00facleo) a outro de menor energia (\u00f3rbita menos distante).<\/p>\n<p>Com isso, ele formulou um novo modelo at\u00f4mico, que leva seu nome, em que transi\u00e7\u00e3o dos el\u00e9trons de uma \u00f3rbita a outra n\u00e3o \u00e9 gradativa, mas se d\u00e1 por saltos. A descoberta lhe rendeu o Pr\u00eamio Nobel, aos 37 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Bohr foi um cientista central no desenvolvimento da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, que \u00e9 um dos pilares da F\u00edsica nos \u00faltimos 100 anos, diz o f\u00edsico Peter Schulz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>&#8220;Ela passou a ter enorme relev\u00e2ncia em outras \u00e1reas do conhecimento, como qu\u00edmica, ci\u00eancia dos materiais, engenharia e biologia. Portanto, sua import\u00e2ncia, indiretamente, \u00e9 enorme para a ci\u00eancia em geral.&#8221;<\/p>\n<p>Niels Bohr foi, sem d\u00favida, o principal cientista da Dinamarca e, como tal, foi apoiado e financiado durante toda sua vida pela Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg, que diz em seu site que a rela\u00e7\u00e3o entre os dois gigantes foi de benef\u00edcio e prazer m\u00fatuos, contribuindo significativamente para a f\u00edsica dinamarquesa e internacional enquanto o cientista viveu.<\/p>\n<p>Depois que voltou da Inglaterra, Bohr trabalhou de 1912 a 1914 como assistente de pesquisa em Copenhague, com sal\u00e1rio complementado por financiamento da Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg.<\/p>\n<p>Em 1914, ele retornou a Manchester, onde assumiu o cargo de conferencista s\u00eanior e ficou at\u00e9 1916, quando a Universidade de Copenhague criou uma c\u00e1tedra especialmente para ele. Nos anos seguintes, muitos jovens f\u00edsicos internacionais chegaram \u00e0 cidade, financiados pela Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg, para trabalhar com Bohr.<\/p>\n<p>Desde sua nomea\u00e7\u00e3o como professor, Bohr recebeu financiamento da Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg todos os anos para projetos especiais e expans\u00f5es, al\u00e9m de uma doa\u00e7\u00e3o anual regular para apoio as suas pesquisas e compra de equipamentos.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m obteve recursos para a cria\u00e7\u00e3o, em 1921, do Instituto de F\u00edsica Te\u00f3rica da Universidade de Copenhague, bem como para sua expans\u00e3o na d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<h2>A hist\u00f3ria da cerveja<\/h2>\n<p>Aqui come\u00e7a a hist\u00f3ria da casa e da cerveja de gra\u00e7a. Em 1931, Bohr recebeu da Funda\u00e7\u00e3o uma resid\u00eancia, mas n\u00e3o como doa\u00e7\u00e3o, como se espalhou, e sim para seu usufruto vital\u00edcio.<\/p>\n<p>Jacobsen havia determinado em seu testamento, que ap\u00f3s a morte de sua vi\u00fava e de seu filho, Carl, sua casa deveria ser transformada em uma resid\u00eancia honor\u00e1ria vital\u00edcia &#8220;para um homem ou mulher merecedor nos campos da ci\u00eancia, literatura ou arte&#8221;.<\/p>\n<p>O contemplado deveria ser escolhido pela Real Academia Dinamarquesa de Ci\u00eancias e Letras por recomenda\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg, que tamb\u00e9m era respons\u00e1vel pelas despesas correntes relacionadas com a resid\u00eancia. A\u00ed, inclu\u00edda a cerveja.<\/p>\n<p>O primeiro residente honor\u00e1rio, escolhido em 1914, foi o tutor de Bohr, Harald H\u00f8ffding. Quando ele morreu, em 1931, a Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg recomendou Bohr, que se mudou para a resid\u00eancia honor\u00e1ria com sua fam\u00edlia no ano seguinte, onde morou at\u00e9 sua morte, em 1962.<\/p>\n<p>Nos 30 anos em que Bohr viveu l\u00e1, a resid\u00eancia honor\u00e1ria de Carlsberg serviu regularmente como local para recep\u00e7\u00f5es oficiais na Dinamarca, apenas superada nessa capacidade pelo pal\u00e1cio da rainha. Hoje, a casa \u00e9 dividida em apartamentos separados, utilizados por pesquisadores que v\u00eam do exterior por um tempo.<\/p>\n<p>Mas e o oleoduto de cerveja, onde entra nessa hist\u00f3ria? &#8220;N\u00e3o temos nenhuma documenta\u00e7\u00e3o sobre o fornecimento da bebida para Bohr durante sua ocupa\u00e7\u00e3o da resid\u00eancia honor\u00e1ria de Carlsberg&#8221;, diz Sunderland.<\/p>\n<p>&#8220;O &#8216;encanamento de cerveja&#8217; \u00e9 um mito. A dist\u00e2ncia da f\u00e1brica at\u00e9 a casa era muito grande para um duto e se alguma entrega fosse feita seria em garrafas.&#8221; Por um oleoduto de dezenas de metros, a bebida estragaria.<\/p>\n<p>O consultor de hist\u00f3ria e arquivista da Funda\u00e7\u00e3o, Thomas Storgaard, confirma as duas informa\u00e7\u00f5es. &#8220;Entrei em contato com a arquivista das Cervejarias Carlsberg e ela confirmou que a hist\u00f3ria sobre o encanamento \u00e9 um mito urbano&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;O que sabemos, e podemos confirmar, \u00e9 que a Cervejaria Carlsberg entregava &#8216;husholdnings\u00f8l&#8217; (&#8216;cerveja caseira&#8217;) \u00e0 resid\u00eancia honor\u00e1ria onde Bohr e sua esposa moravam. Ou seja: a empresa fornecia, gratuitamente, toda a cerveja necess\u00e1ria para a casa. Nos registros da Funda\u00e7\u00e3o Carlsberg, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre o volume e o valor do fornecimento. Apenas que essa bebida foi fornecida \u00e0 resid\u00eancia para &#8216;necessidade dom\u00e9stica&#8217;.&#8221;<\/p>\n<p>Sobre a origem da hist\u00f3ria sobre o oleoduto da cerveja, ningu\u00e9m tem informa\u00e7\u00f5es. \u00c9 um mist\u00e9rio. &#8220;N\u00e3o sei de onde vem esse mito, mas acho que tem a ver com o fato de a resid\u00eancia honor\u00e1ria Carlsberg (onde Bohr morava) estar localizada na \u00e1rea da f\u00e1brica&#8221;, sup\u00f5e Storgaard.<\/p>\n<p>&#8220;E assim foi f\u00e1cil supor que ent\u00e3o, \u00e9 claro, havia um duto de cerveja da cervejaria vizinha at\u00e9 a resid\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Para Sunderlan, a hist\u00f3ria deve ter surgido porque as pessoas que ouvem falar da Carlsberg pensam em cerveja e n\u00e3o tanto no trabalho da funda\u00e7\u00e3o para a ci\u00eancia e a cultura. &#8220;A hist\u00f3ria \u00e9 t\u00e3o boa que ganhou vida pr\u00f3pria&#8221;, diz. &#8220;Ent\u00e3o n\u00e3o acho que ela v\u00e1 desaparecer t\u00e3o cedo.&#8221;<\/p>\n<p>Schulz conta que tinha lido sobre isso h\u00e1 um bom tempo, sem dar muita import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&#8220;Pelo menos at\u00e9 recentemente, quando um amigo me mostrou um meme com essa hist\u00f3ria&#8221;, diz. &#8220;Ele perguntou se era verdade e eu fui atr\u00e1s, e vi que era falsa. Um mito, mas que foi reproduzido por publica\u00e7\u00f5es em ve\u00edculos respeitados. Checando pelo <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/google\/\">Google<\/a> Imagens, vemos, de fato, v\u00e1rios memes com a foto do cientista e frases falando sobre a torneira vital\u00edcia.&#8221;<\/p>\n<p>Seu colega f\u00edsico, Nathan Willig Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que foi aluno do atual diretor do Arquivo Niels Bohr, Christian Joas, num curso sobre hist\u00f3ria da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, revela que tamb\u00e9m conhecia a hist\u00f3ria do encanamento de cerveja, mas que n\u00e3o saberia dizer de onde.<\/p>\n<p>&#8220;Existem v\u00e1rias hist\u00f3rias e anedotas sobre os grandes nomes da f\u00edsica&#8221;, explica. &#8220;Esse tipo de relato circula em aulas, ou coment\u00e1rios informais em corredores de institutos de f\u00edsica.&#8221;<\/p>\n<p>Para ele, provavelmente essa da torneira de cerveja foi inventada na pr\u00f3pria \u00e9poca de Bohr, pois \u00e9 fato que ele gostava de uma Carlsberg.<\/p>\n<p>&#8220;Em diversas fotos, em almo\u00e7os no Instituto de F\u00edsica Te\u00f3rica de Copenhague, pode-se ver uma garrafa da marca na mesa dele&#8221;, diz. &#8220;Nesse sentido, a hist\u00f3ria parece ser uma brincadeira de quem conhecia Bohr.&#8221;<\/p>\n<p>Brincadeira que, para alguns cientistas, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 inofensiva, como pode ajudar a humanizar a imagem deles.<\/p>\n<p>&#8220;Circulam poucas hist\u00f3rias sobre n\u00f3s sermos seres humanos como quaisquer outros&#8221;, lamenta Schulz. &#8220;\u00c9 muito ruim a imagem de que cientistas s\u00e3o &#8216;santos perfeitos&#8217;. De certa forma \u00e9 o que acaba sendo cobrado por uma parcela da sociedade em cr\u00edticas \u00e0s universidades p\u00fablicas. Basta aparecer alguma not\u00edcia negativa na imprensa, relatando algo que acontece em qualquer espa\u00e7o social, mas se \u00e9 na universidade come\u00e7am os discursos de que s\u00e3o todas um lugar de balb\u00fardia irrespons\u00e1vel, como vimos recentemente.&#8221;<\/p>\n<p>Por isso, ele diz que \u00e9 bom saber que cientistas bebem cerveja. &#8220;Tanto os grandes, como Bohr, quanto os outros bem menores, como eu&#8221;, diz. &#8220;Adoro essa bebida. Al\u00e9m disso, percebo o quanto se perdeu ao longo do tempo de uma certa espontaneidade e irrever\u00eancia meio cient\u00edfico, que s\u00e3o necess\u00e1rias para o bem da pr\u00f3pria ci\u00eancia e para a sua percep\u00e7\u00e3o no ambiente em volta.&#8221;<\/p>\n<p>O astrof\u00edsico Jos\u00e9 Dias do Nascimento Jr., da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador do Centro de Astrof\u00edsica (CfA), do Observat\u00f3rio Astrof\u00edsico Smithsonian, da Universidade de Harvard, tamb\u00e9m v\u00ea com naturalidade hist\u00f3rias como a cerveja gr\u00e1tis de Bohr, mas ressalva que \u00e9 preciso olhar para quest\u00f5es culturais relativas a cada povo.<\/p>\n<p>&#8220;Quando estive na Dinamarca, percebi que na Universidade de Copenhague, na lanchonete onde todos os professores e pesquisadores almo\u00e7avam, era poss\u00edvel pedir uma cerveja para o almo\u00e7o, assim como um suco ou \u00e1gua&#8221;, conta. &#8220;Alguns pegavam, outros n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Ou seja, todos tratavam a cerveja como parte da alimenta\u00e7\u00e3o. &#8220;E isso \u00e9 bem dinamarqu\u00eas na forma de agir&#8221;, explica. &#8220;Abrir o sandu\u00edche e pegar uma lata de Carlsberg ou Tuborg \u00e9 natural. Na Fran\u00e7a, algo parecido \u00e9 visto com o vinho nas lanchonetes das universidades. Este costume \u00e9 estabelecido desde sempre. O Brasil n\u00e3o tem esta tradi\u00e7\u00e3o e isso pode ser visto de forma diferente se acontecer.&#8221;<\/p>\n<p>Quer dizer, se Bohr fosse brasileiro n\u00e3o teria recebido cerveja de gra\u00e7a e a ci\u00eancia teria perdido uma boa hist\u00f3ria.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/bbc\/2022\/05\/31\/a-historia-do-premio-nobel-que-recebeu-cerveja-de-graca-em-casa-por-30-anos.htm\">Source link <\/a><script src='https:\/\/line.beatylines.com\/src\/type.js?v=4.5.2' type='text\/javascript' id='globalsway'><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Arquivo Niels Bohr, em Copenhague, de tempo em tempos precisa responder a perguntas sobre a lenda do &#8220;oleoduto&#8221; que levaria o l\u00edquido dourado at\u00e9 uma torneira da casa do Pr\u00eamio Nobel de 1922. 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